Audiência Pública recoloca Lages e o Sul no mapa da infraestrutura ferroviária nacional

Na manhã desta segunda-feira, 1º de julho, uma audiência pública histórica foi realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a suspensão da operação da Linha Férrea Tronco Sul — ferrovia estratégica que liga os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, afetando diretamente a cidade de Lages e diversas regiões do Sul do país.
A iniciativa foi resultado de um pedido feito pelo vereador de Lages, Jonata Mendes, à deputada federal Daniela Reinehr, que prontamente atendeu à solicitação e protocolou o requerimento da audiência na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.
Participaram da audiência representantes da Rumo Logística (concessionária da ferrovia), do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de parlamentares, prefeitos, vereadores, empresários e lideranças políticas da região.
Durante a audiência, foram levantadas questões cruciais, como:
•a falta de documentação para acionamento de seguros de trechos danificados;
•a quebra contratual com empresas usuárias da ferrovia, que não foram comunicadas previamente sobre a suspensão;
•a ausência de um plano claro de investimentos e de reativação da linha férrea no Sul do Brasil.
“O futuro do Sul do Brasil passa pelos trilhos — e hoje, em Brasília, começamos a recolocar essa ferrovia nos eixos. Se não fosse por essa audiência pública, estaríamos não apenas esquecidos e empurrados para fora do mapa logístico do Governo Federal, mas o próprio Rio Grande do Sul estaria excluído da infraestrutura ferroviária nacional, e Santa Catarina correria o mesmo risco”, afirmou o vereador Jonata Mendes durante sua fala.
Além de cobrar respostas, Jonata Mendes defendeu que o estado de Santa Catarina tenha, o quanto antes, um Marco da Ferrovia — um instrumento legal e estratégico para garantir segurança jurídica, que SC tenha a concessão caso a atual concessionária não queira operar, tendo liberdade para atrair investimentos e estruturar políticas públicas de transporte ferroviário no estado.
Segundo Jonata Mendes, o momento exige união de forças e vigilância permanente:
“Lages não vai aceitar ser deixada para trás. A luta pela ferrovia é uma luta pela nossa economia, pelo nosso futuro e pela soberania logística do Sul do Brasil.”

11 comentários em “Audiência Pública recoloca Lages e o Sul no mapa da infraestrutura ferroviária nacional”

  1. A direita sempre em busca de melhores soluções e alternativas para Lages.

    Nenhum representante da esquerda para ajudar a não deixar desativar a ferrovia.

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    • A direita só quer grana, ZÉ. Você e um ZÉ e trouxa, como todos os bolsonaristas. A direita acabou com a Ferrovia de SC, trecho Blumenau-Itajaí, em 1971 (plena ditadura). A Globo mandou e vocês que viam bastante novela obedeceram e votaram no Collor. Mais desmonte. A Globo disse para tirar o Collor e os zés obedeceram, aí logo a direita achou o Fernando Henrique e os zés escolheram o entreguista. Entregou quase tudo, inclusive as FERROVIAS a preço de banana. A propaganda era que a tal privatização criaria milhares de km de estradas de ferro. A privatização não só NÃO CRIOU, ela DESTRUIU O QUE JÁ TINHA. O que tinha no litoral foi vendido como sucata. Restam ainda algumas pontes no Vale onde os trens passavam, para os imbecis que rezam para pneu olharem e ver que ali algo existia. As ferrovias no oeste de SC foram assim também, sendo a cada dia consumidas pela eficiência privada, é só ver as antigas estações abandonadas. A DIREITA ACABOU COM TUDO. E vai conseguir acabar com essa que passa por Lages. E vereador desse naipe aí, isso é a cara de Lages. Mas um que estava lá na porta do quartel, agora chamado de maluco pelo seu mito. É um gasto inútil de dinheiro público ambulante.

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  2. O problema é que no Rio Grande do Sul , em alguns trechos os trilhos foram levados por desmoronamentos no ano passado, e o governo federal está sem verba até pra fiscalizar os combustiveis, imagina pra arrumar a ferrovia, não tem verba.

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    • essa ferrovia esta sob a responsabilidade de uma concessionaria assim ela tem que manter em operação, senão fica fácil qualquer coisa que aconteça o governo tem que arcar, só ficar com o bonus e não o onus dai qualquer um quer. Faltam dois anos para terminar a concessão e ai vamos ver se alguem se habilita ou se encerra a linha, se não der lucro ninguem quer isso é certo.

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        • Eu acho que não, faltam só 2 anos para terminar a concessão e os reparos vão demorar muito mais tempo, alem disso os trilhos todos tem que mudar pois as novas locomotivas são mais largas, outra bitola, essa linha provavelmente será desativada, ruim para nós mas é uma realidade.

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          • “Só” dois anos? Você “acha que não”? Então eles não possuem nenhuma obrigação? É uma piada, que gente inocente

  3. Tudo balela….isso é assunto para a esfera federal, a “opinião” de um mero vereador e de uma deputada carente de feitos prá justificar seus cargos! Será que o “nobre” vereador está observando as carêncuas de nossa cidade, será que está fiscalizando os atos do executivo, ou de repente nem tem conhecimento de suas tarefas como vereador? Um desastre, conversa prá boi dormir.

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    • Parabéns Edilson, reprovou na matéria interpretação de texto. Leia novamente, e preste atenção nos participantes da reunião. E ao nobre vereador, minhas saudações, parabéns pela iniciativa.

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