O candidato Lula da Silva já avisou: a culpa é do marqueteiro. Depois do desempenho eleitoral, decidiu substituir Raul Rabelo e recorrer a João Santana para o segundo turno da campanha presidencial. É o velho e conhecido ritual político de procurar um responsável quando os números não correspondem às expectativas.
Esta temporada de caça às bruxas chegou também a Santa Catarina. O deputado Mário Motta (PSD) tenta encontrar uma explicação para a queda expressiva de sua votação: foram 55.013 votos em 2022 contra 34.977 neste ano. No entorno do parlamentar, a comunicação já aparece entre os alvos da avaliação.
Em Lages, onde havia expectativa de uma votação superior a 7 mil votos, Motta recebeu apenas 1.115 votos. A leitura atribuída ao gabinete é de que parte da responsabilidade pelo resultado estaria na equipe de comunicação.
O deputado teria feito uma espécie de “régua geral” nos colaboradores do gabinete e sinalizado que haverá medidas mais duras contra quem não apresentar resultados efetivos ao longo do segundo mandato.
Mas, se em Brasília e nos gabinetes a culpa pode ser jogada no colo dos marqueteiros, em Lages a discussão ganhou outro ingrediente. O vereador Nixon de Oliveira (PL) elevou o tom em manifestação na Câmara de Vereadores e atribuiu à candidata a deputada federal Fernanda Córdova (PL), a responsabilidade pelo fraco desempenho de Marcius Machado nas urnas.
Os dois fizeram dobradinha durante a campanha. Só que Fernanda Córdova recebeu 21.393 votos, enquanto Marcius Machado ficou com 19.003 votos em Lages. A conta que o vereador não fez é em cidades como Urubici, por exemplo, Marcius fez 711 votos e Fernanda apenas 89 votos. Nem por isso Fernanda culpou sua baixa votação neste caso ao Marcius.
O que não sabe Nixon é que, eleição não é uma equação de dois fatores. Voto é resultado de uma combinação de candidato, partido, estrutura, presença territorial, alianças, comunicação, rejeição, memória eleitoral e, principalmente, da decisão individual do eleitor.
Nixon está sendo duramente criticado nas redes sociais por sua manifestação. Há cobranças, reações e até quem já prometa levar o episódio para a próxima eleição.
Uma coisa é certa: Quem transforma resultado das urnas em caça às bruxas talvez precise lembrar que, quatro anos depois, os eleitores também costumam fazer a própria avaliação de quem esteve certo, e de quem apenas procurou alguém para culpar.
Mario Motta abandonou o assessor doente, depois dessa sacanagem até que fez muitos votos aqui.
Sem contar que ele tem um assessor lá de Florianópolis gastou R$ 30.000 em uma viagem no exterior a passeio, povo não esquece dessas questões, fica a dica.
Nixon errou e isso pode custar sua reeleição para vereador daqui 2 anos….