Praça de Urubici será revitalizada

O deputado estadual Marcius Machado (PL) destinou R$ 1 milhão em emenda parlamentar para a reforma da Praça Caetano Vieira de Souza, em Urubici, na Serra Catarinense.

O projeto arquitetônico da revitalização foi elaborado e finalizado pela equipe de engenharia e arquitetura do gabinete do parlamentar, e encaminhado à Prefeitura de Urubici nesta segunda-feira (16). A proposta contempla a reestruturação completa da praça, com melhorias no layout, reorganização dos espaços de convivência e implantação de um piso estrelado, que deve se tornar um dos principais destaques do local.

A revitalização busca oferecer mais conforto, segurança e acessibilidade para a população, além de criar um ambiente mais moderno e acolhedor para moradores e turistas que visitam a cidade. O parlamentar agradeceu o apoio do prefeito de Urubici, Leandro de Souza Corrêa (PSD) e do vereador Fabricio de Brida (PL), destacando que a parceria entre as lideranças foi decisiva para a concretização do projeto.

Lucas cobra Governo Federal após corte de recursos do DNIT em SC

O deputado estadual Lucas Neves (Republicanos) criticou o novo corte no orçamento destinado às rodovias de Santa Catarina e cobrou prioridade do Governo Federal para obras consideradas estratégicas no Estado. Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os investimentos caíram de mais de R$ 1 bilhão no período 2023 para menos de R$ 400 milhões previstos para 2026. “O novo corte reduz drasticamente a capacidade de investimento. Estamos falando de menos da metade do que já foi aplicado. Isso impacta obras importantes e coloca em risco o desenvolvimento do nosso estado”, reclamou Neves.

Um dos principais projetos afetados é a implantação de terceiras faixas na BR-282, no trecho entre o Litoral e a Serra Catarinense. A obra é considerada fundamental para melhorar a segurança e a fluidez do trânsito, além de impulsionar o turismo e o escoamento da produção regional.

O parlamentar informou que tem reforçado a cobrança junto ao Governo Federal. Em reunião com o superintendente regional do DNIT, Amauri Lima, Lucas Neves foi informado de que os estudos técnicos, inicialmente previstos para março, sofreram atraso e devem ser concluídos em abril.

Um plano arquitetado nos bastidores

A política catarinense é mestre em movimentos de bastidores que, para o público externo, parecem repentinos, mas que costumam ser maturados em silêncio. O que assistimos nos últimos dias não é um “ressurgimento” aleatório de Jorge Bornhausen, mas sim a reafirmação de quem nunca deixou de ser o principal estrategista do PSD no estado.

Jorge Bornhausen opera na lógica da viabilidade de longo prazo. Embora João Rodrigues tenha, de fato, a maior densidade eleitoral hoje, ele também carrega o maior índice de rejeição em determinados setores e um perfil que polariza o debate.

O movimento de Bornhausen sugere que houve um cálculo: o risco de apostar todas as fichas em um nome que pode “bater no teto” precocemente era alto. Ao “tirar João da jogada”, Bornhausen retoma as rédeas do partido para construir uma candidatura de centro-direita moderada, capaz de atrair o MDB e o próprio União Brasil, algo que o estilo de João Rodrigues dificultava.

Dizer que Bornhausen estava na obscuridade é um equívoco de ótica. Ele é o “Grande Eleitor”. Ele não precisa de mandatos; ele controla as legendas, o tempo de TV e, principalmente, as conexões com o PIB catarinense. O momento do seu “ressurgimento” foi cirúrgico: ele esperou o desgaste das negociações entre João Rodrigues e Jorginho Mello para intervir como o “adulto na sala” que impõe uma nova ordem.

A verdadeira intenção por trás de tudo isso não é apenas trocar um candidato por outro (como sugerir Colombo ou Merisio), mas sim impedir que o PSD se torne um satélite do PL.

 A saída de Topázio Neto, citando “truculência”, foi o efeito colateral (ou calculado) desse endurecimento do PSD. Ao forçar a saída de quem queria estar com o governador, Bornhausen limpa o partido de influências governistas.

A intenção real é formar uma grande frente de oposição (PSD, MDB, e possivelmente outros) Com João Rodrigues fora, o PSD se torna um parceiro mais “palatável” para o MDB de Valdir Cobalchini e para uma possível candidatura de Gelson Merisio ou do próprio Raimundo Colombo.

A estratégia final de Bornhausen parece ser: sacrificar o nome mais popular (João) para garantir uma coligação mais robusta que possa vencer o PL no segundo turno. É a velha política catarinense de unir os contrários para derrotar quem está no poder.

Topázio deixou o PSD e critica a “truculência” da ala de João Rodrigues

O anúncio da desfiliação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do PSD, confirma a implosão de uma das maiores forças políticas de SC. A saída, marcada por críticas à “truculência” da ala liderada por Chapecó, era o desfecho esperado após os movimentos de isolamento que o prefeito vinha sofrendo dentro da própria sigla.

Ao citar “truculência”, Topázio direciona o seu descontentamento diretamente ao grupo de João Rodrigues e à influência do ex-governador Jorge Bornhausen. O prefeito sente-se atropelado por um processo interno que, em vez de pacificar a sigla após a desistência de João Rodrigues ao Governo, optou por uma postura de confronto e ameaça de expulsão contra ele, especialmente após a sua aproximação com o governador Jorginho Mello.

A desfiliação coloca Topázio Neto na “vitrine” do mercado político, mas todos os sinais apontam para o PL de Jorginho Mello. A reunião entre Topázio e Jorginho no último domingo (15) já era o ensaio geral para esta saída.  Para o governador, ter o prefeito da capital no seu partido é um trunfo estratégico para a sua reeleição.

O PSD, que até poucas semanas era visto como o grande favorito para 2026, agora enfrenta uma crise de identidade:  O presidente da Alesc, Júlio Garcia que era visto como o “pacificador”, agora terá o desafio de evitar que a saída de Topázio gere um efeito dominó, levando outros prefeitos e deputados a reconsiderarem a sua permanência na sigla.

Este movimento de Topázio é a peça que faltava para confirmar que o PSD, ao tentar “limpar a casa” para um novo nome, acabou por abrir uma fenda por onde o governo está a avançar com força total.

GAECO cumpre mandado de prisão em desdobramento da Operação Carne Fraca

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumpriu, na tarde desta quarta-feira (18/03), um mandado de prisão em desdobramento das investigações da Operação Carne Fraca, deflagrada no dia 26 de fevereiro, para apurar o cometimento de crimes envolvendo corrupção, violação do sigilo funcional e advocacia administrativa no âmbito de uma unidade prisional da Serra Catarinense. 

A ação acontece depois que 3ª Vara Criminal da Comarca de Lages recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra três investigados pela prática de crimes relacionados à corrupção e associação criminosa no âmbito da denominada Operação Carne Fraca. 

A decisão também determinou a prisão preventiva de um dos acusados, diante da gravidade concreta dos fatos e do risco de continuidade delitiva, o qual teve seu mandado cumprido na tarde do mesmo dia por equipes do GAECO. 

As investigações apontam que benefícios irregulares teriam sido concedidos dentro de estabelecimento prisional, como facilitação de visitas, condições privilegiadas e outras regalias, mediante pagamento de vantagens indevidas. Há ainda indícios de que o esquema teria continuidade mesmo após a saída do sistema prisional, com retomada de contatos e manutenção dos ajustes ilícitos. 

De acordo com a denúncia, os fatos apuram um esquema estruturado de favorecimentos ilícitos envolvendo agente público e particulares, com concessão de vantagens indevidas no contexto da execução penal. As condutas investigadas incluem corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa, praticadas de forma reiterada. 

Na decisão, o juízo destacou a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, com base em elementos como registros administrativos, comunicações e laudos periciais. Também foi ressaltada a presença de risco à ordem pública, evidenciada pela possível reiteração criminosa e pelo histórico de envolvimento em práticas ilícitas. 

A prisão preventiva foi decretada em razão da necessidade de interromper a atividade delitiva, garantir a instrução processual e assegurar a aplicação da lei penal. Segundo a decisão, medidas cautelares alternativas se mostraram insuficientes diante das circunstâncias do caso, especialmente pela possibilidade de interferência na produção de provas e pela persistência do comportamento ilícito. 

Pai e filho são denunciados pelo MPSC por dupla tentativa de homicídio

Um pai e o filho foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por supostamente atirarem em dois policiais militares em Correia Pinto em 7 de setembro de 2024. O documento foi construído com base no trabalho realizado pelos órgãos competentes, detalhando os fatos ocorridos naquele feriado alusivo a Independência do Brasil. 

A denúncia já foi recebida pelo Poder Judiciário, e agora ambos respondem a uma ação penal por crimes contra a vida. Segundo as investigações, eles não teriam gostado de uma abordagem de rotina feita anteriormente pelas vítimas, por isso teriam as esperado escondidas e armadas na frente da sede da PM, na BR 116, e feito os disparos quando elas chegaram. 

“Logo após os policiais militares estacionarem a viatura e desembarcarem do veículo, foram surpreendidos com diversos disparos de arma de fogo efetuados em suas direções. O crime somente não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos agentes, uma vez que, embora tenham desferido cerca de sete tiros, nenhum deles atingiu as vítimas”, narra a denúncia assinada pela Promotora de Justiça da comarca, Camila da Silva Tognon. 

O objetivo do MPSC é que o pai e o filho sejam submetidos ao Tribunal do Júri para serem julgados pela própria sociedade, representada por sete jurados, por duas tentativas de homicídio contra autoridades no exercício da função, qualificadas, ainda, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa. 

A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon diz atentar contra a vida de agentes públicos no exercício da função é uma conduta extremamente grave, que afronta não apenas as vítimas, mas toda a sociedade. “O Ministério Público de Santa Catarina atua para que fatos dessa natureza sejam devidamente apurados e punidos, reafirmando que a violência não pode ser tolerada em nenhuma circunstância”, conclui.  

Esperidião vai conduzir as negociações

Após da nota oficial do Progressistas afirmando apoio do partido ao candidato Jorginho Mello, o presidente Leodegar Tiscoski se afastou depois do presidente nacional designar o senador Esperidião Amin para coordenar as negociações com relação às alianças eleitorais. O cenário eleitoral está mudando há cada dia. Amanhece de um jeito e anoitece de outro!

Expectativa com relação ao encontro do PSD nesta quarta-feira

O PSD tem pré-agendada para esta quarta-feira, às 18h, uma reunião da Executiva estadual. O presidente do partido em SC, Eron Giordani, é quem comandará o encontro. Entretanto, ele pode não ocorrer se o prefeito da Capital, Topázio Neto (PSD), confirmar a intenção de se licenciar da sigla.

A indicação de Jorge Bornhausen do nome do ex-governador Raimundo Colombo para disputar o governo do Estado em 2026, em uma oposição interna a João Rodrigues, é vista como uma opinião pessoal. Ou seja, a tendência é que Bornhausen se manifeste publicamente sobre a preferência, e o assunto não ganhe encaminhamento interno.

A renúncia de João Rodrigues ao cargo de prefeito de Chapecó está mantida para o próximo sábado (21), às 10h. A expectativa dentro do PSD é que nesta quarta-feira o ambiente possa se resolver para que o foco seja colocado no sábado.