Ressocialização de apenados pelo trabalho na fruticultura

Idealizada na comarca de Lages, a prática de ressocialização de presos por meio do trabalho na fruticultura teve a efetividade reconhecida e, agora, é destacada como referência para outros estados pelo Prêmio Innovare. A iniciativa de formação profissional e busca pela dignidade da pessoa para a inserção social chegou a mais de 300 detentos na região serrana.

Com parceria de uma empresa de fruticultura da região e as atividades forenses de execução penal, detentos do Presidio Regional de Lages podem fazer trabalho externo em pomares de maçã e, com isso, além de aprender uma função, serem ressocializados e obterem remição. A empresa, além de ofertar o transporte, também fornece treinamentos, equipamentos de proteção individual, refeições e pagamento mensal de salário aos reeducandos.

O advogado Mikchaell Bastos Policarpo da Silva, idealizador e responsável pela inscrição do projeto no prêmio, foi quem fez a ponte entre os parceiros com auxílio do juiz Geraldo Correa Bastos, que intermediou as tratativas relacionadas à execução do projeto. Ele explica que participam aproximadamente 40 detentos em regime semi-aberto por período. Eles são inseridos nas atividades por determinação do juízo da Execução Penal e orientação da administração da unidade carcerária.

3 comentários em “Ressocialização de apenados pelo trabalho na fruticultura”

  1. É uma excelente ideia, resta saber se depois de ressocializado ademais empresas de nossa região que são notórias por trabalho escravo não vão abusar dessa mão de obra…mas se fiscalizarmos melhor essas empresas, talvez tenhamos com esse projeto…

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    • Esquerdomacho, vê se acorda! Não é emprego, nem trabalho, é cumprimento de pena, castigo, é vexação, retribuição pelo mal cometido à sociedade e as vítimas de crimes bem graves etc etc.. O que o criminoso fará depois de resgatada a pena será poder trabalhar nisso com muito mais facilidade. Termina o que vc insinua por favor: se fiscalizar o projeto o que?

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