A investigação que levou à prisão preventiva do prefeito de Ponte Alta do Norte, Ari Alves Wolinger (PL), conhecido como Ari Bagúio, apura um suposto esquema envolvendo serviços de limpeza no município. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), autor da denúncia, o caso pode ter movimentado até R$ 100 mil em pagamentos indevidos aos investigados.
Além do prefeito, foram alvos de prisão preventiva no último dia 26 os dois filhos do prefeito, Brayan Jackson Wolinger e Hyago Heron Wolinger, e o secretário de Planejamento e Finanças, Antônio Carlos Brocardo.
A investigação envolve um programa de limpeza urbana da prefeitura de Ponte Alta do Norte, batizado de Cidade Bonita. Segundo a denúncia, prestadores de serviços interessados em atuar no projeto estariam sendo obrigados a criar empresas e contratar escritórios de contabilidade ligados aos investigados.
Segundo relato de uma testemunha ao MP, os prestadores de serviços eram orientados pelo próprio prefeito Ari Bagúio e pelo secretário Antônio Brocardo a contratarem serviços do escritório de contabilidade do filho do prefeito ou do próprio secretário. Um dos colaboradores teria sido dispensado pela prefeitura porque teria trocado de escritório de contabilidade.
Ao invés de limpar a cidade, limpam literalmente os cofres da cidade