Muitas pessoas estão reclamando que há semanas o caminhão que recolhe o lixo reciclado não passa mais em suas ruas. Conversei com o diretor de Resíduos Sólidos da Semasa, responsável pelo coleta e destinação do lixo reciclado.

Milton Mathias Filho que assumiu a função a menos de quatro meses está ciente da situação e até vem cobrando da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Lages uma regularidade na atuação. Ainda na sexta-feira ele aguardava a entrega por parte da cooperativa de um planejamento de coleta que contemple toda a cidade, mesmo que no caso dos bairros mais periféricos ocorra uma vez por semana.
Observa que embora a coleta continue, no rastreamento feito, se constata que os caminhões têm passado apenas nas ruas principais dos bairros, embora exista um roteiro em que alguns casos preveem a coleta até três vezes por semana, no centro e alguns bairros.
“A cooperativa dispõe de cinco caminhões, portanto tem condições de cobrir toda a cidade, pois a empresa Serrana que faz uma coleta geral e considerada de excelência, utiliza apenas nove caminhões”, cita Miltinho.
Poderia tranquilamente passar pelo menos uma vez por semana em todos os bairros. Portanto é de conhecimento que atualmente o serviço é deficitário. No início deste ano venceu o contrato com a cooperativa e foi renovado emergencialmente até dezembro.
A previsão é de que seja feita nova licitação e a partir de janeiro já esteve contratado um novo serviço de coleta. Isso não significa que a cooperativa vá fechar. Continuará atuando no recebimento e seleção do lixo.
Está sendo feito um amplo estudo, segundo Miltinho, visto que hoje enquanto a Serrana recolhe 3 mil toneladas de todo o lixo, a coleta seletiva fica entre 50 a 60 toneladas e mesmo assim, 50% se perde. Isso significa que apenas 1% é aproveitado (dos 2% recolhido). A proposta com a nova empresa é tornar mais eficiente esta coleta e evitar também que o lixo que pode ser reciclado acabe indo para o aterro.