Neste primeiro dia de abril, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou a Operação Thánatos, revelando um esquema sombrio de corrupção envolvendo servidores da saúde e o setor funerário em Lages.
Segundo as investigações, servidores públicos recebiam propina para vazar informações privilegiadas sobre óbitos ocorridos no SAMU, na UPA, no Hospital Tereza Ramos e em residências. O objetivo era permitir que uma funerária específica chegasse antes aos familiares, furando o sistema oficial de rodízio do município. A Vara Regional de Garantias de Lages autorizou nove mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, as autoridades localizaram e apreenderam R$ 80 mil em espécie. O Ministério Público identificou transferências bancárias suspeitas e comunicações frequentes entre agentes públicos e funcionários da funerária, configurando indícios de corrupção ativa e passiva.




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