Governador é acusado de acentuar animosidade entre policiais civis e militares

As diferenças de remuneração de policiais militares e civis foi assunto de debate na sessão ordinária desta quinta-feira (24). O deputado Kennedy Nunes (PTB) afirmou que o governador Carlos Moisés está acentuando a divisão e a animosidade entre as polícias e dentro das corporações por conceder reajustes e benefícios diferenciados.

A diferença de salários entre praças e oficiais (militares) e entre delegados e agentes é cada vez maior, conforme Kennedy, chegando a 5,6 salários.

Ele acrescentou que a proposta de aumento salarial que está discussão dará para um coronel da polícia militar uma diferença salarial de R$ 6 mil, enquanto um praça ganhará em torno de R$ 1 mil a mais. “Isso não é justo. Todos têm que receber uma reposição salarial justa.”

O deputado disse ainda que o governo está promovendo a divisão entre civis e militares com a reforma da previdência, uma vez que os militares ficarão de fora. “Tem que dar paridade, a função da segurança pública é uma só”, defendeu. De acordo com o parlamentar, a animosidade entre as polícias já fez com que fosse abortada uma operação de combate ao tráfico que aconteceria nesta quinta-feira. “Governador, pare de ajudar os traficantes dividindo as polícias”, disse.

3 comentários em “Governador é acusado de acentuar animosidade entre policiais civis e militares”

  1. Concordo que o tratamento diferenciado entre carreiras, cargos e funções públicas similares e equivalentes é um grande equívoco.

    Grande equívoco também é a DIVISÃO da população, quando na Reforma da Previdência dá tratamento diferenciado por gênero, idade e tempo de contribuição.

    HÁ SIM NO BRASIL UM GRANDE CONTINGENTE DE FUNCIONÁRIOS PUBLICOS PRIVILEGIADOS. HÁ SIM UMA ELITE PRIVILEGIADA!

    O servidor público têm sim que ganhar muito bem enquanto estiver na ATIVA, mas a remuneração deverá ser decorrência da competência e do mérito no exercício de suas funções no cargo que ocupa.

    Um Sistema previdenciário oficial para ser justo e sustentável jamais poderá permitir aposentadorias com benefícios acima do teto nacional.

    O diferencial entre o ATIVO e INATIVO está na competência e mérito enquanto ATIVO.

    Ao entrar na INATIVIDADE todos têm que ser iguais, afinal quem aposenta não presta mais o serviço público.

    Quem quiser beneficio maior como aposentado que faça um plano privado de previdência complementar.

    É assim que tem que ser, senão, como já acontece agora, não haverá caixa para sustentar o pagamento dos benefícios, e o déficit só aumentará.

    E como sempre ocorre, novos aumentos e/ou criação de tributos e taxas serão feitos.

    Isto significa um Estado cada vez maior, mais intervencionista, com classes elitizadas e dominantes.

    É lamentável, pois o que já ocorre, e que a população e empresários há decadas criticam como injusto, vai recrudecer ainda mais a DIVISÃO da sociedade e tornar o Estado cada vez mais gigante e intervencionista.

    QUE PENA!

    Parece que o que vem sendo acenado para reajustar os rendimentos de servidores pūblicos tem por objetivo não a excelência, a eficácia e efetividade de serviços à população e a sustentabilidade financeira do Estado, mas sim, perspectivas eleitorais e permanências de poder articuladas pelos mesmos de sempre, e que, por vezes estão em agremiações partidárias conflitantes, mas que se reconciliam rapidamente para mais uma vez iludirem a população, que infelizmente, em grande número fica alheia e desinteressada com o JOGO DE PODER e seus efeitos maléficos.

    Obs.: EU QUERO O MEU VOTO IMPRESSO!

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  2. Não existe equiparação no direito adm. Portanto não há que se pautar contra lei. O governador quase caiu quando quis fazer equiparação salarial entre procuradores ….. cautela na caneta e prudência legal são bases para a adm pública. Há vários prefeitos que pagam caro após o mandato por cometer ilegalidades muitos perdem os direitos políticos e se tornam inelegíveis por 8 anos….

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