O candidato ao Governo João Rodrigues (PSD) participou nesta quarta-feira (19) de sabatina promovida pela União dos Vereadores de Santa Catarina (Uvesc). Antes de receber as perguntas selecionadas pela organização, o ex-prefeito de Chapecó recebeu das mãos da presidente da entidade, Marcilei Vignatti, o resultado da pesquisa A Voz dos Vereadores, documento que reúne demandas e dados dos municípios catarinenses.
“Uma das peças mais importantes do processo político é o vereador. É ele quem vai onde o prefeito não vai. É ele que está onde o deputado não chega. Pra mim é uma honra ser convidado para discutir o futuro do Estado”, destacou Rodrigues.
Aos vereadores, Rodrigues se comprometeu a ter no governo um espaço para receber demandas das câmaras municipais do estado. Durante a agenda, João Rodrigues esteve acompanhado do candidato ao Senado, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB).
Ao abordar o eixo de políticas básicas e saúde, o candidato foi enfático ao criticar a atual gestão dos recursos estaduais em detrimento das filas de espera por procedimentos médicos.
“O dinheiro público não pode ficar guardado. Não justifica você ter 10 bilhões gerando juro no banco e daqui a pouco a mãe de alguém de vocês aqui precisando de uma cirurgia e colocar uma prótese no quadril. Não dá, isso não pode ser admitido”, declarou.
Rodrigues reforçou o compromisso de reduzir a espera, que hoje conta com um tempo médio de 626 dias, afirmando que a verdadeira justiça se faz ao “trazer a fila para 60 dias”.
No âmbito da infraestrutura, João Rodrigues apresentou uma proposta focada em resolver os graves gargalos logísticos estaduais utilizando os recursos da própria dívida pública junto à União.
“Eu proponho ao Governo Federal que o Estado de Santa Catarina vai duplicar a 280. Mas como? O estado paga por ano para o Governo Federal de dívida pública 1 bilhão. Eu vou pegar esse 1 bilhão por ano e vou fazer obra federal dentro de Santa Catarina e vou descontar na dívida pública”, explicou.
Ele detalhou que iniciaria os trabalhos pela duplicação da BR-280, avaliada por ele como a situação mais crítica, e avançaria em paralelo para intervenções na BR-282, no trecho de São Miguel do Oeste a Florianópolis.
Apesar de terem sido convidados pela organização, os candidatos do PL, Jorginho Mello, e o do PSB, Gelson Merísio, não quiseram participar.
