Prefeitura precisa fazer mais com menos

Parte dos recursos do empréstimo da Finisa de R$ 30 milhões contraído pela prefeitura para a pavimentação de ruas, será usado pela Secretaria de Obras executar, ela própria, o asfaltamento, como forma de baratear o custo. É que a contratação de uma empreiteira através de licitação, acaba sempre saindo mais cara.

O exemplo é o projeto de asfaltamento da rua Cirilo Vieira Ramos, cujo custo estimado estaria em R$ 5,8 milhões, considerado estratosférico. Sempre que se fala em pavimentação tem alguém para lembrar que durante a campanha o atual prefeito colocava a sua intenção de que quando assumisse o cargo, contrataria o Exército para asfaltar as ruas. Especialmente porque, não necessitando de licitação, agilizaria todo o processo. Recentemente Ceron fez referência a isso, destacando que, de fato, a não necessidade de licitação é um fator agregante, contudo se a prefeitura está dispensada dela, o Exército não.  

É obrigado a licitar os materiais que usará na obra. Isso pode acarretar em algum atraso ou demora na execução. Outra questão a considerar, segundo o prefeito, é de que o 1º Batalhão Ferroviário não tem hoje condições de assumir outras obras pelos próximos dois anos, já que assumiu a duplicação da Rodovia BR116, entre os municípios de Guaíba e Tapes, no Rio Grande do Sul (trecho de 50,8 quilômetros). Se a contratação do exército para a execução do asfaltamento facilita porque elimina a licitação, de outro lado, lembra o prefeito, já é sabido que o trabalho é mais vagaroso, mas lento. Há que se considerar ainda que com as demais empreiteiras a empresa faz e posteriormente, com a medição, e liberado o pagamento, “já no caso do Exército é preciso o pagamento na frente”.

Primeiro paga para depois os trabalhos começarem. Com o dinheiro do Finisa não é possível antecipar o pagamento. A caixa só libera o dinheiro depois da obra feita.

Creio que com isso definitivamente não há mais nada a questionar com relação a participação do Exército nas obras de pavimentação das ruas. E, que a prefeitura consiga fazer o máximo com o dinheiro do empréstimo.

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