Tarifa zero já foi adotada por vários municípios brasileiros, entre eles Garopaba

Enquanto em Lages só há gratuidade no transporte coletivo urbano para quem tem mais de 65 anos, em muitos municípios o transporte urbano já é gratuito para todos.

Segundo o deputado estadual Marquito, Garopaba (SC) já implantou a tarifa zero, “a exemplo de mais de 70 municípios espalhados pelo Brasil”. Lembro que esta era uma das bandeiras da campanha do vereador Jair Júnior e agora é o vereador Leandro do Amendoim que a abraçou.

31 comentários em “Tarifa zero já foi adotada por vários municípios brasileiros, entre eles Garopaba”

    • “Não existe almoço grátis”.
      (Friedman – prêmio Nobel).

      “Ela diz respeito a parâmetros econômicos de alocação de recursos, de modo que se há a produção e distribuição de determinado produto e serviço, tal produto ou serviço custeado por ALGUÉM assim é impossível que seja “GRÁTIS”.”

      Ninguém aguenta mais pagar além de 92 impostos e taxas e mais aumentos sobre…

      É bem assim as premissas do ‘comunismo’ – Estado gigante e o cidadão dependente dele.
      E os governantes vivendo iguais a Reis nababescamente – e o povo, ah o povo: FODA-SE.

      O ser humano se sente mais digno, se viver do seu próprio trabalho e que o Estado efetivamente devolva o que lhe usurpa em forma de- impostos
      e taxas -, em serviços essenciais tais como: infraestrutura, educação e saúde.

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        • Caro Névio, o sonho do voto auditável ainda vai se concretizar..

          Stalin tinha uma opinião bastante sucinta sobre a importância do Partido Comunista na União Soviética. Em 1923, quando um assunto importante estava para ser votado, um relatório da GPU (Administração Política do Estado) sugeriu que a maioria se oporia à liderança. Kamenev ousou pedir a opinião de Stalin. “Sabem, camaradas”, respondeu o Líder com voz calma, “o que eu penso desse assunto? Penso isto: quem vota no Partido, e como, não importa; o que é importante é quem conta os votos, e como.” Referência Bibliográfica: Bajanov, op. cit., p. 74. Para exemplos da atitude desdenhosa de Stalin e Khrushchev para com os direitos das maiorias, ver Ulam, op. cit, p. 88.

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      • Se tu falou imposto, já não é comunismo pq no comunismo não tem imposto 😛

        Democracias são caras, repúblicas são caras, liberdade é caro, o custo disso é por impostos, não adianta reclamar.

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        • Olá Icaro. Nem imaginava que era assim… E de onde vem o dinheiro? Pergunta sincera, pq desconheço o regime. O que sei é que sempre trabalhamos para nos sustentar e da mesma forma, sustentar o estado. Sempre achei engraçado aquela velha ironia que diz que devemos dar toda nossa renda ao estado (imposto) pra termos as coisas de graça… O que pra mim é o mesmo que comprar (capitalismo)… Mas se existe uma forma de ganhar as coisas mesmo sem impostos, aí desconheço

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          • “E de onde vem o dinheiro?”

            No comunismo os meios de produção (fabricas, fazendas, minas…) são estatais, então aquela parte da produção que no capitalismo chamamos de lucro dos proprietários serve para o estado custear seus gastos. É outro modelo político, social e econômico onde a pessoa tem bens de uso, como seu carro, sua casa, suas roupas, sua TV, que paga com o salário que recebe trabalhando.

        • Caro Huan,

          No dia que os impostos baterem a casa dos 100% o comunismo se perfectibilizou. O nome do tributo ou pra quem se é obrigatório produzir é irrelevante.
          Empobrecer a classe média, quebrar as empresas, gerar desemprego, tudo faz parte da doutrina comunista.
          Outro dia o Senhor me falou que Lula era um “Social-Democrata” eu sei que o senhor fez brincadeira.

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          • Não Valmir, como disse, no Comunismo não existe imposto, pois os meios de produção não são privados, logo o que é gerado de riqueza na sociedade está na mão do estado que distribui isso para a população por meio de salários e de serviços (saúde, educação, segurança…).

            Recomendo a leitura dos teóricos comunistas, está reproduzindo uns discursos que demonstram que claramente não os leu, mas pelo que percebo aparenta ao menos conhecer os teóricos neo-liberais, os leia também, ou ao menos leia artigos que resumem os pensamentos de ambas as escolas teóricas.

            Referente ao Lula, sim, afirmo que ele é um Social-democrata, isso na melhor das hipóteses, pois não quero brigar com os ptistas e lulistas que vem a este espaço.

          • Caro Huan,

            As nossas premissas, pensamentos, leituras são diametralmente opostas.
            Difícil extrair de todas as baboseiras que Karl Marx escreveu, se ele sequer sustentou a própria família e nunca trabalhou ou produziu nada efetivamente, útil ou exequível.
            Minha experiência é totalmente na área produtiva e privada, mas sempre vi para onde vão os recursos públicos.

            Nem vou descrever aqui para que lado o povo correu qdo caiu o muro de Berlim. Qual a Coreia é a desenvolvida; Qual o País hoje no mundo tem mais refugiados do que a Ucrânia que está em guerra.
            Qual o salário de um médico ou professor em Cuba e porque o povo fogem pelo mar, enfrentando tubarões, para os Estados Unidos…
            O que aconteceu com a Argentina no atual governo que está sem reservas cambiais e que regime esses Países adotam, é ocioso falar sobre aquilo que não deu certo em nada em lugar nenhum, salvo para os que governam que vivem nababescamente……..etc
            Etc. Etc.
            Salvo, os milhões de mortes ocorridas nos países que ousaram implementar essa teoria utópica e sofista.
            Ou o senhor pode declinar onde o comunismo deu certo…
            A realidade e persuasão não tem efetidade com quem defende que só o trabalho pode produzir riquezas.

  1. Caro Névio,

    O senhor como ferrenho comunista, ensina para nós, como se vive na Coreia do Norte, em Cuba, na Venezuela ou onde esse seu regime ((deu certo)), com exceção no inferno e nas penitenciárias…

    Tenho quase absoluta certeza que o senhor leu Gramsc, Marx , etc mas não captou os objetivos deles ou não entendeu.

    Brasil precisa do voto auditável ou decide à eleição quem conta os votos.
    Tenho parente que faleceu há cerca de 28 anos … não vou falar. Agora, imagina os analfabetos como votam ou será que pegam na mão, enquanto eles voltarem eu concordo que o Lula vencerá disparado no nordeste ou o senhor tem esperança que ele vai ajudá-los efetivamente, a troco do que, se depois perde os eleitores, até porque quem sabe ler de verdade não acredita no mitomaníaco, salvo se estiver levando vantagem, algum cargo, etc..
    Aliás, Lula vive dividindo o Brasil em classes, em região, então porque ele não chama um plebiscito esquerda e direita. E, assim, poderíamos formar dois Brasis independentes: Brasil comunista e Brasil democrata.

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  2. Hoje me sinto impossibilitada de expressar minha opinião…
    Caso eu expresse serei presa… Junto com o pessoal de 08/01
    Então… HOJE ficarei em silêncio total!

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  3. não entendi o bolsonarista, além de não entender que o Lula é um democrata e não comunista, ainda fala em Brasil democrata . Mas vem cá quem praticou atos dos mais sórdidos possíveis ou quem defende tais atos pode querer se achar democrata?. Agora precisa logo a PF prender o ladrão de jóias.

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    • Caro Jeff,

      Lula vive se orgulhando publicamente de ser comunista, de ser chamado de comunista, ( o senhor não assistiu a fala dele no Fórum de SP recentemente…) que apoia Maduro e Cuba. Além de Correia do Norte, Guatemala, etc..
      Talvez, você não queira admitir isso ou em parte tem razão, o Lula fala tanta mentira que no final vocês são confundidos mesmo e creio que o próprio Lula acredita no que exala.

      É falsa essa narrativa das joias, vocês começaram com 16.5 milhões e já baixou para 4 milhões uma merreca, só no PIX a gente ajudou a aportar cerca de 17 milhões e se ele precisar vamos mandar mais, assim ele não precisa roubar o povo ou receber propina ( Triplex do Guarujá, sítio de Atibaia) as joias ele ganhou de presente do governo da Arábia Saudita, assim como a falecida vendedora de Avon ganhou dos Emirados Árabes e ninguém questionou o destino, mas no seu inventário o monte mor que hoje bate a casa dos 30 milhões não pode ter sido só de promotora do Avon. Pobre Mariza era viúva de um taxista totalmente espúrio.

      Haddad acabou de ganhar uma “onça de ouro” também da Arábia Saudita, será que ele devolveu ou o Senhor não sabia?

      Por fim, com sinceridade me responda: qual foi o governo mais corrupto no Brasil de todos os tempos, quebraram várias estatais ( Bolsonaro recuperou), lava-jato, Correios, Fundos de pensão, Mensalão, etc. Quantos ex ministros estiveram presos dos governos do PT e do governo do Bolsonaro…
      De quanto é o calote de Cuba e Venezuela do dinheiro do FGTS 8% dos empregados que Lula “emprestou”?.

      Enfim, natural que o senhor defenda a sua ideologia ou interesses, até respeito a sua opinião.

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  4. pagamos imposto para ter saúde!
    temos saúde?
    pagamos imposto para ter educação!
    temos educação?
    pagamos imposto para ter segurança!
    temos segurança?
    a pergunta é se temos ao mesmo nível de que teríamos que se tem quando pago no setor privado!
    se a resposta for sim!; morreu aqui o assunto, se não é melhor evoluir com concorrência do que morrer na dependência!

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    • “pagamos imposto para ter saúde!
      temos saúde?
      pagamos imposto para ter educação!
      temos educação?
      pagamos imposto para ter segurança!
      temos segurança?”

      Temos, de qualidade, não, mas temos…

      “a pergunta é se temos ao mesmo nível de que teríamos que se tem quando pago no setor privado!”

      No capitalismo nunca, pois sempre vai ter lobby das associações de saúde e educação e sempre vai ter crime organizado financiando políticos. Alias, a qualidade do particular só está boa porque o estado tenciona, se a parte estatal sumir, chegamos nos problemas que liberalismos mais implementados como o dos EUA tem, em que a saúde particular é cara e a qualidade da particular brasileira se torna muito mais cara que a da particular brasileira.

      “se a resposta for sim!; morreu aqui o assunto, se não é melhor evoluir com concorrência do que morrer na dependência!”

      Infelizmente, muita gente vai morrer se formos fazer isso, mais do que está morrendo hoje…melhor não

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  5. Icaro. Nesse caso, todo mundo é trabalhado do estado certo? E aí todo mundo ganha o mesmo salário pra ter os mesmos direitos? O governo dá o dinheiro na mão das pessoas e cada um escolhe o que quer comprar? Ou o governo da comida e roupa pra todos? E teria que ser tudo igual pra não gerar discórdia

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    • No comunismo? Sim, todos são trabalhadores e trabalham pro estado para receber salários, que costumam ser iguais (apesar de variar em alguns modelos). As pessoas podem comprar o que bem entenderem, havendo mercado, loja e afins onde vc compra as coisas e as pessoas trabalham (sendo estes também do estado).

      Alguns modelos de comunismo vão ter marcas únicas, outros vão ter várias marcas, alguns inclusive com competição entre marcas em quesito de qualidade, com variação de preços, mas de forma geral, se tem menor número de opções. Nem sempre as coisas são todas iguais, mas de fato a individualização pelo consumo, ou seja, você ser o que você compra, não é parte da proposta do comunismo, então a preocupação maior é você ter as coisas e não que elas sejam personalizadas ou ao seu gosto.

      Comunismo é menos sobre as coisas serem como você quer e mais sobre você ter acesso a elas. Ai vai de cada um julgar suas prioridades…

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      • Caro Huan,

        “Aprendi muito com o Marxismo, como não hesito em reconhecer. Não quero dizer com sua doutrina enfadonha ou com a concepção materialista da história […] e assim por diante. Mas aprendi com seus MÉTODOS. A diferença entre eles e mim é que pus realmente em prática o que esses vendedores ambulantes e mata-borrões começaram timidamente. Todo o Nacional-socialismo é baseado nele […]. O Nacional-socialismo é o que o Marxismo poderia ter sido, se tivesse rompido suas ligações ABSURDAS e ARTIFICIAIS com a ordem democrática”. Referência Bibliográfica: RAUSCHNING, Hermann. Hitler Speaks. London, 1939, p.185, citado em PIPES, Richard. Rússia under the Bolshevik Regime. New York: Knop, 1993, p.259 e TISMANEANU, Vladimir. O Diabo na História: comunismo, fascismo e algumas lições do século XX / tradução de Elpídio Fonseca — Campinas, SP: Vide Editorial, 2017,p.36.

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        • Em 1925, o The New York Times entrevistou um ainda pouco conhecido Joseph Göebbels, que na ocasião, se referiu a Vladimir Lênin, falecido em janeiro do ano anterior, como um “grande homem” sendo, na opinião dele, superado somente pelo líder do partido em que ele estava filiado (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), um certo “cara”, também, ainda, não tanto conhecido como Lênin, chamado Adolph Hitler! Nessa reportagem, Göebbels foi mais longe e chegou afirmar que a diferença entre o Comunismo e o que “ele chamava de fé de Hitler era muito pequena”. *OBS: Essas afirmações entusiásticas de Joseph Göebbels em relação a Vladimir Lênin e sua opinião comparativa entre o Nazismo e o Comunismo são, seqüencialmente, apresentadas com suas respectivas fontes de referência no intervalo de tempo de 16min55s a 18min05s no Documentário de 01h25min33s “A Verdadeira História Soviética – Oficial” cujo link é: https://m.youtube.com/watch?v=Qh9wZiPqC3s

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          • Caro Huan,

            Aos incontáveis milhões de pessoas que sofreram e morreram nas mãos dessa ideologia idiota, insana, ignorante, asinina, mentirosa, conspiratória, criminosa, horrenda, destrutiva, desumanizadora, diabólica, sanguinária, brutal, bárbara, ridícula, perniciosa, atroz, infernal, assassina, monstruosa, maliciosa, maligna, demente, impiedosa e sob todos os aspectos estúpida, vil, viciosa e perversa, conhecida como Comunismo. Referência: Dedicatória em Kengor, Paul, Manual politicamente incorreto do Comunismo, Campinas, SP: VIDE Editorial, 2019, p. 05.

          • Caro Huan,

            Tanto Marx como Engels pareciam convictos de que haviam povos “que “nunca tiveram sua própria história” e que estavam destinados a serem “forçados [a permanecer] nos primeiros estágios de civilização por um jugo externo, não tinham vitalidade [e] jamais conquistarão qualquer tipo de independência”. Marx disse também que os chineses sofriam de “estupidez hereditária”, enquanto Engels achava que os povos eslavos da Europa Oriental e do sudeste europeu não passavam de “lixo étnico”. Ambos os fundadores do marxismo acreditavam na existência de uma categoria de povos desprovidos de história, carente de força e determinação, que só entrava para a história por intermédio de agentes “mais vigorosos” – para tão somente serem “absorvidos” por “raças mais enérgicas”. Engels dizia com freqüência que os eslavos eram povos “em extinção”, “atrasados”, de “corpos entibiados”, que só entravam para a história por intermédio dos “poderosos alemães”, a permanecerem para sempre na condição de “monumentos etnográficos” nos domínios do Império Alemão. Parece que ele imaginava que somente os alemães eram capazes de salvar a civilização, pois argumentou que, quando se tratava da “questão de salvar a civilização européia, o que [importa] o destino de algumas nações?”. Referência Bibliográfica: Gregor, A. James. Marxismo, fascismo e totalitarismo: Capítulos na história intelectual do radicalismo / A. James Gregor; tradução de Milton Chaves de Almeida – Campinas, SP: Vide Editorial, 2021, p.118.

      • Caro Huan,

        Marx e Engels acreditavam nos direitos de uma civilização mais elevada em contraposição a uma menos elevada. A colonização francesa da Argélia e a vitória dos Estados Unidos sobre o México lhes pareciam eventos progressivos, e, em geral, apoiavam as grandes nações “históricas” contra os povos atrasados ou aqueles que por qualquer razão não tinham nenhuma possibilidade de desenvolvimento histórico independente. (Assim, Engels esperava que a Áustria-Hungria* engolisse os pequenos Estados balcânicos; a Polônia, como uma nação histórica, deveria, segundo pensava, ser restaurada e incluir nos seus domínios os povos menos desenvolvidos a leste – os lituanos, os russos brancos e os ucranianos). A libertação futura na qual se baseava o seu otimismo histórico não era simplesmente uma questão de abolir a pobreza e satisfazer necessidades humanas elementares, mas de realizar o destino do homem e assegurar a sua dignidade e grandeza dando-lhe o máximo controle sobre a natureza e a sua própria vida. *Nos textos de Engels sobre a temática, ele usa a designação Austria. Exemplos do que o autor tem em mente aparecem de forma vívida nos artigos “Der magyarische Krieg” (A Guerra Magiar) e “Der demokratische Panslawismus” (Pan-Eslavismo Democrático) publicados na Nova Gazeta Renana em janeiro e fevereiro de 1849, respectivamente. – NT. Referência Bibliográfica: Kolakowski, Leszek. Principais correntes do marxismo: os fundadores / Leszek Kotakowski; tradução de Rodrigo Jungmann. Campinas, SP: Vide Editorial, 2022, p.310.

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      • Caro Huan ( esse é seu nome verdadeiro?)

        Engels falou de forma arrogante e preconceituosa a respeito dos “pequenos países independentes situados ao redor da Alemanha”. Ele observou que eles não tinham nenhuma importância histórica, asseverando que a “política do partido revolucionário” deve destinar-se a “unir fortemente as grandes nacionalidades”, com vistas a se efetuar a incorporação desses “mestiços” que seriam (…) deploravelmente incapazes, essas autoproclamadas nações, como as dos dinamarqueses, holandeses, belgas, suíços etc… Assim, para Engels, a guerra da Alemanha contra a Dinamarca, em 1850, feita com o objetivo de incorporar a região de Schleswig-Holstein, era uma “guerra” verdadeiramente “revolucionária”. Engels asseverou também que, quando dois povos com “dois níveis de civilização totalmente diferentes” se enfrentavam, o mais desenvolvido desfrutava do “direito natural” de domínio sobre o outro. É tudo uma questão, afirmou ele, “do nível de desenvolvimento social dos povos”. Guerras travadas contra a barbárie e o atraso em benefício da “civilização” eram algo plenamente justificável. Ainda que essas guerras fossem travadas contrariando tratados internacionais, afirmou Marx, “o progresso vale mais do que todos os tratados, pois assim determina a lei do desenvolvimento histórico”. Referência Bibliográfica: Gregor, A. James. Marxismo, fascismo e totalitarismo: Capítulos na história intelectual do radicalismo / A. James Gregor; tradução de Milton Chaves de Almeida – Campinas, SP: Vide Editorial, 2021, p. 344.

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        • Caro Huan, hoje aprendi muito com o senhor sobre o comunismo e ainda vou continuar aprendendo vida afora.

          Que o senhor tenha uma excelente noite !!!

          Observo que o famoso romance 1984, de George Orwell que se tornou bastante atual nas últimas décadas, influenciou muitos analistas a usar o conceito de “sociedade orwelliana” para descrever o rumo – e a realidade – de nossas sociedades contemporâneas. O romance apareceu em 1949 e é uma acusação devastadora de totalitarismo.
          Graças a 1984, estamos todos familiarizados com termos como ” onipresente”, “Grande Irmão” ou “Polícia do Pensamento”, sempre atentos a
          qualquer manifestação – por menor que seja – de não-conformismo ou questionamento do que alguns chamam de “Verdade”.
          Como Orwell nos diz, a tarefa de governar o vasto estado coletivista da Oceania recai sobre quatro ministérios:
          • Ministério do Amor, que é responsável pela administração da punição, tortura e reeducação dos membros do Partido, incitando um amor inabalável pelo Grande Irmão e pelas ideologias do Partido.
          • Ministério da Paz, que lida com questões relacionadas à guerra e se esforça para tornar o conflito permanente, porque se houver guerra com outros países, o país está em paz consigo mesmo.
          • Ministério da Fartura, que se encarrega da economia planejada do Estado e da garantia de que as pessoas vivam sempre à beira da subsistência por meio de um racionamento severo.
          • Ministério da Verdade, que manipula ou destrói documentos históricos de todos os tipos (fotografias, livros e jornais), a fim de fazer com que as evidências do passado coincidam com a versão oficial da história mantida pelo Estado.
          O protagonista do romance, Winston Smith, trabalha no Ministério da Verdade e sua principal tarefa é retocar e reescrever a história da Oceania. Aos poucos, percebe que seu trabalho contribui para a elaboração da grande farsa na qual se baseia o Governo do Partido Unico – liderado pelo Big Brother (o Grande Irmão) -, um governo baseado na deturpação deliberada de informações com o intuito de criar um certo estado de opinião e sentimento em toda população. Referência Bibliográfica: Jiménez, Cristina Martín. A Terceira Guerra Mundial já começou; Cristina
          Martín Jiménez; tradução de Leonardo Castilhone – Campinas, SP: Vide Editorial, 2023. pp. 172-173.

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      • O historiador britânico Leslie Page publicou em 1987 o livro “Karl Marx e o exame crítico de suas obras”. A obra cobre um período de 40 anos, de 1844-1894, e é baseada nas edições inglesas das “Marx/Engels Collected Works” (Obras Reunidas de Marx/Engels) e “Marx/Engels Selected Works” (Obras Selecionadas de Marx/Engels). Um segundo volume com o mesmo título foi publicado no ano 2000.
        Page pretendeu destacar as opiniões geralmente desconhecidas ou omitidas de Marx e Engels sobre diversos assuntos como: a revolução, o terror revolucionário, o uso da força e o terrorismo. As obras de Page contribuíram para o debate que se desenvolveu sobre até que ponto Marx poderia ser responsabilizado pelas experiências do socialismo real. Inicialmente Page destaca o Manifesto Comunista, a Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas (1850), e as publicações do Die Neue Rheinische Zeitung (Nova Gazeta Renana), publicado em Colônia a partir de 1 de junho de 1848 a 19 de maio de 1849. Marx e Engels dirigiram o jornal, Marx sendo o seu redator-chefe. No artigo “Marx e a Nova Gazeta Renana” publicado em 1884 Engels declara “A composição editorial era simplesmente a ditadura de Marx”. Lênin descreveu o jornal como “o mais belo e insuperável órgão do proletariado revolucionário”.

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