Episódio que veio à tona semana passada, pode até determinar a saída do vereador João Chagas da base de sustentação do governo na Câmara. O Conselho Municipal de Assistência Social acabou abrindo sindicância para apurar a questão da utilização de um terreno no Bairro Tributo.

Na realidade, o vereador, que foi presidente da Associação de Moradores do bairro está sendo intimado a retirar a capela mortuária que foi construída a seu pedido encima de um terreno pertencente à associação e cedido ao CRAS.
O conselho abriu sindicância para apurar a respeito da autorização para a implantação da capela e entende que ambas, lado a lado, são incompatíveis.
“O conselho diz que não pode ter uma capela mortuária ao lado do Cras porque os jovens (que frequentam o centro) não podem ver mortos”, disse Chagas.
Isso que “o Cras nem está desenvolvendo as atividades a que se propunha”, justificou o vereador.
Hoje, diz ele, apenas está distribuindo 40 cestas básicas “que sempre foi distribuído e, para isso, nem precisa estar lá”. Chagas conta que quando presidiou a associação foram permutados três outros terrenos menores por este onde está a capela, mas foi tudo legalizado. Como o terreno era grande, a associação acabou cedendo parte dele para que a prefeitura construísse a unidade do Centro de Referência de Assistência Social.

E agora querem tirar a capela de lá, o que revoltou sobremaneira o vereador, entendendo que é uma ação que tem no comando o secretário de Assistência Social, Samuel Ramos.
“Não sou palhaço e se for homem (o secretário) vá lá derrubar a capela”, vociferou o vereador dizendo que quem tinha de ser notificado não era ele, mas o atual presidente da associação.
Foi o vereador que conseguiu levar a capela para o bairro e por isso não admite que tenha qualquer questionamento com relação a sua construção e “se querem me colocar em ficha suja por causa disso, não vão conseguir”, diz ele. Observa que o prefeito nem deve estar sabendo disso, mas o Tributo está péssimo e ele nunca conseguiu melhoria para lá.
“Os vereadores da oposição ganharam obras, mas eu não”, o que o deixa descontente e disposto a abandonar a base.