Homem foi condenado por cárcere privado de sua companheira

A 2ª Vara Criminal da comarca de Lages emitiu uma sentença emblemática no enfrentamento à violência contra a mulher na Serra Catarinense. Um homem foi condenado sob a acusação de manter a sua companheira em cárcere privado durante uma semana, em um episódio registrado em julho de 2019. Na ocasião, além de ter a liberdade tolhida, a vítima enfrentou uma rotina de espancamentos, ameaças e xingamentos.

A decisão do magistrado chama a atenção pelos precedentes técnicos adotados. O juízo estabeleceu que a configuração do cárcere privado não depende necessariamente de trancas, correntes ou impedimento físico intransponível. No caso em tela, áudios capturados pela própria vítima serviram como prova irrefutável de que o réu exercia uma opressão psicológica devastadora. Através de gritos e ordens imperativas, ele controlava os passos da mulher dentro do imóvel, ordenando inclusive os momentos em que ela deveria permanecer sentada ou deitada.

Outro desdobramento crucial da sentença foi a postura do juiz diante do recuo da vítima, que preferiu não prestar depoimento durante as audiências. O magistrado ponderou que, em crimes de violência doméstica, o silêncio ou a recusa em falar em juízo são frequentemente reflexos de traumas profundos, medo de represálias ou dependência emocional, não servindo como salvo-conduto para a impunidade quando o restante das provas apuradas é contundente.

Ao final do processo, o homem foi condenado por cárcere privado qualificado, em razão do intenso sofrimento infligido à vítima. A reprimenda penal foi estabelecida em dois anos e quatro meses de reclusão, inicialmente em regime aberto. Além do período de condenação, a sentença fixou uma indenização mínima de R$ 5 mil por danos morais a ser paga à ex-companheira. O réu poderá recorrer da decisão, e os nomes dos envolvidos são mantidos sob sigilo, uma vez que a ação tramita em segredo de justiça.

Marca Serra Catarinense é reconhecida oficialmente pelo INPI

A Marca Serra Catarinense conquistou nesta semana o reconhecimento oficial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tornando-se a identidade visual protegida e exclusiva para representar o território serrano. O processo de registro tramitava desde 2024 junto ao órgão responsável pela proteção de marcas e patentes no Brasil.

A entrega do documento que confirma o deferimento do registro ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), na sede da Amures. O certificado foi recebido pelo presidente da entidade e prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, e pelo secretário executivo Walter Manfroi. O processo foi conduzido pela empresa Momm Propriedade Intelectual, responsável pelos procedimentos técnicos e jurídicos para garantir a proteção da marca em diversas categorias de produtos e serviços.

Segundo Fabiano Baldessar, a conquista representa um patrimônio coletivo da região. “Este reconhecimento significa que a Serra Catarinense tem uma identidade própria, que nos representa e nos diferencia. Não se trata de valor financeiro, mas de algo que ficará para as futuras gerações. Ninguém poderá utilizar essa identidade visual em outro lugar, porque ela carrega o DNA, a cultura e as características do nosso território”, destacou.

TRE determina suspensão da pesquisa eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) determinou, em caráter liminar, a imediata suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral SC-02747/2026, realizada pelo Instituto Veritá. A multa para quem divulgar é de R$ 10 mil por dia.

O levantamento ganhou repercussão nacional após a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, ter revelado que a empresa utilizou municípios do Maranhão em seu detalhamento geográfico para mapear o cenário político de Santa Catarina.

A decisão foi assinada pelo Desembargador Eleitoral José Sérgio da Silva Cristóvam, atendendo a uma representação movida pelo Partido Social Democrático (PSD).

Investimento de R$ 300 milhões em usina entre cidades da Serra

Um investimento milionário deve mudar a rotina energética na Serra Catarinense e no Meio-Oeste do Estado até 2030. A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) está projetando uma nova usina, conhecida como PCH (Pequena Central Hidrelética), no Rio Canoas, entre as cidades de São José do Cerrito e Curitibanos. Com capacidade para 30 megawatts e mais de R$ 300 milhões investidos, a nova usina vai reforçar o setor energético regional e ampliar a geração própria de energia da Celesc.

O processo está em fase de consolidação, revisão do projeto básico (estudos de hidrologia, viabilidade ambiental e potencial de geração) e na obtenção da LAI (Licença Ambiental de Instalação), com previsão das obras serem licitadas a partir de 2028.

A manobra da comunicação na prefeitura

Ao criar os cargos de Assessor de Comunicação Direta (5 vagas) com a função de “fortalecer o relacionamento com a comunidade por meio dos canais oficiais”, a prefeitura cria uma capilaridade que acende o alerta do MP. Promotores mais rígidos tendem a enxergar nessa “comunicação direta” e na “política editorial digital” uma estrutura perigosamente voltada para a blindagem da imagem da gestão, financiada pelo erário, em total descompasso com o princípio exigido pelo órgão fiscalizador.

 A manobra de Carmen Zanotto atendeu à necessidade de mudar os cargos para dar resposta a alguma cobrança ou modernização, mas desenhou as novas vagas (PLC 019/2026) de forma a manter o mesmo exército de apadrinhados políticos dentro do gabinete (e porque não dizer, nas mesmas funções), testando os limites da paciência e da fiscalização do Ministério Público. Agora basta saber se, com isso, o Ministério Público se dá por satisfeito.

A nova cara da imprensa oficial: Carmen Zanotto cria 13 novos cargos na Comunicação

Se enganou quem pensou que a extinção de cargos na Prefeitura de Lages era apenas para cortar despesas ou atender determinação legal. Logo após enviar a demissão em massa das funções antigas, a prefeita Carmen Zanotto protocolou na Câmara o Projeto de Lei Complementar nº 019/2026, que reestrutura e moderniza toda a Coordenação de Comunicação do Gabinete. Na prática, saem os cargos defasados e entram 13 novas vagas comissionadas com funções para os novos tempos.

A prefeitura passa a contar agora com 3 Assessores de Gestão de Comunicação (para a imprensa tradicional e eventos), 5 Assessores de Comunicação Direta (focados no atendimento e relacionamento com os bairros) e 5 Assessores de Distribuição e Conteúdo (especialistas em mídias digitais e redes sociais). Na justificativa, a prefeita alega que a dança das cadeiras comissionadas busca dar eficiência e “compatibilidade com as necessidades institucionais”. O recado nas entrelinhas é claro: a comunicação da prefeitura está sendo blindada e remodelada para ser muito mais agressiva e presente no ambiente virtual e no contato direto com o eleitorado lageano.

Carmen Zanotto extingue 12 cargos comissionados da Comunicação

Atendendo a determinação do Ministério Público, a prefeita Carmen Zanotto enviou para a Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar nº 018/2026, promovendo uma verdadeira limpa nos cargos de confiança do setor de imprensa do município. O texto altera a estrutura administrativa desenhada no ano passado e extingue, de uma só canetada, 12 cargos comissionados vinculados à Coordenação de Comunicação do Gabinete.

Com a aprovação da matéria, deixam de existir na estrutura do Executivo dois cargos de Assessor de Design Gráfico e impressionantes dez cargos de Coordenador de Comunicação. Na exposição de motivos enviada aos parlamentares, Carmen argumenta que o corte é uma adequação necessária para garantir “compatibilidade com as necessidades institucionais atualmente verificadas”, para não citar que trata-se de uma determinação legal.

Conheça o projeto arquitetônico do novo hospital a ser construído em Correia Pinto

A Prefeitura de Correia Pinto divulgou oficialmente a planta arquitetônica e o novo conceito visual do futuro Hospital Faustino Riscarolli, uma das maiores obras já planejadas para a área da saúde do município. O projeto representa um importante avanço na infraestrutura hospitalar e marca uma nova etapa no processo de modernização do atendimento à população.
A futura unidade contará com 3.359,19 metros quadrados de área construída, sendo significativamente maior e mais completa que o hospital atual, que possui cerca de 2 mil metros quadrados. O projeto básico de arquitetura já foi aprovado por meio do ANARQ (Análise de Projeto Básico de Arquitetura), permitindo que o município avance para as próximas etapas de viabilização da obra.


O novo hospital será classificado como unidade de pequeno porte, mas contará com uma estrutura moderna e preparada para atender a crescente demanda da população. Entre os espaços previstos estão Pronto Atendimento 24 horas, Internação Geral, Farmácia, Unidade de Nutrição e Dietética, setor de Processamento de Roupas, Central de Administração de Materiais e Equipamentos e área destinada para futura implantação de um Centro de Diagnóstico por Imagem.
Segundo a administração municipal, o investimento para a construção do novo hospital já conta com praticamente R$ 16.084.689,00 garantidos por meio de emendas parlamentares e articulações políticas realizadas pela gestão municipal.
Somente junto ao Governo do Estado de Santa Catarina e à Assembleia Legislativa, a prefeita Lucia Raquel Rodrigues Ortiz conquistou R$ 8 milhões para o projeto, sendo R$ 4 milhões destinados pelo governador Jorginho Mello e outros R$ 4 milhões pelo presidente da ALESC, deputado Júlio Garcia.
Por meio da vereadora Nilmara Endres e dos deputados Nilson Berlanda e Marcius Machado, foram destinados mais R$ 5.036.500,00 ao município.
Já os vereadores Felipe Moura e Fabrício Madruga, em articulação com o deputado Lucas Neves, garantiram outros R$ 2.518.250,00 para a obra. Além disso, o município recebeu R$ 527.889,13 referentes ao repasse do duodécimo da Câmara de Vereadores