
Lideranças indígenas das três etnias presentes em Santa Catarina – Guarani, Xokleng e Caingangue – manifestaram-se contra o marco temporal como critério para demarcação das terras dos povos originários. O assunto foi debatido durante ato realizado no fim da tarde desta quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa.
No debate sobre o marco temporal, realizado no Auditório Antonieta de Barros, as lideranças criticaram a tese, atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual são consideradas terras indígenas somente aquelas ocupadas na data da promulgação da Constituição de 1988. Para elas, se essa tese prevalecer, os povos originários serão submetidos a um genocídio.
“Esse marco temporal é um segundo massacre dos povos originários”, afirmou Liara Antunes, liderança do Morro dos Cavalos. “Políticos do estado vão sempre a Brasília contestar nossa existência, dizer que o povo guarani não é originário de Santa Catarina. Mas já foi provado quem o Morro dos Cavalos é terra indígena. Falta apenas a homologação.”
Ela comentou que as 800 pessoas que vivem na reserva são pressionadas a deixar o local em função de interesses imobiliários e políticos.

Interesse imobiliário = máfia corrupta
Prejudicam a todos beneficiando a si mesmo, não só Índios.