Jorginho propõe melhoria no sistema previdenciário. Iprev terá um déficit de 5,4 bilhões este ano

O governador Jorginho Mello esteve reunido com os presidentes do Iprev e da SCPrev, Vanio Boing e Célio Peres, para debater propostas visando melhorar a administração dos benefícios previdenciários em Santa Catarina. O encontro, realizado nesta terça-feira, 15, reuniu chefes dos três Poderes do Estado, além do Grupo Gestor de Governo, e abordou o atual cenário da previdência e a insuficiência financeira para o pagamento dos benefícios ao longo dos anos, culminando no valor de R$ 5,4 bilhões no ano de 2022 e R$ 6,1 bilhões previstos para o ano de 2023. 

“Este é um tema que precisa ser encarado de frente, com muito cuidado e muita responsabilidade, por isso fiz questão de chamar vários atores à mesa. Vamos avançar, aprofundar e entender todas as possibilidades de melhorar a administração da previdência do Estado”, disse o governador.

O presidente do Iprev mencionou os efeitos da última Reforma da Previdência em 2021, que trouxe mudanças nas contribuições dos aposentados e pensionistas, ajustes nas pensões futuras e mudanças de idade e elegibilidade nas aposentadorias, gerando maior arrecadação e reduzindo o déficit atuarial. De acordo com Boing, mesmo com as reformas, no ano de 2022 foram arrecadados R$ 3,7 bi e foram pagos cerca de R$ 9,1 bi. “A insuficiência de R$ 5,4 bi para o pagamento de aposentados e pensionistas saem da conta geral do Estado, a chamada Fonte 100”, explicou.

Diante deste cenário, o Iprev propôs medidas preventivas, incluindo a criação de um fundo de capitalização chamado SC Futuro, para novos servidores, e um fundo de repartição chamado SC Seguro para servidores atuais, além da regulamentação do Regime de Proteção Social para Militares, todas ações sem qualquer aumento de alíquota. “Isto significa a separação de três massas distintas: a dos servidores civis que ingressarão no serviço público e terão suas contribuições capitalizadas ao longo do tempo, o quadro civil atual que continuará no regime de repartição simples e os benefícios pagos aos militares através da Contribuição de Proteção Social”, disse o presidente Vânio.

7 comentários em “Jorginho propõe melhoria no sistema previdenciário. Iprev terá um déficit de 5,4 bilhões este ano”

  1. BOM DIA.
    não sou entendido do assunto , mas pelo que vejo grande parte dos servidores estaduais em quase todas as instituições e repartições são contratados via processo seletivo, ou seja recolhem inss, para o governo federal. não seria mais interessante realizar concurso publico para esses mesmo servidores recolherem para o iprev?
    alguém ai me corrija se eu estiver errado

    Responder
    • Sou servidor do IPREV e estas pautas sempre foram discutidas por ex presidentes e governadores e ficam somente nas propostas. Hoje para o Estado é mais econômico ter cerizar e contratar estagiários realizando as tarefas dos efetivos. Outra variante do IPREV é o Regime próprio criado em 2008, este sim pode ter patrimônio e alugar salas e imóveis, como também capitalizar seus recursos. Sou do regime financeiro, o antigo. Atualmente as pessoas vivem mais, se aposentam mais cedo, idosos são a grande maioria, a informalidade é latente e o estudo de novas alternativas é premente senão o sistema fica deficitário. Abraços e a tua dúvida é verdadeira, realizar concursos seria o ideal. E o servidor está com um déficit salarial grande, nem a inflação recebe. Abraços.

      Responder
  2. Bruno, a solução é isso mesmo, para equilibrar basta fazer concurso público. Porém, por que não se faz! Simples como vão arrumar uma boquinha para os puxa sacos,opa os cabos eleitorais.

    Responder
  3. Igual ao amigo anterior tambem não entendo muito bem essa matemática, mas acho que o sistema tem que mudar e se igualar aos empregados normais, recolhem o INSS, recebem o FGTS, se aposentam dentro das regras do INSS, não consigo entender porque essa diferenciação, só se for para poder se aposentar acima do teto, mas ai o povo paga a conta e quando chega sua vez dos funcionarios de empresas ou os que estão vinculadas ao INSS de aposentar ele recebe pela média com alguns abatimentos. Funcionário público se eposentado com salarios de 15, 20 mil ou mais e todos os outros, que carregam esses salarios nas costas se aposentam com no máximo 6 mil.

    Responder
    • Gilberto, os que possuem 20.000 são só os da fazenda, o INSS é o regime geral, o estado são servidores mais especializados, o efetivo é uma defesa da sociedade, imagina a cada governo se mudar os servidores. O trabalhador brasileiro é acomodado adora puxar o saco do patrão e ser explorado, isso é endêmico no Brasil. o servidor público se originou no Brasil Império, só pesquisar. Sou efetivo com várias especializações e poderia ser melhor valorizado, mas o comissionado que fez campanha é o culpado disso.

      Responder

Deixe um comentário para Pedro Cancelar resposta