Análise de Fernando Cordioli a respeito das CPIs

Somos todos então reféns do Ministério Público Estadual, o qual tinha por chefe, não faz muito tempo, justamente o pré-candidato do Prefeito Ceron, se esse tipo de “lei” não escrita continuar a vigorar.

Lamentável que autoridades, jovens políticos, e também a Magistratura, tenham perdido toda sua autonomia, senso do dever, independência, iniciativa etc, dependendo hoje de uma punhado de Promotores para tudo.

Todos esperam pelo Promotor, e o que ele vir a dizer, já estará está dito, sem contestação, não surpreendendo também que se demorem anos para que um Inquérito Civil passe hipotetihipotética para uma incerta Ação Civil Pública, cabendo ainda a um Juiz qualquer ter a coragem de conceder uma liminar, se nesse futuro vindouro, ainda servir para algo efetivo, ou julgá-la procedente, depois de mais alguns anos.

Quando foi o momento que todos nós lageanos nos tornamos servos do que for ditado ou vir a ser ditado pelo MPSC, esquecendo-nos de que não precisamos dele para mover Ações Populares, Ações Civis Públicas etc, ou simplesmente lutar pelo que é certo diante do que nos é manifestamente errado?

Ignoram os lageanos o protagonismo das últimas CPIs na ALESC, ou o ganho havido nas CPIs da própria Câmara?

Fernando Cordioli Garcia

Juiz aposentado

10 comentários em “Análise de Fernando Cordioli a respeito das CPIs”

  1. Escreva de forma simples que qualquer do povo entenda, senhor “juiz aposentado”.
    Misturou muitas coisas: mpe, promotor, juiz, ceron, autoridades, cpis, ações. O q cada qual fez?

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    • Ao meu ver o texto está simples, sendo necessário conhecimento do povo sobre o assunto para poder defender os seus próprios direitos ou lutar para que o Estado cumpra com seu dever. Sugiro aos meus alunos o uso do dicionário, mas se mesmo assim não for suficiente, o hábito da leitura trará uma melhor hermenêutica.

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  2. Obrigado a todos pelo feedback! Quanto à pergunta “O que cada um fez?”, a resposta na verdade seria melhor no sentido “O que cada um não fez ainda”, ou mesmo “quando um faz, o faz com muita demora, atraso, dependendo do que o outro fazer primeiro, ai ninguém faz nada”.

    Tratou-se de uma indagação lançada como comentário em outro post anterior, do Vereador Samuel, replicado como opinião. Talvez ajude, portanto, na interpretação do texto, contextualizar a minha indagação de dias anteriores com o audiovisual da respeitável opinião do Vereador Samuel.

    Em suma, tencionei indagar em qual momento histórico recente os lageanos conhecidos como “faca na bota” começaram a ser dependentes de um Promotor, sendo que recentemente, na ALESC, e mesmo na Câmara de Vereadores, a tendência está sendo contrária, com Deputados chegando depois e concluindo o serviço antes (CPI da Ponte Hercílio Luz, por exemplo).

    Uma CPI pode formalmente não só sugerir correções no serviço público mas apontar malfeitores, indiciando-os (acusação formal de uma uma ilegalidade, geralmente feita por um Delegado, sendo que a CPI toma emprestado, e subsidiariamente, o poder que tem um Delegado de Polícia, por lei), independentemente de posterior ou prévia concordância de um Juiz ou um Promotor. As CPIs existem justo quando o aparato da Justiça Pública, que abrange polícia, fórum e promotoria, não tem poder político suficiente para enfrentar grandes questões coletivas.

    Nesse ponto o Vereador Samuel tem muita razão, pois há o risco de um Promotor arquivar ou mesmo “sentar em cima” de um relatório de CPI, ou ficar requerendo diligências a Polícia Civil, impedindo também o oferecimento de uma acusação por um terceiro (faculdade dada pela lei, justamente para assegurar a moralidade e a punição de pessoas indiciadas, mas que eu nunca vi ser exercida). Nesse ponto é que talvez se explique minha indagação: quando foi que passamos a ser servos (servo é sinônimo de escravo)?

    Para resumir bem, como solicitado, pegando emprestado outros estilos de blog, que não o de Olivete Salmória que é mais erudito: CADA UM NO SEU QUADRADO, sendo que o do Promotor é já bem grande e não precisa ir por cima dos quadrados alheios.

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    • Muito bom seu comentário. Vamos acrescentar à inércia das autoridades na compra dos respiradores levou o Deputado Bruno Souza a entrar com Ação Civil Pública para bloquear os 33 milhões pagos adiantados. E os órgãos de controle e fiscais da lei não viram nada.

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  3. Que o Ministério Público tem partido em Santa Catarina não é segredo algum, pois foi covardemente omisso nos últimos anos, em contrapartida contra o atual mandatário exige a lei como fonte primária de governança, não que estejam errados, mas demonstra a seletividade conforme o interesse…

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  4. Na verdade continua a mesma história FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS concursados e eleitos acabam no mesmo “nivel”! Eles, mesmo sendo pagos (Pequenas fortunas) pelos cidadãos, se tornam “poderosos” ao se juntarem e se juntando, esquecem A QUEM DEVEM SATISFAÇÕES, TRABALHO E JUSTIÇA!!! E O CIDADÃO… faz o que? Alguns ele demite de 4 em 4 anos, os outros, devido a sua proximidade com “o sistema” ficam na impunidade!!!

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  5. processos/48754971/processo-n-716-2005 ou RUTE PIRES RIBEIRO.,já qualificada nos autos de AÇÃO CIVIL PUBLICA sob o n°­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ 1401/2002 …. Todos perderam o perderão suas moradias neste sistema corrupto…
    Este é apenas um dos milhares de processos dentro da Ação Civil Publica, usada como lavagem de dinheiro e desvio de verbas publicas… coluio com as Imobiliárias do PR, ou de todo o Brasil… Agora eu pergunto. Quem vai eliminar esse sistema corrupto, se todos os departamentos dos poderes executivo, legislativo e judiciário estão envolvidos? E quando aparece alguém dentro deste sistema com honestidade e coragem para arrumar essa bagunça, eles se encarregam de eliminá-lo rapidamente….

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