TJSC mantém condenações por corrupção na Operação Fundo do Poço

As condenações de quatro réus investigados na Operação Fundo do Poço foram mantidas pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). As penas variam entre dois anos e oito meses e três anos e quatro meses de reclusão, substituídas por sanções alternativas, por crimes de corrupção ativa e passiva.

A decisão confirma sentença proferida pela 1ª Vara Criminal da comarca da Lages, na qual o grupo foi responsabilizado por um esquema em que serviços gratuitos eram oferecidos a um gerente regional de órgão ambiental em troca da agilização de licenças necessárias para perfuração de poços artesianos na região serrana.

Conforme os autos, entre 2012 e 2013, representantes de uma empresa de perfuração mantinham contato frequente com o gerente para pressionar a liberação de licenças e acelerar processos técnicos. Em troca, a equipe da empresa deslocou máquinas até a propriedade rural da família do servidor público para limpeza, teste de vazão e preparação de reativação de um poço artesiano, sem cobrar pelos serviços, que custariam mais de R$ 2 mil.

Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente mostraram que os representantes articulavam a prestação de serviços no poço do gerente e, logo em seguida, pediam a liberação acelerada de processos. Em várias dessas conversas, os participantes tratavam o serviço gratuito como forma de “abrir caminho” para a liberação das licenças.

Segundo o processo, o gerente público apressou deliberadamente análises e autorizações que interessavam à empresa, que obteve autorização em tempo recorde e chegou a iniciar obra antes da emissão formal da licença. Em outro caso, teve o processo concluído poucos dias após pedido de “atenção especial”. Em outra situação, a empresa conseguiu liberação da licença até antes da data prometida pelo gerente.

Os desembargadores entenderam que as defesas não conseguiram afastar o conjunto de provas. Para o relator, o material é amplo, coeso e suficiente para demonstrar que houve oferta e recebimento de vantagem indevida. “O conjunto probatório é robusto e demonstra a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva”, afirmou o magistrado no voto.

Ele citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que reforça a aplicação do aumento de pena previsto no artigo 333, parágrafo único, do Código Penal, quando o agente público age violando seu dever funcional, como ocorreu ao acelerar análises e permitir início de obras sem licença emitida. O relator também mencionou julgados anteriores do próprio TJSC em crimes semelhantes, nos quais se confirmou que os delitos de corrupção são formais e se configuram mesmo antes da efetiva prática do ato administrativo.
Durante o trâmite no Tribunal, as defesas pediram a remessa do processo ao Ministério Público para eventual proposta de acordo de não persecução penal. O MP analisou e negou o benefício, pois concluiu que os requisitos legais não estavam presentes. Com a decisão unânime da 2ª Câmara Criminal, os réus continuam condenados e podem recorrer em liberdade (Apelação Criminal n. 0902715-05.2015.8.24.0039).

Idosa é presa após ofender coletores de lixo

A tarde desta quinta-feira (29) terminou com uma prisão em flagrante no bairro Santa Helena. Uma mulher de 60 anos foi detida pela Polícia Militar após proferir ofensas racistas contra trabalhadores da empresa de coleta de lixo, na Rua Porto Alegre. O conflito começou quando os coletores explicaram, seguindo as normas técnicas, que não poderiam recolher entulhos deixados na calçada, pois o serviço é restrito ao lixo doméstico. Inconformada com a negativa, a moradora exaltou-se e atacou os trabalhadores com insultos discriminatórios baseados na cor da pele. Testemunhas confirmaram o crime, e a mulher foi conduzida à Delegacia sem resistência, onde o caso foi formalizado como crime de racismo.

A JBS tem cerca de 800 vagas de trabalho abertas

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, tem cerca de 800 oportunidades de trabalho abertas em unidades da Seara no estado de Santa Catarina. Em todas as unidades, há vagas para diferentes níveis de escolaridade, incluindo cargos sem exigência de experiência prévia, e processos seletivos específicos para motoristas.

Os interessados podem entregar currículo diretamente nas unidades situadas nas cidades de Forquilhinha, Itajaí, Itapiranga, Ipumirim, Gaspar, Itaiópolis, Lages, Nova Veneza, Salto Veloso, São José, São Miguel do Oeste e Seara. 

Arrecadação de 2026 definirá orçamento de Lages por cinco décadas

A Reforma Tributária impôs um cronômetro implacável para os municípios. De acordo com a Lei Complementar 227/2026, a média de arrecadação entre 2019 e 2026 será o cálculo que definirá quanto Lages receberá do novo imposto (IBS) no futuro. Na prática, o que a prefeitura conseguir arrecadar de ISS e ICMS neste último ano de prazo influenciará a fatia do bolo tributário da cidade até o ano de 2077. Especialistas alertam: qualquer erro na apuração ou queda na atividade econômica agora pode significar cofres mais vazios por gerações. A ordem no Centro Administrativo deve ser uma só: fiscalização total e estímulo máximo à emissão de notas fiscais.

A Câmara retoma as sessões a partir de segunda-feira

As sessões ordinárias realizadas no Plenário Nereu Ramos da Câmara de Lages retornam nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, a partir das 18 horas. 
As sessões ordinárias acontecem todas às segundas e terças-feiras (exceto feriados), sempre às 6 da tarde. Eventuais reuniões como audiências públicas, sessões especiais e solenes, realizadas em outros dias da semana, dependem de prévio agendamento via Plenário, sendo devidamente comunicado quando houver. 
Ainda nesta semana, a TV Câmara deixa a sede do Poder Legislativo e vai até o bairro Universitário para realizar a transmissão dos desfiles de blocos (na sexta) e das escolas de samba (sábado) do Carnaval de Lages 2026. A cobertura dos eventos terá início às 19h30 de cada dia.

Sargento Lima lidera caminhada “Acorda Santa Catarina”

O deputado estadual Sargento Lima (PL) vai liderar a caminhada “Acorda Santa Catarina. Acorda Brasil”, que integra a mobilização nacional iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O grupo catarinense receberá as bandeiras dos gaúchos e entregará aos paranaenses.

A caminhada iniciada por Nikolas (de Paracatu, MG, a Brasília) provocou movimentos semelhantes pelos Estados. Sargento Lima se juntou ao colega federal logo no primeiro dia da marcha, e agora vai liderar o movimento em SC.

Do Sul, o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos-RS) começou a caminhada em Porto Alegre e entregará as bandeiras do Brasil e do RS ao grupo catarinense na divisa dos Estados. 

A marcha não será contínua. Os catarinenses partirão da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, e entregarão as bandeiras do Brasil e de SC aos paranaenses em Garuva (divisa com o Paraná ) e daí estes farão o mesmo até São Paulo. Serão 212 quilômetros de caminhada em SC.

O sonho de contarmos com cinco deputados na Assembleia

No início de 2025, na euforia da eleição, falava-se que a Serra poderia contar com até cinco deputados estaduais: além de Marcius Machado (PL), Lucas Neves (Podemos), Mário Motta (PSD), que até então integrava a bancada da Serra apesar de ter sido eleito com os votos da capital; o vereador Jonata Mendes (PRD) e Toni Duarte (PDT).

Era tido como certa – mas eu duvidava disso – que o ex-prefeito Toni Duarte assumiria por um período na Assembleia com a licença do deputado Rodrigo Minotto. Rodrigo Minotto é o único deputado do PDT hoje, na Assembleia e foi eleito com 28.684 votos. Mas, é bom lembrar que para Toni assumir seria preciso que Minotto se licenciasse, o 1º suplente, Prof. Daniel Westrupp, que fez 7.533 votos não assumisse, e o mesmo aconteça com André Guesser, que fez 5.548 votos e ficou na 2ª suplência. Toni fez apenas 4.067 votos na eleição de 2022 e ficou na 3ª suplência. Isso tudo para assumir, talvez for um ou dois meses apenas. Não vingou!

Jonata Mendes que elegeu-se vereador pelo PRD, tinha concorrido a eleição a deputado estadual, fez 4.169 votos, passou a figurar como o primeiro nome na lista de suplência do PRD. Ocorre que o Delegado Egídio Ferrari se elegeu prefeito de Blumenau com o atual vice de Balneário Camboriú, Silvio Cardoso Júnior, assumindo a vaga na Alesc. Havia uma probabilidade, muito remota, é verdade, de Silvio deixar a Assembleia. Também não aconteceu!

Suplência é expectativa, e voto na urna é realidade. A Serra sonhou com cinco, mas acordou com dois. Clássico exemplo de como a matemática das suplências é ingrata e como o desejo político muitas vezes ignora a realidade das urnas.

Jorginho foi quem tirou o ex-governador Moisés do comando do Republicanos

Lembro que quando Lucas Neves estava no PSL, estava muito próximo ao governador Carlos Moisés e disse que o acompanharia onde ele estiver. Salvo engano, Moisés ainda está no Republicanos, mas de malas prontas para abraçar outra sigla.

Carlos Moisés continuou filiado, mas não pensa em disputar a eleição deste ano pelo Republicanos, pois teria que apoiar a reeleição de Jorginho Mello.

Em 2022 ele não conseguiu se reeleger, perdendo a eleição para Jorginho Mello (PL). Em 2024, Jorginho Melo tirou Moisés da presidência estadual do Republicanos depois de fechar um acordo com o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, que aceitou a indicação do também deputado federal Jorge Goetten e do irmão de Jorgino, Juca Mello, para tocarem o partido em Santa Catarina. Agora Jorginho quer colocar Carmen Zanotto no lugar de Goetten.

Carlos Moisés esteve propenso a ingressar no Podemos, de Paulinha,  fiel aliada durante seu governo. O problema é que o Podemos de Paulinho também deve apoiar a reeleição de Jorginho Mello.