
Nesta quinta-feira, 22 de maio, Lages comemorou os 254 anos da fundação oficial da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres do Sertão das Lagens, marco que representa o início da povoação no local onde hoje se encontra a cidade. Os dados remetem ao ano de 1771, quando foram lavradas as atas da fundação e eleitas as primeiras autoridades da vila. Informações que constam nos documentos históricos preservados no Museu Histórico Thiago de Castro (MHTC), importante guardião da memória lageana.
A trajetória da fundação de Lages é marcada por fatos históricos que remontam à primeira metade do século XVIII. O nome “campos das Lagens” já figurava em registros manuscritos de 1746, apontando o interesse pela região, estratégico para a ligação entre o Rio Grande do Sul e São Paulo.
Em 20 de agosto de 1766, em São Paulo, o então Governador e Capitão General da Capitania de São Paulo, Dom Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus, assinou a ordem para a fundação de uma vila na região, determinando que esta fosse colocada sob o orago (santo a quem se dedica um templo) de Nossa Senhora dos Prazeres, de quem era devoto. A missão foi confiada a Antônio Correia Pinto de Macedo, que partiu de São Paulo pouco depois.
Correia Pinto chegou aos campos das Lagens em 22 de novembro de 1766, data que até hoje é comemorada como o aniversário de fundação de Lages. A partir de então, foram iniciadas três tentativas para estabelecer a sede definitiva do novo distrito. No dia 1º de janeiro de 1767, na paragem chamada Taipas, começou a erguer uma capela de madeira e algumas casas. No entanto, a falta de materiais levou à mudança para a margem do Rio das Canoas. Uma forte enchente, no entanto, sofreu prejuízos e o fez transferir novamente a povoação, desta vez para ficar mais perto das margens do Rio Caveiras, onde se encontra até hoje.
A fundação oficial da vila só se consolidou em 22 de maio de 1771, dados em que foram formalizados os atos legais e administrativos da nova povoação. As atas desse processo são documentos valiosos que integram o acervo do Museu Histórico Thiago de Castro, sendo referência para pesquisadores e para a preservação da história local.
Neste ano, ao comemorar os 254 anos da vila e se aproximar da comemoração dos 259 anos da chegada de Correia Pinto, em 22 de novembro, Lages reafirma sua conexão com o passado e valoriza os registros que contaminam a origem da cidade, nascida sob a proteção de Nossa Senhora dos Prazeres e construída com esforço, fé e determinação.

Nossos antepassados devem estar sentindo vergonha do tanto que eles batalharam pra conquistarem o melhor local para vivermos e hoje sermos a região mais mal representada de SC.
Nossos antepassados escolheram um pior local para instalar a cidade, por isso ainda somos desconhecidos no Estado, proporia um local perto de Palhoça com todos os acessos possíveis.
Se os políticos influentes como os Ramos, Costas entre outros tivessem feito de Lages a capital de SC hoje seríamos tão potentes quanto Curitiba que tem praticamente a mesma distância do litoral paranaense.
Mesmo clima, mesma vegetação, Lages e Curitiba são muito parecidas geograficamente, mas muitos diferentes financeiramente.
A descentralização administrativa foi proposta e colocada em prática, por LHS. Hj somos mais conhecidos pelas vinícolas, armazenamento de grãos, pelo clima e antes pela Festa do Pinhão. A descentralização é o caminho, trazer partes da Administração púlbica pq a capital já é rica e tem litoral. Assim como foi feito no Brasil, retiraram a capital do Rio de Janeiro para Brasília. Foi um choque de gestão, hj o centro-oeste que até então era desprestigiado e sem esperança, tornou-se um potência de grãos e de setores da administração pública nacional e suas benesses. A população se redistribuiu. SC precisa de homens e mulheres visionários que pensem o desenvolvimento do Planalto Norte e Sul, deixando estas regiões mais parecidas economicamente com as demais do Estado