A importância da festa no contexto lageano

Na antiga Roma, quando não estavam em guerra, os imperadores recorriam à distribuição de pão e os espetáculos circenses para manter o povo ocupado, satisfeito e a ordem e segurança mantidas. Hoje o pão e circo continua sendo a forma de manter o povo satisfeito sem se deter aos problemas da cidade. O governo federal se encarregou do pão – Bolsa Família – que aliadas as ações de assistência Social e toda a rede de assistência estatal suprem a necessidades mais urgentes. Então o município tem de se encarregar das festas. Neste momento parece que não há nada mais importante que a Festa do Pinhão. Parece que toda a cidade, os cidadãos e a economia do município dependem só dela. Não há administração que não sucumbe se não cuidar disso. E não há reputação que não se recupere ao se realizar uma boa festa. Pode faltar merenda nas escolas, faltar médicos nos postos e remédios para distribuir, mas não pode faltar a festa, a programação natalina….  Assim, de festa em festa se mantem a administração em alta enquanto tenta administrar os problemas da comunidade que até se amenizam, mas nunca são resolvidos definitivamente, mesmo porque eles se avolumam. Com a programação natalina, a prefeita Carmen ganhou crédito suficiente para superar os problemas até a Festa do Pinhão. Ai ela passará a receber uma nova avaliação.

É verdade que a cultura é importante, a preservação de suas tradições é importante, promover o turismo também é, mas o que estranho é o tamanho da importância que tem um evento como a festa para a nossa população. Mesmo que a prefeita tivesse resolvido todos os problemas da cidade, mas tivesse negligenciado na realização da festa, já teria motivo suficiente para comprometer sua reeleição. E a prefeita sabe disso!

6 comentários em “A importância da festa no contexto lageano”

  1. Comparar o bolsa família com pão e circo, existe diferença..
    Tem os que não querem trabalhar, esperam só do governo.
    Por outro lado, existe os que querem trabalhar , falta oportunidade.
    Muitas vezes, nem estudo tem.
    São pessoas que vieram , muitas vezes do interior..
    Sem profissão alguma. Só sabiam trabalhar na terra..
    O bolsa família é o que sustenta eles..
    Pão e circo, é investir em carnaval..
    Isso é um dinheiro jogado fora..
    É o que penso, respeito a opinião de cada um..

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  2. Suspeito que o tesão que há por festar na Prefeitura, além de ser ótima desculpa do servidor público em geral para poder fingir trabalhar, se explique no fato dela ser mais uma oportunidade de rico oprimir pobre ostentanto riqueza, criando castas. Talvez por isso não aceitem festa de ruas abertas (além da grana que tiram do povo a pretexto de aluguel).

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  3. Festa de mer…, na sua proposta, nunca vi uma única araucária ser plantada, ao menos desconheço. No que se sabe da proposta das festas em Blumenau, o problema foi resolvido . . . colonização germânica X a nossa do planalto (Por Deus, pela geografia de quinta série = PLANALTO NÃO É SERRA Tá!).

    Sempre levanto essa questão isso há anos e ninguém pra me pichar kkkk. Pinhão é diferente de araucária né. O pinhão vem do supermercado e as araucárias…bem

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  4. Vdd Couto, e demais comentadores, tds tem bons argumentos, bem explicitados pela professora/ jornalista Olivete. Todavia não podemos matar a “galinha dos ovos de ouro”. Pra que tem tão pouco pra divulgar o Planalto Serrano a Festa Nacional do Pinhão é o pontapé inicial. Não podemos aceitar a pecha de que só aqui não temos nada de diferente, de sucesso, pois infelizmente somos a região mais atrasada do Estado. A nossa cultura, e
    clima nos diferencia. A festa traz autoestima a nossa população sofrida. Não temos litoral, nem a capital e seus altos salários, “A ilha da magia” amada pelo turista, que levantou todas as cidades do entorno. No governo Luis Henrique tivemos as Adrs que eram uma aproximação do poder público estadual, com bons cargos, e ótimos salários o Polaco trabalhou ali, o Denilson (ex prefeito de Otacilio), até a filha do tio Ligas (tbm ex prefeito de Otacilio). Não vamos julgar pq em toda prefeitura tbm tem parentes de políticos, apadrinhados e afins. Mas era um braço econômico que dava importância pra região a nível de governo. Moisés trouxe muito dinheiro em espécie aos prefeitos, pena que alguns políticos o traíram, devem estar arrependidos, ou se beneficiaram atualmente de alguma forma. Resumindo aqui acabaram muitas coisas de Lages amplamente colocado nesse blog: ferrovia, empresas que foram embora, cidadãos idem (aposentados de alta renda, jovens promissores) fechamento de comércios tradicionais, acabou a Ferrovia o nosso time Inter de Lages, o aeroporto agora que voltou, o shopping esteve a venda, etc. Uma “nuvem de azar” pairou por Lages. Essa última eleição foi a esperança de alguns, e não podemos deixar a maior festa do Planalto(alcunha Serra) acabar, daí o lageano deprime de vz

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    • Meu caro Arruda, mesmo cambaleando seguimos em frente, esperando um novo porvir. Nunca seremos algo da moda, como a Ilha da Magia, com seus turistas chatos ou uma Balneário Camboriú, com seus playboys idiotizados. Mas sempre acontece alguma coisinha aqui. Ano Novo, Natal, Festa do Pinhão sempre motivos para pegar uma Reunidas da vida. O lageano não se deprime, o ambiente calmo, sem transito e vida caótica contribui para isso. Se tiver depressão vai uns dias para o nosso distrito descansar, Itapema. Abraços.

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