Consultas oftalmológicas, exames e óculos gratuitos para estudantes

O deputado estadual Lucas Neves (Podemos) destinou emenda parlamentar para a Prefeitura de Lages para a realização de consultas oftalmológicas, exames e a distribuição gratuita de óculos para moradores do município. A ação terá início pelas escolas, com foco em crianças e adolescentes, priorizando estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem relacionadas à visão. O recurso já está garantido no orçamento e o projeto será executado ao longo de 2026.

A iniciativa surgiu a partir de demandas apresentadas pelo vereador Gabriel Córdova ao gabinete do deputado e tem como objetivo ampliar o acesso à saúde visual, principalmente para famílias que não têm condições de pagar consultas ou adquirir lentes corretivas, itens que muitas vezes fazem diferença no rendimento escolar e na qualidade de vida.

Revitalização da Igreja do Navio: R$ 1 Milhão para novo espaço

O deputado estadual Marcius Machado destinou R$ 1 milhão para a execução do projeto, que prevê a requalificação de toda a área externa da igreja e espaços adjacentes. O avanço da proposta foi discutido em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (19), na Cúria Diocesana de Lages.

Participaram do encontro o bispo diocesano Dom Gilson Meurer, o deputado estadual Marcius Machado (PL), o coordenador pastoral da paróquia, Hélio Furlan e o pároco da Igreja do Navio, Padre Álvaro da Silva, além da equipe técnica de engenharia do deputado responsável pela apresentação do projeto. A proposta de revitalização contempla áreas atualmente subutilizadas, como o terreno utilizado como estacionamento, o entorno frontal e posterior da igreja e espaços de circulação de pedestres. O objetivo é transformar o local em um ambiente mais acessível, organizado e acolhedor, preservando o caráter público da área e fortalecendo o vínculo comunitário.

A revitalização da praça da Igreja do Navio representa um importante investimento em urbanismo.

Armindo quer retornar à presidência da associação

A sucessão na Associação dos Aposentados  ganhou contornos de disputa com a confirmação de que o ex-presidente Armindo Araldi pretende retornar ao comando da entidade. Para isso, ele terá que enfrentar nas urnas o atual gestor, Carlos Costa (Tita), que busca a continuidade de seu trabalho à frente da associação.

A eleição não é apenas uma escolha de nomes, mas de modelos de gestão para uma entidade que oferece serviços essenciais, como assistência jurídica, convênios médicos e atividades de lazer para milhares de associados em Lages.

  • Armindo Araldi: Traz o recall de gestões anteriores e aposta na experiência de quem já presidiu a casa em momentos de expansão. Sua candidatura representa a ala que deseja o retorno de projetos e estilos administrativos que marcaram sua passagem.

  • Carlos Costa (Tita): Defende o atual mandato, focando na manutenção das contas e nos serviços implementados recentemente. Para Tito, a reeleição é a oportunidade de consolidar o planejamento iniciado e manter a estabilidade da associação.

Vale lembrar que a sede da Associação dos Aposentados é, tradicionalmente, um palco importante para a política local. Como vimos recentemente, é lá que o MDB encerrará seu giro estadual neste sábado (21). O fato de a entidade ser um polo de reuniões políticas e sociais aumenta o peso estratégico de quem detém a sua presidência.

Antes de querer aumentar a demanda do aeroporto é preciso resolver o problema de mobilidade

A Associação Comercial e Industrial de Lages (ACIL) colocou o pé na estrada para tentar consolidar o Aeroporto Regional Planalto Serrano, em Correia Pinto, como o hub logístico da região. Recentemente, a comitiva de empresários esteve inclusive em Vacaria (RS), em um movimento estratégico para convencer o setor produtivo dos Campos de Cima da Serra de que voar por Correia Pinto é a melhor opção para quem precisa chegar a São Paulo.

O esforço é louvável e necessário, mas esbarra em um gargalo que acontece antes mesmo da decolagem: a mobilidade terrestre. Não adianta ter uma aeronave moderna e um voo direto se o passageiro fica “ilhado” ao desembarcar. A grande queixa de quem utiliza o aeroporto é a extrema dificuldade de deslocamento desses 30 km entre Lages e Correia Pinto.

A falta de um serviço regular de transporte é o ponto crítico. Relatos recentes dão conta de passageiros — como um casal vindo de São Paulo — que precisaram esperar mais de uma hora por um táxi ou aplicativo. Em um mundo onde o tempo é dinheiro, esse tipo de imprevisto afasta o usuário corporativo e o turista de alto padrão.

Antes de buscar passageiros em outros estados, é fundamental que as entidades e o poder público coordenem uma solução para este “transporte de última milha”. Algumas alternativas que poderiam ser discutidas incluem: Um serviço de van ou micro-ônibus com horários sincronizados com os pousos e decolagens. Convênios com associações de taxistas ou plataformas de transporte para garantir veículos na área de desembarque. Fortalecimento da presença de locadoras de veículos dentro do terminal.

Se o Aeroporto de Correia Pinto quer ser a porta de entrada para a Serra Catarinense e o norte gaúcho, ele não pode ser um destino de difícil acesso. O sucesso de um aeroporto não se mede apenas pela pista, mas pela facilidade com que se chega e sai dele. 

Novos radares começam a funcionar em abril

Os novos radares de velocidade nas rodovias federais de Santa Catarina têm data para começar a funcionar: abril de 2026. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), os primeiros equipamentos reinstalados devem entrar em operação ao longo do mês, conforme forem concluídas as etapas técnicas exigidas.

A retomada da fiscalização eletrônica ocorre após a assinatura de um novo contrato, em novembro de 2025. Ao todo, estão previstas 321 faixas de monitoramento distribuídas em 201 pontos da malha federal que corta o Estado. A implantação é gradual e pode levar até 12 meses para ser finalizada.

Ocorrência: Desabamento – assoalho de madeira
Atendida por: OBM de Lages
Viaturas: ABTR-130 e ASU-598
Data: 21/02/2026
Horário: 22h43min
Local/Referência: Rua Dejaime Joaquim Alves, nº 27, bairro Passo Fundo


Histórico: Por solicitação da Central de Operações Bombeiro Militar (COBOM), as equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para o atendimento da ocorrência, com informações iniciais de um desabamento de assoalho de madeira em residência, com diversas vítimas. Ao chegar no local da ocorrência foi possível observar o relatado inicialmente. Segundo informações da proprietária da edificação, mulher, 35 anos de idade, estava fazendo um evento privado em comemoração a um aniversariante, com aproximadamente 25 pessoas, as quais estavam localizadas no cômodo da cozinha, momento em que o assoalho não resistiu e cedeu, desabando e levando praticamente todas as pessoas ao chão batido, em meio a mobília e entulhos da própria madeira do assoalho. As pessoas que ali estavam caíram de uma altura de aproximadamente 1 metro, após o colapso do assoalho de madeira. Felizmente nenhuma pessoa ficou ferida com gravidade. Muitas das pessoas que estavam no evento já haviam deixado o local após o ocorrido. Dos que ali estavam, não quiseram ser encaminhado para atendimento médico, assinando o Termo de Recusa de Atendimento. A residência é quase em sua totalidade construída em madeira, com exceção do banheiro, com uma área estimada de 100m². O cômodo da cozinha, o qual colapsou, possui aproximadamente 20m². A Defesa Civil Municipal foi acionada para fazer uma avaliação técnica do local e juntamente com a equipe do Corpo de bombeiros, culminou com a interdição total do imóvel, devido as condições estruturais fragilizadas da residência. Segundo informações da proprietária, residem na edificação 5 pessoas.

Registros de violência contra a mulher expõem uma tragédia cotidiana

Histórias interrompidas, vozes caladas e famílias devastadas. Em Santa Catarina, a violência contra a mulher deixou de ser um dado estatístico distante para se tornar um retrato doloroso e repetitivo da realidade. Por trás de cada número, existe uma vida, uma trajetória e um pedido de socorro que, muitas vezes, não chegou a tempo. “Por favor, eu tô pedindo… você quer que eu me ajoelhe? Eu tenho um filho…”

Frases como essas, ditas por Priscila Dolla, instantes antes de ser morta pelo namorado, nesta semana, em Rio Negrinho, passam a se repetir na voz de tantas mulheres — e de tantas outras que sequer têm tempo de dizer algo.

Estatísticas e o Papel do Observatório
De acordo com dados do Observatório da Violência Contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, entre 2020 e 2025 foram registrados 445.225 crimes de violência contra a mulher no estado, o que representa, em média, 198,5 casos por dia, ou mais de oito por hora. A idade média das vítimas gira em torno dos 36 anos.

A coordenadora do Observatório da Violência Contra a Mulher da Alesc, deputada Luciane Carminatti (PT), alerta para a dimensão humana por trás dos números. “Quando olhamos para esses dados, não podemos enxergar apenas estatísticas. Cada registro representa uma mulher que sentiu medo dentro da própria casa. Não podemos naturalizar quase 200 casos por dia. Não é normal. É uma emergência social”.

Carminatti ainda enfatiza que o ciclo da violência mantém um padrão. “Na maioria dos casos, o agressor é alguém de dentro de casa: companheiro, ex-companheiro, namorado ou marido. A violência não surge de repente. Ela começa no controle, na humilhação, na ameaça, na ideia de posse. É fruto de uma cultura machista que naturaliza o poder do homem sobre a vida da mulher”.

O Observatório foi implantado em 2021 com o objetivo de compilar dados, analisar a violência, subsidiar a formulação de políticas públicas e criar uma base unificada para monitorar a violência contra a mulher no estado.