Os números da saúde em Santa Catarina atingiram um patamar histórico. Segundo o balanço mais recente do Governo do Estado, foram realizados 1,3 milhão de procedimentos cirúrgicos desde o início da atual gestão (2023). Cruzando esses dados com a nova estimativa populacional do IBGE, que aponta que Santa Catarina chegou aos 8.187.029 habitantes, a estatística impressiona.
Se dividirmos o número de cirurgias pelo total da população, chegamos a uma conclusão matemática: Atendeu ao equivalente a 15,8% da população. É como se 1 em cada 6 catarinenses tivesse passado por uma mesa de cirurgia nos últimos três anos. Foram realizadas quase 16 cirurgias para cada grupo de 100 pessoas no estado.
O montante total não é apenas de “filas de espera”, mas engloba toda a produtividade cirúrgica do SUS: Cirurgias Eletivas (com internação): 517 mil (Onde estava o maior gargalo das filas). Procedimentos Oftalmológicos: 331 mil (Mutirões de catarata e retina). Cirurgias de Emergência: 454 mil (Atendimentos imediatos em hospitais como o Tereza Ramos).
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A Fila Zero: O desafio de Lages e da Serra continua sendo a ortopedia e a oncologia. Mesmo com o recorde estadual, quem está na ponta ainda sente o tempo de espera para especialidades de alta complexidade.
Santa Catarina consolidou-se como o estado que mais realiza cirurgias eletivas proporcionalmente no Brasil. Para a Serra Catarinense, o desafio agora é garantir que esse volume de cirurgias venha acompanhado de um pós-operatório eficiente e da manutenção dos leitos de UTI, que cresceram 20% no estado.
E deve também ser considerado que uma pessoa pode ter feito mais de um processo cirúrgico.
É a Saúde em Santa Catarina levado a sério.
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