Candidaturas femininas gastaram só 22% dos recursos destinados à campanha

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, as candidaturas femininas gastaram 22% dos recursos de campanhas, quando tinham direito a utilizar 30%. Os dados foram divulgados no Congresso de Liderança Política Feminina, que acontece nesta quinta-feira (3), na Assembleia.

“Analisando o relatório sobre gastos nas eleições a gente percebe que apesar da previsão legal de 30%, tem encaminhamento efetivo de 22%, onde estariam os restantes 8%”, questionou a assessora do ministro Edson Fachin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Polianna Pereira dos Santos.

De acordo com Polianna, esses 8% migraram principalmente para campanhas majoritárias que tinham mulheres candidatas a vice ou a suplente de senador.

“É ilícito usar recursos das mulheres para campanhas masculinas, mas esses recursos financiaram indevidamente campanhas masculinas. Qual foi a estratégia dos partidos? Lançar candidatas vice como uma possibilidade de financiar uma candidatura masculina, a intenção não era projetar a mulher, era fazer chegar o recurso do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) ao candidato homem”, concordou a secretária de Controle Interno do TRE/SC, Denise Goulart Schlickmann.

Segundo Schlickmann, nas eleições de 2018 foram constatadas muitas fraudes, tanto nas cotas para as mulheres, quanto na aplicação de recursos.

“Estamos trabalhando nas futuras regras, tentando pensar mecanismos de controle que coíbam o modus operandi fraudulento”, informou a especialista em controle interno, acrescentando que o acesso aos recursos de campanha pelas mulheres nas eleições de 2014 foi de apenas 9,8%.

1 comentário em “Candidaturas femininas gastaram só 22% dos recursos destinados à campanha”

  1. Em tese mulheres votam em homens pela submissão masculina e a desvalorização que elas se impõe como seres ainda subalternos e não é a toa que temos lésbicas e outras camadas da sociedade apoiando evangélicos, bozopatas como candidatos em eleições, que me surpreendo se elas não querem novamente voltarem aos maridos no comando.

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