Acompanhei o debate de ontem e saí com uma impressão muito clara: estão tentando “criar” uma solução simples para um problema complexo demais.
De um lado, existe um grupo que defende a “limpeza da cidade”, numa lógica higienista que contraria frontalmente as políticas públicas instituídas em nível nacional.
De outro, há movimentos sociais organizados que compreendem a complexidade do problema, mas que também se perderam bastante na fala de ontem ao afirmarem que há ações truculentas de abordagem em Lages. Em que momento? Em que situação concreta? Isso não corresponde ao que se vê aqui.
Ao contrário do que se vê em cidades como Chapecó, Balneário e Florianópolis, onde esse tipo de abordagem é rotineira, em Lages a prefeita tem optado pela ação direta, sem exposição e longe dos holofotes. Por isso, dizer que estão “empurrando com a barriga” é, no mínimo, uma injustiça com quem realmente trabalha todos os dias na ponta.
Agora, também é preciso dizer com franqueza: boa parte dos nossos vereadores demonstra despreparo. Muitos desconhecem — ou fingem desconhecer — legislações básicas. Em vez de contribuírem com seriedade, acabam recorrendo a discursos inflamados que, não raras vezes, afrontam direitos constitucionais fundamentais.
O debate é importante, sim. A sessão terminou sem resposta? Sim. Terminou sem solução? Também. Mas é exatamente esse o ponto: não existe saída fácil para um problema dessa dimensão.
É preciso construir diálogo, responsabilidade e política pública séria. Ou alguém realmente acredita em solução milagrosa? E, se acredita, que diga qual é. Mas que fique claro: qualquer medida, para ser legítima, precisa respeitar a legislação vigente e, acima de tudo, a dignidade da pessoa humana.
Márcio Oliveira
A verdade é que a Cármen é burocrática.
Essa turma vem pra Lages sabendo que o assistencialismo aqui é gigante, não há um processo de abordagem eficaz, as equipes não sabem a maneira correta de como lidar com essas pessoas, servidores da assistência social pegam essa galera e jogam no Caps e deixam a bronca para os servidores da saúde, a grande maioria deles não querem tratamento, eles vêm pra Lages porque a rede de apoio somada a falta de rigor da prefeitura, causa um ambiente perfeito para eles. Centro POP dá alimentação, albergue. dá estadia para dormirem, população da esmola para usarem drogas, no Caps eles têm consultas quase diariamente com psiquiatra, onde eles pegam a medicação e vendem, tem assistente social, que ao invés de mostrar pra eles que o tratamento seguido rigorosamente, pode ser libertador, fica ensinando atalhos para conseguirem benefício via INSS.
Não vamos resolver o problema, se não houver rigor para; abordar, identificar de onde vêm e o que vêm fazer aqui, fazer um cadastro e dar prazos para que arrume um emprego e moradia, e devolver aos municípios de origem em caso de situação de rua. Agora, fazer reunião a cada 2 meses, somente para fingir que está preocupada com o problema, não vai adiantar.
A solução não é simples, não é fácil e nem barata, mas quanto antes começar a agir, mais chance de obter algum resultado positivo.
Reforço, equipes da prefeitura precisam ser cobradas, pois é inadmissível que uma assistente social de um Caps, que sabe que se eles acessarem benefícios como o BPC, vão usar para comprar bebidas alcoólicas e drogas, não pode ensinar atalhos para eles se “Aposentarem”, tem que ter uma troca, vai comer no POP e dormir no albergue? Ok, mas no outro dia vai ajudar alguém da Secretaria de Obras ou Serviços Públicos, a fazer uma roçada, pintar um meio fio, limpar uma praça, o trabalho dignifica.
É nosso dever, devolver as praças da cidade para as famílias.
José Leopoldo
Resumindo: estamos enxugando gelo e da maneira em que estão as leis, não permitindo que a prefeita faça muita coisa, o problema não será resolvido, pelo contrário, vai aumentar ainda mais.