Vereadora Aidamar vai a Brasília e, se preciso, vai bater na mesa

Em um requerimento aprovado esta semana, a vereadora Aidamar Hoffer (PSD) está questionando desde o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao ministro da Educação Abraham Weintraub e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Carlos Alberto Decotelli a respeito da falta de repasse dos recursos para as obras em andamento no município. Diz a vereadora que já está agendada uma audiência com o presidente da FNDE porque “não dá para aceitar que as empresas desistam das obras por falta de pagamento do governo federal”. Vai a Brasília disposta a cobrar uma posição e “e se for preciso dar um tapa na mesa a gente vai dar”, diz ela.

Cita o caso do Ceim do loteamento Nadir, onde a empresa já fez 40% da obra e até agora não veio um centavo do governo. No requerimento aprovado pela Câmara, Aidamar relaciona cinco casos que se encontram nesta situação: os Ceims do Loteamento Nadir, do Bairro Santa Helena, do Centenário, do Pró Morar e Saul de Athayde. Argumenta que as obras foram medidas por mais de uma vez, as medições foram enviadas a Brasília e o MEC não liberou o dinheiro. O líder do governo Jean Pierre Ezequiel aproveitou o requerimento da vereadora para criticar aqueles que acusam a administração pelas obras paradas, “e esquecem de verificar as razões pelas quais isso ocorre”. Realmente este pode ser alguns dos motivos de termos hoje tantas obras inconclusas e até me surpreende que seja a vereadora e não a administração a cobrar do governo federal. Deveria ser motivo de várias idas à Brasília para cobrar a liberação dos recursos.

Ceim do Nadir

Mas não é o único. O Ceim do Santa Helena, por exemplo, está parado há mais de dois anos. Durante esta administração a empresa não assentou nenhum um tijolo, já tinha abandonou a obra. O mesmo aconteceu com o Ceim do Pro-

morar. É certo que a empresa já tinha recebido dois aditivos e mesmo assim abandonou a obra faltando apenas a conclusão do muro.

Hoje, passados quase dois anos, precisa muito mais do que o muro para a sua ocupação, pois ao longo deste tempo foi depredado. De forma que, é importante este requerimento da vereadora, pois assim se esclarece de uma vez as responsabilidades.

Ceim do Centenário

Situação das obras

  • Ceim Centenário (aproximadamente 14% executado): a construção está paralisada, pois o MEC – Ministério da Educação não efetuou o desbloqueio da obra para recebimento de novos repasses. Segundo informações, trata-se de questão interna do Ministério no qual estão priorizando o término das obras que estão em estágio mais avançado de execução no país
  • Ceim Nadir (aproximadamente 33% executado): a empresa solicitou a rescisão contratual por dificuldades financeiras no mês de Fevereiro/18. A documentação foi encaminhada à Procuradoria Municipal para análise. O levantamento para término da obra está sendo finalizado e um novo processo licitatório será publicado em breve.
  • Ceim Santa Helena (aproximadamente 40% executado): A obra possui um contrato ativo, porém caminha a passos lentos em função da demora nos repasses do Ministério da Educação.
  • Ceim Promorar (aproximadamente 88% executado) : Ocorreu a licitação para término da obra no mês passado (março/18), porém apenas uma empresa participou do certame tendo sido inabilitada por não cumprir requisitos do edital. Um novo processo licitatório está sendo elaborado e deverá ser publicado nos próximos dias.

1 comentário em “Vereadora Aidamar vai a Brasília e, se preciso, vai bater na mesa”

  1. Este é o governo desajustado de Bolsonaro, tira recursos de todas as áreas e joga-as aos banqueiros fazerem a festa. Pode viajar mas não conseguirá nada em Brasília.

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