Sargento Sobrinho diz que os policiais militares não podem ser colocados na vala comum

O vereador Sargento Sobrinho ocupou a tribuna, na sessão de terça-feira, para fazer um desabafo em nome dos PMs com relação ao envolvimento de três policiais Militares no assassinato de Erick Rodrigues de Campos, vulgo Pedrão.

“Se provado o envolvimento dos policiais, que paguem, o preço da justiça. O que me deixou chateado foi com relação ao noticiário de que os policiais estariam agindo como justiceiros. A polícia é responsável pela investigação. O judiciário é que vai tomar as devidas providências: expedir mandato de prisão, diligências, etc. Nos deixa triste que, num primeiro momento, a pessoa que estava à frente das investigações usou o termo de justiceiros. Que a polícia Militar estava fazendo justiça pelas próprias mãos. Até entendemos que no primeiro momento tenha dito sem pensar, no calor da investigação. Mas persistiu-se, inclusive em matérias de jornal e rádio. A Polícia Militar e, em especial o 6º Batalhão sempre se doou. O nosso peito é que segura a bala. Nós é que vamos para a rua e por isso exigimos respeito.” Lembrou que pelo número de boletins de ocorrência,já se qualifica quem era a vítima, “mas ninguém tem direito a tirar a vida de ninguém a não ser em legítima defesa”, citou Sobrinho.

Disse ele que “a policiada no geral está muito incomodada e me chamou para uma reunião e pediu que falasse em seu nome. Não quero colocar nenhuma instituição contra a outra. Muito pelo contrário, mas não é justo colocar todos os policiais militares em uma vala comum. Estamos pedindo que o comando do 6º Batalhão, a 2ª RPM e o Comando Geral entre outros, para que se pronunciem contra as declarações de que “policiais fazem justiça””

Observa que “pelo que foi colocado na mídia, os policiais já estão condenados, argumentou Sargento Sobrinho. De posse do inquérito policial, Sargento Sobrinho destaca situações em que sequer resta comprovado ainda que tenham, sido realmente os policiais os executores finais deste crime:

Apagamos aqui o nome da quarta pessoa envolvida do crime que não é policial, e que pelo relato e na reconstituição do crime foi quem se encarregou da execução final e desaparecimento do corpo.

12 comentários em “Sargento Sobrinho diz que os policiais militares não podem ser colocados na vala comum”

  1. Acredito que de ver haver um equivoco, por parte do nobre edil. Em nem um momento, ouvi e vi, colocar todos na vala comum. Muito pelo contrario, em todos os lugares, existem maças boas, maças podres… Em qualquer profissão, existe desvios de condutas..
    O vereador, deveria de se preocupar com a segurança da população, não com policial preso…
    Quem vai julgar, é a justiça, não o povo e muito menos, os colegas de farda…

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  2. Sim quem julga é povo amigo, o tribunal do júri, formados por a comunidade.
    E parabéns por sua atitude vereador sgt Sobrinho, você foi eleito por a comunidade e acredito que uma de suas atribuições é defender de certa forma. E os termos usados nessas entrevistas acredito não serem mas adequados, pois falar em PMs justiceiros, de fato existisse não teríamos esses grandes índices de furto que temos, e não existe polícial que vá arrumar sua carreira em risco para fazer justiça contra ladrões.

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  3. O vereador está correto em defender a PM onde houve comentários maldosos nas redes sociais.
    O povo tem que confiar na polícia senão os marginais tomam conta e iremos virar um RJ.
    A sociedade precisa da PM-SC e com certeza tem meu apoio.

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  4. O sergento está equivocado em seu discurso e pelas estatísticas, tamto as policias como o exercito matam mais, como já coloquei a palavra jjusticeiros era devida na antiguidade para os que eram operadores do Direito e hoje é usada por milicianos, policiais e grupos de extermínios que são pagos por comerciantes nas grandes cidades para exterminarem os que podem incomodarem as ditas pessoas de bem. Em, tese as ditas pessoas de bem são as piores na socieddae, escolhem os piores políticos, conservadorismo arraigado e preconceitos gerais. É claro que hoje há uma generalização dos conceitos e há nas corporaçãoes até se provem em contrário policiais com bons comportamentos, como também os maus comportados. Hobim Wood era um justiceiro social, tirava dos ricos e dava aos pobres na Inglaterra medieval, Bolsonaro, um militar, tira dos pobres e dá aos ricos. O sargento sobrinho está sendo panfletário e sabe disso.

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  5. Acredito que em parte o vereador tenha razão, afinal, do devido processo legal, com observância do contraditório e ampla-defesa é que se eles foram os autores do crime, embora, segundo a autoridade policial, haja indícios de autoria, bem como materialidade.
    Se dele resultar que os policiais e o civil foram os autores, eles é que terão se jogados à “vala comum” e não a imprensa. O tom depreciativo em relação a suspeitos de crimes se vê nas matérias jornalísticas e em redes sociais e etc todo o dia, inclusive no tocante à vítima. Isso já está incrustado em nossa cultura, infelizmente.
    Erra o vereador, no entanto, ao afirmar que a legítima defesa autoriza ceifar a vida de outrem. Para o Código Penal, configura legítima defesa o uso moderado de meios capazes de repelir injusta agressão ao próprio direito e a de terceiros (me corrijam os expertos no assunto), e um exemplo disso tivemos recentemente em Lages (na minha concepção), quando um policial militar de folga, com a família, num evento social, defendendo direito seu e de terceiros, alvejou cidadão que adentrou ao recinto atirando a esmo. Entendo que ali houve legítima defesa, pois o policial atirou visando parar o agressor, sendo o resultado morte uma consequência (outra vez me corrijam os expertos).
    É indiscutível o direito de acesso à informação e da liberdade de imprensa. Mas causa estranheza ver parte do inquérito levado ao plenário pelo vereador, já que, segundo consta, foi decretado segredo de justiça para o caso.
    Em relação à propagação nos meios de comunicação de declarações do responsável pelas investigações, a redação original da Lei de Abuso de Autoridade aprovada no Congresso Nacional previa a punição do agente público que fizesse manifestações públicas, inclusive em redes sociais, sobre procedimentos em trâmite, antecipando culpa ou não. Este tinha sido um dos artigos vetados pelo presidente que foram rejeitados ontem pelo Congresso Nacional. Ou seja, se vigesse a norma o responsável pelas investigações e declarações poderia ser responsabilizado.
    De qualquer forma, acredito que a sociedade lageana sabe distinguir os bons dos maus. Ela não vai colocar “na vala comum” os bons policiais por atos praticados por maus policiais. O que esperamos é uma resposta clara dos órgãos responsáveis no sentido de esclarecer os fatos e punir exemplarmente os culpados, nem que seja necessário cortar da própria carne.
    O segredo de justiça é necessário, mas causa esse tipo de generalização quando não nomeia a quem se atribui a autoria de delito.
    http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/85086-cnj-servico-o-que-e-legitima-defesa

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  6. Concordo. O sargento está equivocado. Ninguém fez comentários maldosos a polícia militar .pelo contrário esse caso é totalmente isolado. A polícia militar presta um grande serviço a comunidade. Tá querendo chamar atenção e quer mostrar atuação como VEREADOR. MELHOR SERIA ELE CUIDAR DAS COISAS DA CIDADE. A POLÍCIA TA BEM DETERMINADA E TEM UM COMANDO EXEMPLAR. POLITICAGEM JÁ É OUTRA QUESTÃO.

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  7. O que eu saiba que são os direitistas milicianos de Bolsonaro e seus filhos os que andam armados, vão se informarem melhor. Se a sociedade melhor distribuísse as riquezas não seriam necessários policiais, existem policiais para defenderem as elites dos pobres que são excluídos socialmente e isso não preciso repetir.

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