Embora ocupem campos ideológicos distintos, João Rodrigues (PSD) — com forte apelo conservador e base sólida no Oeste — e Gelson Merísio (PSB) — apoiado pelo PT e pela federação de centro-esquerda — eles convergem no objetivo de construir um contraponto à hegemonia bolsonarista de Jorginho Mello.
Para o Palácio do Planalto e a cúpula petista, Santa Catarina historicamente representa um desafio eleitoral. Uma aliança ou acordo de não agressão (visando canalizar forças para um segundo turno) é vista como o caminho mais viável para enfraquecer o grupo do atual governador no estado.
Levantamentos eleitorais têm apontado Jorginho Mello na liderança folgada, enquanto João Rodrigues se consolida como o segundo colocado com maior potencial de crescimento, inclusive herdando grande parte das intenções de voto de eleitores que rejeitam a atual administração ou que se alinham à esquerda.
Com a pré-candidatura de Merísio registrando percentuais modestos na largada, lideranças nacionais avaliam que a divisão de votos no campo oposicionista apenas favorece a reeleição direta de Jorginho Mello.