Deputado Marcius cobra resposta sobre o aumento no preço do diesel de 8,89%

No fim do mês de setembro, o preço do Diesel sofreu mais um aumento significativo no Brasil. O acréscimo de 8,89% reflete no preço do combustível utilizado, principalmente, pelos caminhoneiros brasileiros, responsáveis pela entrega de bens de consumo em todo o território nacional. Preocupado com o reflexo no orçamento das famílias catarinenses, o deputado Marcius Machado (PL) apresentou uma moção de repúdio ao aumento anunciado.

No plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o deputado refletiu sobre a nova mudança nos valores anunciados pelo presidente da Petrobras, onde o preço médio de venda do combustível nas refinarias passou de R$ 2,81 para R$ 3,09 por litro.

Esse aumento é um golpe contra a nação brasileira. Ninguém consegue entender porquê o barril de petróleo está indexado ao preço do dólar, sendo que nós produzimos nosso próprio petróleo. Somos autossuficientes!”, questiona o deputado.

A Petrobras divulgou o balanço do segundo trimestre de 2021 e informou um lucro líquido de R$ 42,855 bilhões. O número foi bem acima do esperado pelo mercado.

A justificativa da companhia é que o aumento reflete parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio. É notório e anunciado que as empresas transportadoras irão repassar de forma imediata dos aumentos de combustível, objetivando manter a contento a saúde financeira de suas empresas

“Em meio a uma crise, um aumento de 8,89%, num lucro gigantesco da Petrobras, contra uma população que não aguenta mais. Um litro de gasolina, que em muitos lugares chega a R$ 7. Quem sofre mais com o aumento dos custos é aquele povo que ganha um salário mínimo, que hoje não tem condições de comer uma carne”, acrescenta Marcius Machado.

O alto custo no aumento do diesel terá impacto diretamente no preço das mercadorias, que ficarão mais caras em decorrência do aumento do frete, havendo um efeito cascata de hiperinflação na economia, prejudicando os mais pobres, que já passam dificuldades para comprar o básico para sua subsistência.

“Esses aumentos descabidos merecem uma Moção de Repúdio dessa Casa, o Estado de SC merece ser ouvido pela Petrobras, para que realmente tenha uma atitude mais cabível, não podemos aceitar esse tipo de ação contra o povo brasileiro” o deputado ainda conclui, “É aquele velho jargão: Socializa os prejuízo e privatiza os lucros”.

2 comentários em “Deputado Marcius cobra resposta sobre o aumento no preço do diesel de 8,89%”

  1. É deputado, nossa autossuficiência em combustíveis, noticiada, divulgada, alarmada por um certo presidente a alguns anos atrás na verdade não existe, também acreditei na balela na época…sim, como vc falou deputado, em petróleo somos autossuficientes, mas pelo que li em alguns artigos, nosso petróleo não é um petróleo muito bom para refino, (transformar em combustíveis) nosso petróleo, nas palavras escritas nesses artigos é “muito grosso” precisa ser misturado a um petróleo de melhor qualidade, (mais fino) para poder ser refinado, e esse petróleo de melhor qualidade tem que ser comprado de fora, sem contar que não temos refinarias suficientes para produzir todo o combustível que consumimos, logo, não somos autossuficientes… então mandamos para fora a matéria prima (petróleo) por um preço baixo, e compramos combustíveis a preços de mercado externo, resumindo a missa, conversa para boi dormir nossa autossuficiência, e a tal Petrobrás serve apenas para dar lucros ao governo e aos acionistas.

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  2. Acho que é uma historia mal contada, de acordo com a Petrobras, nós produzimos todo o petroleo bruto que consumimos e que não temos problemas para refina-lo, só compra uma pequena quantidade de oleo leve para misturar, nosso petroleo é mais pesado, de dificil refino, mas com propriedades e utilização em outros produtos muito maiores que os mais leves, em verdade estamos com a empresa privatizada por meios tortos, os internacionais é que comandam a empresa, estamos muito enganados se pensamos que o petroleo é nosso, deixou de ser no governo Temer.

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