Segundo Claiton, 20% dos profissionais que atuam na saúde estão de licença médica

Em entrevista concedida hoje para o repórter Daniel Goulart, o secretário da Saúde, Claiton Camargo informou que dos recursos federais que vieram para Lages para o combate ao Covid-19, estão R$ 19 milhões, sendo que destes, R$ 6,2 milhões foram para os hospitais e mais R$ 5 milhões foram gastos em insumos e pagamento de profissionais, tendo ainda outros R$ 4 milhões em caixa para serem planejados e geridos. E Lages deverá receber ainda outros R$ 11,5 milhões do governo federal.

Neste tempo desde a instalação da Central de Triagem havia 597 profissionais atuando na linha de frente e hoje são 695. Mas, segundo o secretário, há alta rotatividade, uma vez que há profissionais que chegam a atuar um ou dois dias e pedem a conta.  

Em torno de 20% do quadro de pessoal da secretaria (total de funcionário é de 1.700) está em licença médica, para ser exato, 147 estão, neste momento, com atestado de mais de 14 dias de afastamento e outros 112, com 14 dias. Isso acaba causando também uma sobrecarga de trabalho àqueles que permanecem na ativa.

Outra informação do secretário Claiton foi de que desde o início da pandemia um total de 52 servidores da saúde atestaram positivos para o coronavírus. Houveram dois óbitos que foram dos dois médicos: Jonas e Cucco.

Dois médicos contratados pela secretaria pediram para deixar a função porque não suportaram a carga de estresse. Observou que sempre houve dificuldade na contratação de médicos, especialmente o médico da Saúde da Família, tanto que hoje o município precisaria contratar mais 14 deles. Algumas unidades de saúde não contam   com este profissionais e o município precisa fazer a contratação por agendamento.

Quando ao tratamento precoce, Claiton acha que “não pode ou deve haver discussão política a respeito e esta discussão deixa alguns médicos desgostosos”.

“Não podemos entrar em uma discussão em que a própria classe médica não tem consenso ”, disse ele. “Mas, nós não vamos obrigar os nossos médicos a prescrever o medicamento, mas Lages faz tratamento precoce desde sempre.”

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