Dentro do partido Cidadania ninguém mais tem dúvidas quanto a decisão da deputada Carmen Zanotto. Ela vem mesmo para disputar a sucessão de Antônio Ceron, pois este é seu desejo.
Só não se sabe como ela convencerá seus eleitores de que é mais importante aqui, administrando a cidade, do que em Brasília buscando recursos e trabalhando pelas causas da Serra. Ficaremos sem representante em Brasília, caso ela vença as eleições aqui.

Em discurso na tribuna, deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC).
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
E a justificativa é de que por onde passa as pessoas pedem que venha ocupar a cadeira de prefeito, entendendo que com ela teremos todos os problemas da cidade resolvidos.
Não há dúvida de que Carmen é uma mulher decidida, batalhadora, honesta, realizadora e reúne uma infinidade de qualidades como política. A questão não é como se sairia como prefeita, caso eleita, mas o vazio que fica na representação da Serra na Câmara dos Deputados. Deixará de ser o porto seguro em Brasília, a quem prefeitos, vereadores e o povo em geral recorrem quando precisam do governo central. Não será o primeiro deputado federal da região a deixar o mandato para concorrer a prefeito.

O primeiro foi Raimundo Colombo que em 1998 foi eleito deputado federal pelo PFL e concorreu às eleições de 2000 elegendo-se prefeito. Foi o único eleito.

Dirceu Carneiro, também eleito deputado federal em 1982 pelo MDB, em 1987 elegeu-se senador. Nas eleições de 1990, candidatou-se ao cargo de Governador de SC, pelo PSDB, conquistou 76.984 votos e ficou na quarta colocação da disputa.

Outro deputado federal que tivemos, Ivan Ranzolin exerceu seis mandatos de deputado estadual e em 2002 foi eleito deputado federal pelo PP. É de conhecimento de todos que seu grande sonho era administrar Lages. Chegou a ser vice-prefeito de Raimundo Colombo, mas nunca conseguiu candidatar-se a prefeito.

Francisco Küster, combativo deputado estadual por quatro mandatos pelo MDB, elegeu-se em 1987 deputado federal integrando a Assembleia Constituinte, no mesmo período em que Dirceu estava no Senado.

Antes de Carmen tivemos Fernando Coruja por três mandatos. Tentou eleger-se prefeito em 2008 (pelo PPS, hoje Cidadania) e mesmo com um desempenho significativo como deputado, não conseguiu. Fazendo este relato, verificamos quão escassa foi nossa representação em Brasília após a ditadura, embora em um passado mais distante tivéssemos até um presidente da República. Carmen deixando Brasília, acredito que tem chances reais de se eleger, mas só Deus sabe quando teremos outro deputado federal eleito pela Serra.
Todos fizeram o caminho inverso: foram primeiro prefeitos para depois serem deputados federais. O próprio Colombo fez isso, embora depois tenha voltado a ser prefeito.
Eu não perco nada, ali´pas ganho se esta sumidade sair da política, só faz marketing barato com verbas dos outros.
Pra analisar! Tanta representatividade!! E Lages continua uma cidade PROVINCIANA! Com indicadores alarmantes de pobreza! E carências em vários seguimentos! Pior ainda é ter gente que acredita em POLÍTICOS!!! Ou é falta de conhecimento ou é conivência !!
Votou contra a aposentadoria dos pobres essa vai penar e não vai ter sucesso se concorrer ao pleito munipal,visto que na última eleição sem ter concorrentes da região diminuiu seu número de votos aqui na cidade.
A Deputada Carmen é uma das mais atuantes que já tivemos. Faz um trabalho excepcional, ajudando muito Lages e região. Aliás, ela sozinha trabalha por 2 Deputados no mínimo, pois já tivemos deputados com atuação pífia, que nada ajudaram. Porém Deputada, sinto-lhe dizer, que votei para a Srª ser DEPUTADA! E não Prefeita. Se isso ocorrer, vou me sentir lesado, enganado. E saiba desde já, que se concorrer ao Paço, não terá o meu voto.
Uma deputada que votou contra o trabalhador , na reforma da previdência, não merece ser eleita. Espero que o Lageano não esqueça do que ela fez…
A lógica de utilizar-se a “manutenção da representatividade atual” para inibir pretensos concorrentes a uma eleição municipal é no mínimo enganosa. A representatividade é atemporal e inespacial, pois está intrínseca à pessoa onde quer que ande, não é estática, é dinâmica, mas sempre enriquecida com o conhecimento, a experiência, a atuação e vontade de fazer as coisas acontecerem. Para mim, a atuação na Câmara Federal deve ser tida não como “ameaça” a Lages, mas sim, como “oportunidade”.