A movimentação do tabuleiro de xadrez eleitoral

Xadrez 2026: O tabuleiro se fecha e o isolamento do PSD

Por Mota Filho – Política SC

O cenário para a sucessão estadual começa a perder a névoa e a ganhar contornos de definição cruel. Quem tem tinta na caneta e pragmatismo na veia já escolheu seu lado no tabuleiro, enquanto outros parecem esperar por milagres que a política não costuma entregar.

O movimento mais ruidoso dos últimos dias é a rendição do MDB ao pragmatismo. Historicamente acostumado a ser a “noiva” cobiçada ou o dono da festa, o partido dá sinais claros de que aceitou reduzir sua estatura para garantir a sobrevivência no poder. O “MDB de vice” deixa de ser especulação para virar tendência: a sigla caminha, de fato, para o colo de Gelson Merisio. É uma jogada que une a capilaridade emedebista com a obstinação de Merisio, criando uma frente de oposição robusta, ainda que custe ao MDB o orgulho de não encabeçar a chapa.

Do outro lado, a máquina governista opera com a força da gravidade. O governador Jorginho Mello (PL) não está para brincadeira e opera para fechar a porta (e a janela) para qualquer dissidência na direita e no centro. A aproximação do União Brasil e do Progressistas (PP) ao Centro Administrativo é o movimento de “xeque”. Se Jorginho confirmar essas duas siglas em seu palanque, ele não apenas garante um tempo de TV colossal e uma legião de prefeitos, mas praticamente inviabiliza uma terceira via competitiva no campo conservador.

E é aí que entra a tragédia anunciada do PSD.

Enquanto os adversários e o governo loteiam os espaços e firmam pactos de sangue, o PSD catarinense parece viver em uma realidade paralela. O partido, que tem nomes de peso e prefeituras importantes, assiste à movimentação dos gigantes com uma passividade desconcertante.

Dizer que o PSD “segue acreditando em Papai Noel” é a metáfora perfeita para a inércia da sigla. Eles parecem apostar que:

  1. A aliança de Jorginho vai rachar por excesso de pretendentes;

  2. Ou que o eleitorado, magicamente, cairá no colo de uma candidatura “pura” do partido por osmose.

A política não perdoa o vácuo. Se o PSD não acordar do sonho de Natal em pleno fevereiro, vai chegar em outubro não como protagonista, mas como o partido grande que ficou sozinho na chuva, segurando o guarda-chuva para ninguém.

O recado das urnas começa a ser desenhado agora: em 2026, quem não senta para compor, senta na calçada para assistir.

3 comentários em “A movimentação do tabuleiro de xadrez eleitoral”

  1. PSD partido grande?
    Da onde tirariam isso?
    Era grande quando conseguiam enganar o povo, igual ao PSDB.

    Agora quem dá as caras do jogo é o PL e o NOVO o resto podem se juntar tudo com o PT (já estão junto mesmo a nível federal) que não tem pra ninguém.

    Jorginho será reeleito no primeiro turno.

    VamoQvamo

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  2. O PL precisa de renovação! Se não trouxesse o “jovem prefeito de Joinville” , que é de outro partido, o pleito complicaria ainda mais! Jogo novo, “novas cartas” , aqui na Serra o PL precisa criar corpo trazendo mais pessoas novas, pq política assim como a rede Globo tem que ser de vanguarda. A Globo foi um exemplo de inovação, sempre melhorando, dessa forma dominou o Brasil. Tornou-se uma das maiores emissoras da América Latina. “Exportou seus produtos” mundo afora e hj continua na liderança, apesar de perder muito público, pq “parou de inovar”. Os velhos eleitores estão aí , mas uma nova geração de eleitores, cresce todo ano. O jovem até 30 anos, ou um pouco mais, já não vê que as soluções dos seus problemas, e da comunidade, principalmente econômicos, estruturais, e de desigualdade dentre outros, não serão resolvido por políticos. Isso é fato! Só não enxerga quem não quer…esse desalento ocorre pq as prioridades de investimento, ocorre só em centros maiores do Estado. Automaticamente a migração dos jovens é grandes profissionais seguem esse fluxo econômico e de novas oportunidades

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