A rede municipal de ensino de Lages conta com 11 escolas operando no modelo de ensino integral e para o ano que vem serão 13. A expansão gradual — em vez de uma virada abrupta na rede toda — justifica-se pelo maior gargalo desse sistema: as escolas não foram projetadas originalmente para a jornada prolongada.
Manter o aluno o dia todo na instituição exige reformas e adequações complexas que vão muito além da sala de aula: A demanda por merenda escolar triplica, exigindo cozinhas industriais equipadas e refeitórios amplos para atender ao fluxo de refeições diárias (café, almoço e lanche).
Passar cerca de 7 a 9 horas dentro do ambiente escolar exige áreas de descanso, pátios cobertos e quadras poliesportivas adequadas para atividades extracurriculares, evitando o desgaste físico e mental dos estudantes.
O contraturno necessita de laboratórios, salas de informática, artes ou música para que o tempo extra seja produtivo e pedagógico, e não apenas um “depósito de alunos”.
Eu considero investimentos.
Já que não podem trabalhar, é melhor adolescentes nas escolas do que perambulando por aí, fazendo coisas que não devem, coisas ilícitas.
Muito melhor investir em escolas hoje para não investir em mais penitenciárias no futuro.
VamoQvamo