Governador Carlos Moisés diz que fica no PSL

Trecho da entrevista concedida pelo governador Carlos Moisés à Associação dos Diários do Interior/ SC:

SCPortais – Trocando de assunto, para a questão partidária. Existe a discussão das diferenças entre o senhor e o Bolsonaro. Bolsonaro já declarou que considera sair do PSL. Neste caso, o senhor fica no partido ou sai com ele?

Moisés – Estou no PSL e fico no PSL. Não sei o que o presidente vai fazer. Não conversei com ele sobre esse tema. Quando conversamos, nunca abordamos partido. Minha posição é que, a minha agremiação desejando, eu fico nela. Nunca fui agremiado a nenhum partido. Estive neste para concorrer à eleição, porque é um instrumento necessário. E me relaciono bem com as lideranças do partido, no estado e no país. Estamos construindo um governo suprapartidário, isso é importante dizer. Por isso, não tenho necessidade de sair do partido.

Fui para o Meio-Oeste de Santa Catarina acompanhado de vários deputados. Só um deles, um deputado federal, era do meu partido. Da Assembleia Legislativa, todos eram de outros partidos. Fizemos entregas de obras para rodovias, aeroportos, juntamente com o senador Jorginho (Mello, PL), que foi o incentivador desse investimento federal. Neste caso específico, estava lá entregando um recurso federal com deputados estaduais e um senador que não são do meu partido, para um município que é muito importante, Joaçaba (SC).

Se não tivermos esse entendimento e não prosseguirmos nas entregas de projetos para Santa Catarina, vamos fazer a velha política. Para mim, esse é um modelo novo. Não dou cargo para deputado, não troco favores, atendo os interesses da comunidade. E ele é o porta-voz. Tem a percepção, cada um tem sua base. Tentamos ouvir os deputados e as comunidades. O governo ouve prefeitos, associações de municípios, seus representantes no parlamento.

Essa é a forma que estabelecemos no governo e que está dando certo. Estou muito satisfeito com a base que temos na Assembleia Legislativa. O governo não é vitorioso em todos os projetos, mas sabemos que em uma democracia isso não acontece mesmo. Há sempre os freios e contrapesos, a independência dos poderes.

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