Estudo com drones altera tempo de semáforos

A Prefeitura de Lages, sob o comando de Carmen Zanotto, está digitalizando o planejamento viário da cidade. Através da Seplam e Diretran, imagens de drones e câmeras fixas 24h estão sendo usadas para mapear o fluxo real de veículos. O estudo, que já cobriu pontos críticos como as rotatórias dos bairros Conte, Penha e o acesso ao 1º BFv, serviu de base para a nova programação dos semáforos. O objetivo principal é a implementação da “onda verde”, sincronizando corredores viários para que o motorista pare menos vezes. A prefeitura alerta: alguns semáforos terão tempos alterados com base em dados técnicos, e não em “achismos”.

  • Monitoramento 24h: Câmeras fixas realizam a contagem de veículos em tempo real.

  • Visão Aérea: Drones identificam gargalos em rotatórias (Conte, Penha e 1º BFv).

  • Onda Verde: O foco é o sincronismo dos corredores para melhorar a fluidez.

  • Base Técnica: O secretário Malek Ráu Dabbous reforça que os tempos são decididos por volume de tráfego, priorizando vias mais movimentadas.

  • Segurança: O objetivo não é correr mais, mas fluir melhor com decisões baseadas em dados.

9 comentários em “Estudo com drones altera tempo de semáforos”

  1. O pessoal faz um bom trabalho mas aí quer dar atochada falando de “achismos” e estragam todo o discurso. Preferem dá bola para corneteitos do que para o povo que sofre com buracos e más gerencias. Aliás, o povo não lê blog, só comissionado e fã de político ou os desamparados da prefa.

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  2. Não parece. Um tempão no sinal fechado muitos puxam até do celular e esquecem de olhar a hora que abre. Já no verde se cochilar fica mais um bom tempo no vermelho de novo! Não sei, mas parece que esse povo do passo não circula pela cidade, acho que é só avião, helicóptero pra BC e Floripa. Mudou o prefeito mas pra mim a cidade está tudo igual. Desculpem posso estar enganado, não sou o dono da vdd. Não gosto do pessimismo sigo acreditando até esse ano, mas meus candidatos são todos contra (adversários) do Paço não tenho a vocação pra masoquismo.

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  3. Na rótula do Batalhão, forma-se fila no acesso de quem vem da BR 116 . Caso fizessem acesso lateral para pegar a Duque, reduziriam a fila. Basta tirar aquela casa que era pra turista e hj serve apenas de estacionamento para transportadora local

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  4. O grande problema é que o lageano é muito barbeiro e se acha piloto de fórmula 1. Agora há pouco, descendo de moto pela Papa João XXIII, por 2 vezes quase fui atropelado pelos apressadinhos. Querem ultrapassar onde não pode, jogam em cima só porque é moto! De quem é a culpa por tanto motorista ruim aqui em Lages? Das autoescolas? Da cultura? Da criação? Não sei! Só sei que reclamam de nosso trânsito há 40 anos e só piora!

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  5. Lages recebe carros de 17 municípios em volta. Trânsito é coisa séria. Além das Vans do Alto Vale c/ pacientes aos hospitais, etc. Essa gestão é muita propaganda chega ser irritante e irresponsável, já entrega de resultados?

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  6. A história de drones e câmeras para “recalibrar” semáforos em Lages volta e meia reaparece com a mesma promessa de inovação e “onda verde”: mexe-se nos tempos, melhora um pouco (às vezes), e depois o assunto retorna porque a fluidez de verdade não se sustenta. Esse ciclo já se repetiu desde 2018, reapareceu em 2021 e voltou em 2025, mas sem encarar o básico: capacidade da malha viária, principalmente nos cruzamentos mais críticos; e, neste post, como lembraram Jonas. M. (medidas simples como “esquerda livre”), Neto (pressão regional, com fluxo de municípios do entorno), e Alexadre (criação de uma pista) o problema não se resolve com maquiagem, mas com obra de expansão (SALMÓRIA, Olivete. Arquivo do blog (jan. 2018). Disponível em: https://olivetesalmoria.com.br/date/2018/01/page/2/ . Acesso em: 28 jan. 2026.)

    Drone e câmera ajudam, claro: medem, registram, comparam cenários. Mas, como o Alexandre lembrou com o exemplo bem concreto e não muito caro de executar, na rótula do Batalhão (BR-116, Duque), o drone não cria faixa, não corrige raio de curva que aumenta velocidade média, não redesenha cruzamento. O ponto estrutural, num futuro Urbanismo que Lages até teve, mas foi abolido, é ter “margem de crescimento”: pensar que aumenta população, carros, motos, bicicleta, corredor e pedestre, e ainda tem carga/descarga, embarque/desembarque, mobiliário e resíduos disputando o mesmo espaço; o meio-fio vira um recurso valioso. Quando se deixa construir colado na pista e se reduz recuo, fecha-se a chance de corrigir a via depois sem entrar em desapropriação integral, e isso é o tipo de decisão horrorosa que cobra a conta anos depois, pois retira o pouco espaço para corrigir o óbvio. (WORLD RESOURCES INSTITUTE BRASIL. Por que a gestão do meio-fio é um dos grandes desafios da mobilidade – e como resolvê-lo. 13 jan. 2020. Disponível em: https://www.wribrasil.org.br/noticias/por-que-gestao-do-meio-fio-e-um-dos-grandes-desafios-da-mobilidade-e-como-resolve-lo . Acesso em: 28 jan. 2026.)

    Em Lages, a pressão é real (1960: 121.027 habitantes; Censo 2022: 164.981; estimativa 2025: 172.458), e isso ajuda a entender por que esses “microajustes” nos semáforos se esgotam rápido: o volume de viagens cresce e o entorno regional pesa mais no sistema urbano, então o sistema que já não dá conta mais sequer percebe melhora com “onda verde” (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Municípios com população superior a 50 000 habitantes em 1.º-IX-1960. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1962. Disponível em: https://seculoxx.ibge.gov.br/images/seculoxx/arquivos_download/populacao/1962/populacao1962aeb_07_08.pdf . Acesso em: 28 jan. 2026.)

    E aí entra o que quase nunca aparece no discurso: servidão, recuo e alinhamento importam demais para o futuro. Em Lages, infelizmente se faz o contrário do que é bom, pois o Projeto de Lei Complementar n.º 0017/2021, do vereador Ozair Polaco, liberou ainda mais a disciplina de recuos/alinhamento e, na prática, tirou o pouco de margem física para correções viárias simples mais no presente e no futuro. Está é a cultura da ausência de política urbana, porque transformou “obra de correção” viável em “desapropriação cara” e impossível, isto é, deixou a cidade sem saída quando precisar de faixa de conversão, baia, canalização e rotatória em ponto crítico, deixou fadada a mediocridade de pista estreita e simples. (CÂMARA MUNICIPAL DE LAGES. Projeto de Lei Complementar n.º 0017/2021. Câmara Municipal de Lages, s.d. Disponível em: https://www.camaralages.sc.gov.br/proposicoes/Projetos-de-Lei-Complementar/0/4/0/79525 . Acesso em: 28 jan. 2026.)

    O efeito prático disso sequer conhece o tema de desapropriação por utilidade pública para expansão viária, conhece somente para fazer “COHAB”, justo quando “uns poucos metros” em terrenos de esquina, muitos deles ainda baldios, resolveriam muito: alargamento, faixa de conversão, rotatória. A verdade operacional é simples: quanto menos reserva viária, menos opções baratas e mais o problema vira litígio e custo alto — e aí não há drone que dê conta. (INSTITUTO DE POLÍTICAS DE TRANSPORTE E DESENVOLVIMENTO. ITDP realiza série de eventos sobre estratégias para gestão do meio-fio. 2024. Disponível em: https://itdpbrasil.org/itdp-realiza-serie-de-eventos-sobre-estrategias-para-gestao-do-meio-fio/ . Acesso em: 28 jan. 2026.)

    Para não ficar no abstrato, tem contraste brasileiro bem verificável: Timbó (Santa Catarina) eliminou semáforos com rotatórias, escolhendo solução geométrica em vez de só mexer em tempo de sinal, com a justificativa de otimizar o tráfego urbano; e Joinville (Santa Catarina) vem substituindo semáforos por rotatórias em pontos movimentados; e Palmas (Paraná) desativou semáforo e instalou rotatória (ainda que experimental) com a justificativa de fluidez. Ou seja, quando se quer ganho estrutural, a resposta costuma estar no desenho e na reserva de espaço — e aí a temporização vira ajuste fino, não o “milagre” principal. (PREFEITURA MUNICIPAL DE TIMBÓ. Rotatória e melhorias viárias para otimizar o tráfego urbano. 28 abr. 2025. Disponível em: https://www.timbo.sc.gov.br/rotatoria-e-melhorias-viarias-para-otimizar-o-trafego-urbano/ . Acesso em: 28 jan. 2026.)

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