Lages tem uma boa infraestrutura de saúde, mas o desempenho no atendimento não corresponde

Dados do IBGE mostram a robustez da infraestrutura de saúde em Lages, que hoje soma 107 estabelecimentos entre unidades básicas, prontos-atendimentos e hospitais. A cidade mantém uma rede de internação com 522 leitos, essencial para atender não apenas os lageanos, mas toda a Serra Catarinense.

No campo tecnológico, o parque de imagem e diagnóstico conta com 4 tomógrafos e 4 aparelhos de ressonância magnética, além de 10 equipamentos de ultrassom com doppler colorido. Para o tratamento de doenças crônicas, a estrutura de 28 máquinas de hemodiálise é o coração do suporte renal na região. O desafio da gestão, no entanto, segue sendo a manutenção preventiva e a agilidade nas filas, garantindo que esse maquinário pesado não fique ocioso.

Note que tem 30 eletrocardiógrafos (exame simples), mas apenas 3 eletroencefalógrafos (exame neurológico). Essa desproporção explica por que as filas para neurologia costumam ser bem maiores do que as de cardiologia em Lages.

Comparativo de Infraestrutura de Saúde

Indicador Lages Chapecó Criciúma
Estabelecimentos de Saúde 107 ~95 ~110
Leitos de Internação 522 ~580* ~650
Tomógrafos 4 6 7
Ressonância Magnética 4 5 6
Consultas Clínico Geral (2025) ~450 mil ~850 mil 1,006 milhão
Exames Diagnósticos (2025) ~380 mil ~1,2 milhão 1,7 milhão

Nota: Chapecó anunciou em dezembro de 2025 a construção de um novo Hospital Universitário com mais 150 leitos.

Lages tem o mesmo número de estabelecimentos que Criciúma (cerca de 107 a 110), mas Criciúma realizou quase três vezes mais exames de diagnóstico e o dobro de consultas em 2025. Isso indica que a estrutura de Lages pode estar sofrendo com a ociosidade ou com a falta de profissionais para operar os equipamentos.

Enquanto Criciúma superou a marca de 1,7 milhão de exames e 1 milhão de consultas, Lages ainda luta para manter aparelhos básicos funcionando (como o caso da radioterapia no HTR). Isso explica por que o lageano muitas vezes sente que a saúde “não anda”, apesar de ter 107 unidades à disposição.

5 comentários em “Lages tem uma boa infraestrutura de saúde, mas o desempenho no atendimento não corresponde”

  1. Olivete, o problema está lá na ponta… É preciso chamar as Agentes Comunitárias de Saúde para atuarem em conjunto. Elas são às pessoas na dianteira que podem comunicar com mais rapidez quem está com exame agendado ou algo do tipo. Não se pode deixá-las o dia inteiro dentro da UB dos bairros, é preciso visitar cada casa, ver os problemas inloco da comunidade, da área em que estão responsáveis.

    Do contrário, ficará sempre esse problema. A pessoa necessitada do exame (ou algo parecido) fica aguardando a liberação… a liberação ocorre (ainda que tardia mas ocorre) e às vezes, por não ter telefone, não saber manusear às ferramentas digitais acaba perdendo o que aguarda há tempos.

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  2. Infra estatal ou totalidade incluindo os privados? Ou publico e privado estao misturados e os ricos usam equipamento licitado em “associacoes privadas” que geram lucros privados em cpf particular? Para variar, noticia super superficial e chapa branca. E mais: por que nao há cruzamento de dados de outros bancos informaticos, cruzamrnto com o SUS? Ou o SUS e so um sigla e ele tambem nao gera suas estatísticas? Ibge cheira chute, cadastro errado, falso…

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