
O primeiro exemplar do livro “ Ativismo Judicial e Estado Democrático de Direito” foi entregue pela família da autora, juíza Denise Helena Schild de Oliveira, à comarca de Bom Retiro, na Serra Catarinense. A publicação ocorre depois de um ano da morte da magistrada por conta de um câncer de pele. Em decorrência da doença, os problemas de visão se agravaram e por isso o texto teve que ser ditado.
Com a ajuda do assessor Marcelo Rovaris, Denise pode fazer esse registro. A juíza não conseguiu publicar a obra antes da morte, em dezembro de 2020. “Aqui ela constituiu família, trabalhou, morou e faleceu. Também tinha muito apreço e consideração ao Fórum daqui, que por coincidência leva o nome de uma mulher – o único no Estado – e que também morreu de câncer”, conta a filha Helena Oliveira.
Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e formada em Direito pela Universidade Federal daquela cidade, Denise casou-se com o engenheiro agrônomo Flares Cesar de Oliveira, com quem foi residir na cidade de Bom Retiro, em 1977. Passados alguns anos, iniciou o trabalho jurídico na comarca local como advogada. Em 1998 foi aprovada como juíza do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Atuou nas comarcas de Lages, Anita Garibaldi, Concórdia, São Bento do Sul, Palhoça e na Capital, como juíza da 3ª Vara Criminal.
No ano de 2018 começou a ter problemas de visão com a degeneração macular. No mesmo ano, descobriu que tinha um melanoma invasivo e que deveria iniciar o tratamento contra o câncer de pele, o que agravou a doença da visão. Foi aposentada pelo Tribunal em agosto de 2019 por invalidez permanente, quando encerrou a carreira como juíza do Estado de Santa Catarina.

Serve de exemplo para a classe.