Uma opinião a respeito da Festa

Ao povo pão e circo

A atual administração de Lages pratica mais uma vez, a política do pão e circo ao povo. A expressão “Ao povo pão e circo”, vem dos tempos dos gladiadores, quando os imperadores romanos se utilizavam do método baseado em dar diversão e alimento ao povo.
Assim desenharam a programação da Festa do Pinhão. Não quero aqui desmerecer a qualidade dos shows e dos artistas no Recando do Pinhão. Muito pelo contrário, até creio que teremos este ano o maior público da história das festas, pela qualidade dos shows e a diversidade da programação.
Me refiro sim, ao acesso nos grandes shows no parque do Conta Dinheiro. Se a ideia é concentrar o lageano nos limites do Recanto, a proposta está bem encaixada. Nos tempos de Roma, o principal objetivo era distrair as pessoas dos problemas sociais. Hoje, o objetivo é manter o lageano nas linhas do Recanto.
A forma como a administração desenhou o modelo desta festa, nos remete sim ao tempo em que imperadores em Roma davam pão e trigo para os pobres nos espetáculos de luta de gladiadores. O clientelismo, infelizmente, ainda é utilizado por representantes que usam alguns benefícios como instrumento de barganha para a população mais pobre.
Nesse sentido, o povo é considerado novamente massa de manobra da política do pão e circo. Abram os portões do parque aos lageanos, que são quem de fato pagam pela realização da Festa do Pinhão.

Opinião de um leitor do blog que acompanha a Festa do Pinhão desde seu início.

 

Não defendendo a atual administração, mas o fato é que a Festa do Pinhão deixou de ser um evento público, custeado pela Administração Pública, com o dinheiro do povo, e virou um evento particular, privado, em que as pessoas, de forma particular e cada qual com seu dinheiro, pagam seu ingresso e lá entram. E o dinheiro vai para pagar o cachê dos artistas. O lucro é da empresa que ganhou a licitação. Então, hoje dizer que a “festa do pinhão é do lageano” é meio exagero, pois os artistas são, em sua maioria, de fora, os comerciantes também são de fora, grande parte do público que frequenta, creio, é de fora. Então esse discurso aí é válido, talvez, no passado. Hoje em dia, menos meu jovem, menos!

Wilmar Tadeu Córdova

14 comentários em “Uma opinião a respeito da Festa”

  1. Prefeituras pequenas contratando sertanejos de direita e boçais também funcionam como pão e circo, depois que vi que a maior parte dos nojentos sertanojos são de direita aí é que não vou na festa

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  2. A festa do pinhão trás recursos para a cidade, movimenta hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio em geral.
    Pão e circo?? Em 10 dias??. Não, não… O ingresso é pago. Na festa não é gratuita. Então não preenche os quesitos para pão e circo.
    Mas a prefeitura não é isenta de pecados..
    No passado havia um calendário de eventos o ano todo. Festa da lambari, por exemplo, quem lembra??!

    Capital do Turismo do Rural? Esse título já foi …

    Secretaria do Turismo?? Secretaria do desenvolvimento econômico??
    Apenas de nome, para acomodar cargos comissionados…

    Lages vai mal… deixamos nossas vocações de lado, enfraqueceram o que tínhamos de excelência

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  3. Não defendendo a atual administração, mas o fato é que a Festa do Pinhão deixou de ser um evento público, custeado pela Administração Pública, com o dinheiro do povo, e virou um evento particular, privado, em que as pessoas, de forma particular e cada qual com seu dinheiro, pagam seu ingresso e lá entram. E o dinheiro vai para pagar o cachê dos artistas. O lucro é da empresa que ganhou a licitação. Então, hoje dizer que a “festa do pinhão é do lageano” é meio exagero, pois os artistas são, em sua maioria, de fora, os comerciantes também são de fora, grande parte do público que frequenta, creio, é de fora. Então esse discurso aí é válido, talvez, no passado. Hoje em dia, menos meu jovem, menos!

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    • A prefeitura recebe um pequeno valor para liberar a festa para a tercerização, mas estrutura ela monta e gasta com isso, quer dizer ela fica com o prejuízo.

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  4. Quando a festa era com preços acessíveis, sempre dava prejuízo, e o pessoal reclamava.
    Foi terceirizado a festa ficou cara, pessoal continua reclamando.
    Eu faz tempo que não vou, o gasto de uma noite faz um baita entrevero em casa e ainda sobra.
    Provavelmente irei dar uma olhada no Recanto, e desejo boa festa para quem vai no parque.

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  5. No passado era uma festa pequena que mostrava nossa tradição aos quatro cantos, com o tempo veio a noção de lucro e divulgavam as bilheterias com 60.000 pessoas ou mais e dava prejuízo. no final contabilizavam mais de 300.000 pessoas. No geral ouço comentários de que uns integrantes do paço construíam mansões com esse prejuízo. Lendas urbanas lageanas, ou seriam verdades. Nunca houve uma CPI da festa.e nem a população sabe o que é isso.

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  6. Tem lageano que gosta de reclamar de tudo. Este comentario alem de patético é asqueroso comparar uma festa legitima… com os desmandos dos romanos chega a beira do ridiculo. Uma festa que traz a auto estima do povo independente de ser ou não ser do lageano. É uma festa de Santa Catarina que não existe outra maior depois da oktoberfest. Dificilmente alguma cidade consegue fazer uma festa deste porte. Se fosse em outra cidade serrana o lageano iria ficar reclamando que Lages deveria fazer. Nunca tá contente. Valoriza só o que é de fora.

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