Até o dia 17 o vereador Samuel Ramos ainda estará afastado na Câmara para recuperar-se do problema decorrente da cirurgia que se submeteu recentemente e após este prazo já estará oficialmente fora do PSD e acontece sua filiação ao DEM.
A Câmara de Vereadores passará a contar um vereador do DEM e dois outros compondo pela primeira vez uma bancada do Podemos (Pode) no legislativo de Lages (Jair Júnior e Thiago Oliveira) e, pelo menos, um ou dois outros do PSL: Lucas Neves e talvez Bruno Hartmann. Mas o partido está fazendo mais convites a vereadores, como foi o caso de Amarildo Farias.

Até o início de abril poderão ocorrer ainda outras mudanças. Se a candidatura de Lucas já está sacramentada, dos demais ainda dependerá de muita negociação.
Mais do que nunca, o prefeito Antônio Ceron vê suas chances de reeleição se formatar. É evidente que nem todos os nomes que temos hoje como pré-candidatos o serão, de fato.

No caso de Jair e Thiago Oliveira no Podemos, temos uma certa relutância no que o partido pode oferecer. Não esqueçamos que o deputado Coruja, com toda a sua bagagem e popularidade foi engolido pela sigla que, na verdade, não sabemos a serviço de quem está hoje, tendo à frente no estado a família Bornhausen.
O Podemos já traiu Coruja e pode agora também derrubar Jair e Thiago. O DEM sabemos bem, e muitos até dizem que nada mais é que um “puxadinho” do PSD. Se isso for verdadeiro, Samuel poderá ser o candidato que vem dividir para somar para alguém. Faria nestas eleições o papel que coube e Roberto Amaral na anterior.
Se for isso mesmo o objetivo, nem de longe terá o mesmo desempenho que teve Amaral, alavancado que foi pela coligação firmada. Portanto, mais do que o destino destas lideranças que estão agora trocando de partido, o que nos interessa saber o que disso resultará eleitoralmente. Quem estaria a serviço de quem e as futuras coligações.
Pelo que se encaminha, Lucas, Jair, Thiago e mesmo Bruno Hatmann podem formar uma chapa dos “menudos” para enfrentar Ceron e Carmen Zanotto. Mas o PSDB também vem com candidato e dinheiro na caixinha, com o empresário Dilmar Monarin. O PT correndo por fora com o Cleimon Dias. Hoje teríamos então cinco chapas em formação, mas a disputa poderá ser depurada com as coligações.
