
Santa Catarina assumiu o topo do ranking nacional de geração de energia por meio de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Um levantamento da Agência Nacional de Energia Letrica (Aneel) revela que o estado possui 255 usinas em operação, abocanhando 22,3% de todo o mercado brasileiro. Embora o Oeste (91) e o Meio-Oeste (52) concentrem o maior volume de rios propícios, a Serra Catarinense (11) desponta como a bola da vez para o recebimento de novos investimentos privados.

O motor por trás dessa aceleração é o Programa Energia Boa, coordenado pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços. A iniciativa atua diretamente no destravamento da burocracia de licenças ambientais e outorgas estaduais para atrair investidores. Atualmente, o programa conta com 174 projetos na fila, e a expectativa do secretário adjunto Edgard Usuy é de que pelo menos 100 novas obras comecem a sair do papel até 2027. O impacto na matriz catarinense será robusto: a capacidade instalada do setor deve mais do que dobrar, saltando de 1 GigaWatt (que hoje já representa 20% da energia do estado) para 2,5 GigaWatts.
Para sustentar esse crescimento de longo prazo e evitar um apagão de escoamento, o governo estadual e a Celesc acionaram um pacote de R$ 411 milhões para o Planalto Serrano. Os recursos estão sendo aplicados na construção de novas linhas de transmissão e três subestações regionais, desenhadas especificamente para conectar as novas usinas ao sistema elétrico.
Esse colchão de infraestrutura já começou a alterar a geopolítica do setor. Em Capão Alto, na divisa com o Rio Grande do Sul, a PCH Santo Cristo — de propriedade da cooperativa Creral — havia sido desenhada para abastecer o mercado gaúcho. Contudo, a confirmação da nova subestação da Celesc em Lages mudou a estratégia da empresa, que agora vai interligar sua produção ao sistema catarinense e nacional a partir de 2030, consolidando a Serra como um polo exportador de energia limpa.

Olivete, ontem lhe foi enviado um e-mail. Neste e-mail do blog. E não recebemos nem uma resposta, da senhora. Gostaríamos de uma resposta.