Escritor lageano está lançando o seu segundo livro e já é aclamado pela crítica

O escritor lageano Guille Thomazi está lançando agora seu segundo livro. Ele ainda é pouco conhecido como escritor em sua terra natal, mas já se destaca no meio cultural brasileiro. É um escritor talentoso. Suas obras são gratas surpresas em meio os poucos livros de qualidade que vemos hoje nas livrarias.

Sua primeira Obra “Gado Novo” foi escrito quando ele era ainda muito jovem e só recentemente foi (2013) foi editado pela editora 7 Letras, do Rio de Janeiro. E já houve cineasta interessado em transformá-lo em roteiro de filme. Figurou na lista dos melhores livros de literatura editados em 2013, citados nos principais jornais do país (Folha, O Globo)  No rastro do sucesso do primeiro, Guille aventurou-se a escrever o seu segundo livro “Segura minha mão” que está chegando agora nas livrarias. Editado pela editora Patuá, de São Paulo. “Se este segundo livro me der 10% do sucesso do  primeiro, já estarei satisfeito”, disse ele.

O escritor brasileiro best seller Daniel Galera, autor de “Barba ensopada de sangue”, é quem assina a orelha do livro “Segure minha mão”.

“’Segure minha mão ‘é um romance arriscado, obsessivo e audacioso em sua busca por intensidade. Tem algo de insólito, mas é ao mesmo tempo fundamentado numa solidez radical. A fisicalidade de cada detalhe da narrativa produz um acúmulo hipnótico. Talvez não seja uma experiência para todos. Mas sem dúvida é única, e construída com o rigor e a determinação que definem um grande escritor.”

Guille Thomazi, nasceu em 1986 em Lages (SC), e depois de girar pelo mundo, para cá voltou. Possui formação acadêmica em Cinema e Vídeo pela UNISUL. É empresário do ramo de biocombustíveis florestais renováveis.

 

Parte de uma entrevista concedida à jornalista Carla Reche

Como foi que surgiu Segure Minha Mão?

De um estalo, quando eu estava no Mato Grasso do Sul, sozinho no meio do campo (com os sentidos em convalecência após longo período de atrito com a vida urbana) à sombra de uma árvore, ouvindo as seriemas lamentando os filhos perdidos. A primeira cena que escrevi foi a última. Ela é por si uma cena de forte carga emocional, que eu procurei contextualizar, criando toda a história pregressa, com todo o acúmulo de experiências, carregando-a de tantos significados e símbolos, para que aquele momento alcançasse o máximo de potência emocional. E que gerasse uma emoção catártica, verdadeira, e pudesse ser compreendida por qualquer pessoa.

Seu primeiro livro, Gado Novo, tem sua história contada no centro-oeste brasileiro. Já Segure Minha Mão é ambientado num leste europeu arrasado por guerras, no início do século passado. Por quê?

Bem, tanto um quanto outro tratam de temas universais, e poderiam ser ambientados em diferentes lugares. A opção espaço-temporal traz suas razões, é claro, e no caso de Segure minha mão, há um amálgama de elementos culturais e históricos com os quais me interessou trabalhar. Se fosse discorrer com profundidade por aqui tomaria muito espaço desta entrevista, mas centrando-me num aspecto: a milenar perseguição a minorias étnicas que são obrigadas a se adaptar aos tempos e aos lugares para onde são empurradas, de modo a sobreviver.

Você foi procurado por Beto Brant, consagrado diretor de cinema, para juntos ao também consagrado escritor Marçal Aquino roteirizarem o livro, para que vire filme. Como vai este projeto?

Já estivemos no Mato Grosso do Sul algumas vezes e também em São Paulo. Ainda na primeira viagem Beto escreveu para Júlio Andrade (Sob Pressão, Et cétera), que topou seu o protagonista, a partir daí passamos a trabalhar o roteiro com ele em mente. A produtora Drama Filmes desenvolveu o projeto, que se encontra parado, em função da séria crise fiscal e econômica na qual o país se encontra, algo que afeta gravemente o setor audiovisual, – Que precisa captar recursos para se financiar, o que é um processo longo e penoso (ainda mais para um filme de valor artístico e não comercial, como é o caso de Gado Novo). No fim do ano passado Beto esteve com uma equipe de produção fazendo testes de câmera, estudo de logística e técnicas em geral (gravação com drone, inclusive, que ficou maravilhosa), mas de lá para cá nada avançou. A não ser Daniel de Oliveira, que depois de mostrar enorme talento cantando ao interpretar Cazuza no cinema (ele tem sua própria banda), compôs uma música para o filme, e está prestes a lançá-la em clipe. Gostou muito do projeto e pediu para ser o antagonista. Antes que possamos ver o filme realizado, e isso leva anos, vale a pena acompanhar Daniel na web, logo veremos ali sua homenagem ao filme que ainda não nasceu.

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