Lucas percorre a Serra com seu adesivaço

O deputado estadual Lucas Neves (Republicanos) não economiza sola de sapato na campanha à reeleição. O adesivaço de Lages, no domingo, abriu a sequência. De lá para cá, a agenda não deu trégua.

Em Lages, o deputado passou pelos bairros São Miguel, Penha e Guarujá. Visitou o comércio e se reuniu com grupos de diversos segmentos do município.

O ritmo se repetiu fora da cidade. Em Painel, cumpriu agenda com apoiadores. Em Urubici, conversou com o trade turístico e com controladores de javali, além de promover um adesivaço. Em São Joaquim, o adesivaço foi em frente à Igreja Matriz, onde Lucas recebeu o apoio de lideranças da cidade. Nesta quinta à tarde, é a vez de Otacílio Costa, com entrega de material, adesivaço e reunião com lideranças.

Mérisio promete reduzir as secretarias estaduais de 30 para 10

A proposta do candidato Gelson Merísio para o Governo de Santa Catarina trouxe ao centro do debate eleitoral uma interessante contradição ideológica. Ao defender um enxugamento drástico da máquina pública — reduzindo o número de secretarias estaduais de 30 para 10 e cortando contratos de trabalho terceirizado —, o postulante adota uma agenda de austeridade fiscal que contrasta abertamente com a matriz desenvolvimentista e de Estado indutor historicamente associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem Merísio se apresenta como aliado no estado.

A diretriz, detalhada pelo candidato em sabatina ao Grupo ND, prevê uma reestruturação profunda no Poder Executivo catarinense. A meta é extinguir ou fundir dois terços das pastas atuais, mantendo apenas 10 secretarias centrais e criando duas estruturas técnicas transversais. Na prática, a medida representa um corte de 66,7% no aparato de primeiro escalão, além de uma revisão rigorosa no contingente de trabalhadores terceirizados que prestam serviços ao Estado.

Conservadores querem montar estratégia eleitoral

A Casa do Conservador  realiza neste sábado (22) uma reunião estratégica voltada ao público liberal, conservador e simpatizantes do campo político de direita da Serra Catarinense. O encontro, classificado pelos organizadores como suprapartidário, busca definir as diretrizes, o posicionamento e a atuação do movimento com vistas ao cenário eleitoral das Eleições de 2026.

Com o objetivo de integrar lideranças locais, comunitárias e eleitores da região, o evento pretende ser um espaço de debate e planejamento para fortalecer as pautas do setor na Serra Catarinense. Segundo a coordenação, o alinhamento das ações é visto como fundamental para a construção de uma base sólida diante dos desafios políticos do estado e do país nos próximos anos.

Representatividade de Lages na diretoria da NCST-SC

Entre os dias 23 e 25 de julho, Nova Trento recebeu o VI Congresso Estadual da NCST-SC – Nova Central Sindical de Trabalhadores de Santa Catarina, reunindo sindicalistas de todo o Estado para fortalecer a defesa dos direitos dos trabalhadores catarinenses.

O evento marcou a eleição da nova gestão (2026–2031), que será presidida por Izaias Otaviano e contou com forte representatividade de Lages na composição da diretoria:

 1º Vice-Presidente: Agenor Rodrigues de Chaves (Sindiserv)

 Secretário-Geral: Clovis Furtado Ramos Filho (Sitipel)

 Suplente: Rodrigo de Jesus (Sitipel)

Reflexão de um leitor do blog…..

Pouco tempo atrás, cheguei a tecer elogios à prefeita Carmen. Contudo, ao transitar com mais frequência pelo município nos últimos dias, pude constatar que os serviços de manutenção e pavimentação deixam bastante a desejar. As principais avenidas apresentam desgaste acentuado no piso e uma quantidade excessiva de buracos.

No fim da tarde da última sexta-feira, vi servidores da Secretaria de Obras, a bordo de uma utilitária Strada, recolhendo a própria pedra brita que estava acumulada na Avenida Carah — antes da Praça dos Rodoviários — para preencher as imperfeições da via. Eles nivelam os buracos com o cascalho da própria pista e aplicam a massa asfáltica por cima. Essa prática explica por que a cidade se transformou em uma sucessão de buracos. Praticamente nenhuma grande via escapa: até a Avenida João Arruda, pavimentada recentemente, já tem deformações. O mesmo acontece na Avenida Luís de Camões, em frente ao parque, onde uma obra concluída há apenas um ano já apresenta buracos, sem contar o esgoto que corre a céu aberto pelas pistas.

O cenário se repete na nova avenida ao lado do aeroporto, onde a camada de asfalto simplesmente desapareceu no meio do trajeto e, metros adiante, percebe-se um pavimento de qualidade péssima. Na Avenida Dom Pedro II, a proliferação de buracos é impressionante. É lamentável que uma cidade deste porte permaneça desassistida e abandonada, sobretudo quando o comando da secretaria está nas mãos de quem deveria ser um especialista no assunto. A rua ao lado do Batalhão, em frente à escola, encontra-se em estado precário, parecendo a superfície da Lua. Já a pista antiga da Avenida Carah sintetiza a imagem de um município largado ao esquecimento e desprovido do devido zelo.

Após quase dois anos de mandato, traz tristeza ver que o tempo passou sem trazer a renovação esperada. Se a prefeita quisesse promover uma reestruturação firme e demonstrar capacidade de gestão, teria enxugado os cargos comissionados e de confiança para economizar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões ao ano, investindo no município com recursos do próprio caixa. Hoje, quase não se veem obras custeadas diretamente pela Prefeitura; depende-se quase sempre de emendas parlamentares ou repasses do Estado e da União. Não se pode esquecer o caso da Ponte Grande, que já se arrasta por cerca de 20 anos ao longo de cinco gestões sucessivas. Carmen, vista como uma liderança visionária, não vem conseguindo gerir ou alavancar a cidade como prevíamos quando nela depositamos nosso voto.

Homem foi detido em Anita Garibaldi por tentar matar um policial militar

Um homem está preso preventivamente e responde a uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por tentar matar um policial militar com uma facada em Anita Garibaldi, na Serra, em um contexto que envolveu, ainda, embriaguez ao volante, acidente de trânsito, fuga do local, desobediência a ordem legal, ameaça e falsa alegação de pertencimento a uma organização criminosa. 

Os fatos aconteceram na madrugada de 24 de abril. Segundo a denúncia ajuizada pela Promotoria de Justiça da comarca, o réu teria perdido o controle do veículo, invadido uma casa e fugido do local dirigindo. Na sequência, teria desobedecido à ordem de um policial militar para parar, sacando uma faca e golpeando seu rosto, até ser contido por um projétil. 

Nesse contexto, ele ainda teria feito ameaças de morte ao agente de segurança e a seus familiares, mentindo, inclusive, que pertencia a uma facção criminosa para intimidá-lo, o que se tornou crime a partir do sancionamento do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil (Lei n. 15.358/2026), com pena prevista de 12 a 20 anos de reclusão – a mesma do homicídio. 

O homem estaria sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa. O objetivo do MPSC é que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri, afinal o rol de delitos inclui um homicídio tentado, que é um crime doloso contra a vida, configurado pelo golpe de faca dado no rosto do policial, e praticado por motivo torpe, contra agente de segurança e para assegurar a impunidade de outro crime. 

Os crimes 

O réu responde por seis diferentes crimes: tentativa de homicídio triplamente qualificado (artigo 121 do Código Penal); conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa (artigo 306 do Código de Trânsito); afastar-se do veículo do local do sinistro para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída (artigo 305 do Código de Trânsito); desobedecer a ordem legal de funcionário público (artigo 330 do Código Penal); ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave (artigo 147 do Código Penal); e alegar falsamente pertencer a organização criminosa ultraviolenta, grupo paramilitar ou milícia privada com o fim de obter qualquer tipo de vantagem ou de intimidar terceiros (artigo 3º, inciso VI, da Lei n. 15.358/2026).