Quem pagou pela obra do contorno viário?

Para esclarecer o assunto a respeito de quem custeou as obras do contorno de Florianópolis, a Arteris Litoral Sul encaminhou uma nota ao ND Mais, informando que para a execução da obra do Contorno Viário foram acessados financiamentos de diversas instituições financeiras, dentre elas, o BNDES.

“A Arteris Litoral Sul esclarece que a execução do Contorno Viário da Grande Florianópolis era uma obrigação da concessionária, prevista no contrato de concessão firmado com o Governo Federal quando do leilão do ativo. Dessa forma, a rodovia foi construída com recursos privados, da concessionária. O investimento total da Arteris Litoral Sul na obra do Contorno Viário foi de R$3,9 bilhões. Para executar a obra, foram acessados financiamentos de diversas instituições financeiras, dentre elas, o BNDES”. Segundo divulgado pelo BNDES, em 2011, o banco financiou com R$ 703 milhões a Arteris Litoral Sul para o início da construção do Contorno Viário. A concessão previa a execução de serviços de recuperação, ampliação e outras melhorias da rodovia. Contudo, o crescimento populacional na região exigiu alterações no projeto inicial da obra, com aumento dos investimentos previstos.

Ainda de acordo com o BNDES, em 2021, com os demais investimentos já realizados e um novo projeto do Contorno, a concessionária optou pela emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões, que permitiu realavancar o projeto, quitando a dívida com o banco, e provendo recursos para a conclusão do Contorno.

“Após ter sido o único financiador do projeto em seu início, momento de maior risco, o BNDES ancorou a nova emissão, ajudando a trazer investidores privados. O Banco subscreveu 6,7% das debêntures (R$ 134 milhões), reduzindo sua exposição inicial e trazendo o mercado para o financiamento do projeto”, pontuou a instituição financeira.

Contorno Viário da Grande Florianópolis em números

  • Trecho tem 44 radares, quatro túneis, seis trevos e sete pontes;
  • São 50 quilômetros de extensão;
  • Trajeto completo, desde a entrada em Palhoça até a outra extremidade em Biguaçu, pode ser percorrido em 34 minutos, com uma média de velocidade entre 80 km/h e 100 km/h;
  • Expectativa da Arteris Litoral Sul é que esse tempo gere aos motoristas uma redução de 50% no tempo de viagem em horários de pico.

22 comentários em “Quem pagou pela obra do contorno viário?”

  1. Se vc constrói uma casa e pega financiamento com o banco, vc usa o dinheiro emprestado, mas vai ter que devolver. No final quem paga a casa é vc, não o banco. Portanto, o financiamento e garantia para as debêntures foi do BNDES, mas a ARTERIS vai ter que pagar o financiamento e as debentures adquiridas pelos investidores. É uma obra privada

    Responder
  2. Como que é investimento privado?
    Eles ganharam a concessão para explorar o pedágio.
    Em vez de pagar pro governo, investem em obras..
    Cobram o pedágio, pago por nós..
    Esse é o valor que o governo cobraria para explorar o pedágio.
    Logo, é dinheiro público e do contribuinte..
    Privado?

    Responder
  3. O BNDES é um banco estatal de fomento e é de grande valia na ajuda de empresas brasileiras que participam de licitações internacionais. Só que a direita o que fez, distorceu o discurso e espalham que esse dinheiro do BNDES é para fazer portos em Cuba, Venezuela e outros países.

    Responder
  4. Pronto, resolvido, dinheiro privado na maior obra estrutural de santa catarina.
    Se teve politico tentando se alavancar é por pura mal-caratismo mesmo. Esperar o que de um condenado por corrupção.

    Responder
  5. Toda obra de infraestrutura é pública. Ou a concessão da BR 101 e agora deste anel viário é ad eternum à Areteris? Se a concessao nao for renovada, a obra sera de quem? Pública! O aporte de recursos foi do BNDES e será pago com o contribuinte, por meio de pedágios. Se não fosse a empresa Arteris ou outra, seria o governo cobrando pedágio. Então, é obra de propriedade pública, com financiamento do banco pública, em sua maioria parte, e que será pago com recursos do contribuinte. A questão do político A ou B, ir ou não ir, é @ ação de dar ou não valor para o impacto à sociedade que está obra trará, independente de ideologias ou partido político.

    Responder

Deixe um comentário