O tucanato catarinense decidiu acelerar o passo e organizar as bases para o processo eleitoral de 2026. Lideranças do PSDB, capitaneadas por nomes como Dilmar Monarin, estão distribuindo um convite formal para uma reunião estratégica de alta relevância marcada para a próxima terça-feira, 9 de junho, a partir das 10h, no Hotel Cabirela, Florianópolis. O objetivo oficial é traçar as diretrizes majoritárias, blindar a unidade da sigla e aplacar alas divergentes em torno de um projeto comum de crescimento no estado.
Embora o mercado político da capital fervilhe com rumores de bastidores sobre apoios já consolidados a certas candidaturas ao Governo, o discurso institucional adota um tom de neutralidade técnica. A reunião do dia 9 foi desenhada justamente para iniciar o debate interno sobre o formato de eventuais composições de chapas. Até o momento, a tese defendida pela cúpula é a de que não existe absolutamente nada definido ou assinado de forma antecipada.
Há, contudo, uma condicionante estatutária que não pode ser ignorada pelos articuladores: o fator Federação. O PSDB está juridicamente amarrado ao Cidadania. Em manifestações de bastidores, o presidente estadual do partido, deputado Marcos Vieira, tem reforçado que o Cidadania não será mero espectador. A legenda parceira participará ativamente de cada deliberação e da escolha do norte político que o grupo adotará na corrida sucessória estadual.
Resta saber se Marcos Vieira conseguirá manter a federação unida em um único bloco de apoio ou se o peso das bancadas regionais forçará o partido a um racha antes mesmo das convenções oficiais.