A última entrega ao terminal da Idaza acontece esta semana

A Linha Férrea Tronco Sul conecta o interior catarinense aos principais portos do litoral e à malha ferroviária do Rio Grande do Sul, sendo peça-chave para o escoamento da produção local. Sua suspensão pela concessionária Rumo Logística, motivada pelos danos causados pelas fortes chuvas de maio de 2024 e pela queda superior a 90% no volume de combustíveis transportados no primeiro semestre de 2025, representa um retrocesso grave para a economia da Serra. A última entrega ao terminal da Idaza está prevista para esta semana. Com o fim das operações ferroviárias, toda a logística de transporte será realizada exclusivamente por caminhões, elevando custos de produção, reduzindo a competitividade e aumentando o impacto ambiental.

10 comentários em “A última entrega ao terminal da Idaza acontece esta semana”

  1. Não seria momento das maiores empresas de transporte e logística, de nossa região, em consórcio, assumirem esse patrimônio público, e ainda que a título precário, começarem integrar varios tipos de transporte e carga? Inclusive ofertando trens de passageiros, sem descuidar do potencial turístico, não haveria demanda e também lucro?Há algum estudo já feito? Isso sim seria Logística, integracão de caminhão e trem, cargas diversas, inclusive vivas, com passageiros e turistas.
    Fica a sugestão para alguma atitude “cautelar”, inclusive por parte do MPF, antes que. mais uma vez, tudo seja depredado, invadido e destruído. Já vi acontecer em outras duas linhas férreas perdidas, em Blumenau e Herval D’Oeste.

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  2. O município perde muito em arrecadação, o que não vejo é um movimento político nessa questão ferroviária bem como no vôo comercial! Prefeita inútil, governo do estado de só propagandas, representação política zero elevado ao quadrado.
    Estamos virando uma Lages que lá já tinha, tinha time de futebol, tinha Natal Felicidade, tinha festa do pinhão , tinha pool de petróleo, tinha vôos comerciais, tinha forças tarefas nos bairros, tinha etc etc etc…

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    • Verdade, nos anos 70 e 80, tinhamos mais atividades do que hoje e fomos paulatinamente perdendo estas atribuições que o Jonas coloca e isso é muito grave, perdemos competitividade e nossa população vai para fora trabalhar.

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  3. Governo municipal e estadual pouco estão preocupados com os trens ou voos regionais, não se vê mais nenhuma notícia sobre isso, aliás no último mês o que foi notícia? Só a festa do pinhão…

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  4. Simplesmente não tem como deixar de usar o transporte rodoviário na atualidade. os troncos foram privatizados para que as empresas investissem no modal, mas elas só quiseram os lucros do setor e agora vão desistindo gradativamente das operações. O mundo capitalist é complexo e muitas vezes vai pelo óbvio.

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  5. Cara Olivete, os trens já pararam a muitas semanas.
    Tanto que a estação está completamente abandonada.
    Não tem último carregamento algum pra acontecer.

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  6. Me causa estranheza a paulatina depauperacao do sistema ferroviário de Santa Catarina, que começou com a desativação da ferrovia Rio do Sul – Itajai, na década de 70, depois desativação da Ferrovia que passava por Caçador, Herval D’Oeste, Videira e Capinzal, pontos chave na produção agropecuária do Estado. Tudo isso culmina com a desativação do TPS Sul! Como pode isso! O Estado brasileiro gastou bilhões com abertura de túneis e construção de viadutos! Eu lhes digo que para a manutenção de uma ferrovia é necessário basicamente 5 ferramentas: 01 enxada, 01 pá, 01 picareta; 01 barra de apoio semelhante a um pé de cabra e 01 carrinho de mão! Numa manutenção maior,
    Poderá ser necessário uma caçamba de pedras britas, e no máximo dormentes novos e ainda mais raramente um ou outro trilho novo! Eis o real motivo! É barato e nos colocaria muitos anos à frente do que estamos!

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