O Brasil tem 25 milhões de aposentados

O Brasil soma mais de 25 milhões de aposentados, enquanto a população com 60 anos ou mais chegou a 34,1 milhões em 2024. O aumento da longevidade, aliado a benefícios limitados e a mudanças nas regras previdenciárias, tem levado muitos brasileiros a permanecerem no mercado de trabalho mesmo após a aposentadoria.

“A Previdência Social tem papel essencial na renda da população, mas, na maioria dos casos, o valor recebido não garante o padrão de vida ao longo do tempo. Por isso, o planejamento previdenciário precisa ser pensado como um projeto de longo prazo”, afirma Ivecio Pedro Felisbino Filho, Presidente da Celos, entidade catarinense que administra os Planos Previdenciários   .

Dados do INSS de dezembro de 2024 mostram que, das 40,7 milhões de aposentadorias e pensões pagas no país, cerca de 70% são de até um salário mínimo, o equivalente a 28,5 milhões de beneficiários que recebem, no máximo, R$ 1.518,00.

“A aposentadoria pública garante uma base de renda importante, mas dificilmente sustenta sozinha o padrão de vida. A previdência complementar ajuda a reduzir essa dependência”, explica Ivecio.

Em 2024, a taxa de ocupação entre pessoas com 60 anos ou mais atingiu 24,4%, o maior patamar já registrado. Na prática, um em cada quatro brasileiros nessa faixa etária segue trabalhando.

Levantamentos indicam que 88% dos aposentados têm a previdência como principal fonte de renda, mas seis em cada dez consideram o valor insuficiente para manter o padrão de vida. Em muitos casos, continuar em atividade é uma forma de complementar o orçamento.

As mudanças da Reforma da Previdência seguem impactando quem está próximo de se aposentar. Em 2026, a idade mínima passou de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. No sistema de pontos, a soma entre idade e contribuição chega a 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

“Avenida” Lambari recebe seu terceiro tapa buracos

Imagina que chamamos ese acesso de “Avenida”Lambari

A Secretaria de Obras concluiu nesta semana um pacote de melhorias na localidade de Santa Terezinha do Salto. As frentes de trabalho atuaram na reperfilagem asfáltica e tapa-buracos da Avenida Lambari, além de patrolamento e cascalhamento nos acessos a pousadas e restaurantes. A prefeita Carmen Zanotto ressaltou que a região, além de ser um dos principais cartões-postais da cidade, sofre com o tráfego pesado da extração madeireira, exigindo manutenção constante — esta é a terceira intervenção no local desde abril de 2025. O secretário Cleber Machado Arruda confirmou que o próximo passo já está em planejamento: o recapeamento asfáltico total da localidade.

O quanto você acha que vai durar estes remendos feitos. Sei que há intenção de asfaltar este acesso, mas é preciso fazer logo.

A prefeita pode fazer vídeos mostrando as obras realizadas?

Muitos leitores questionam se é legal a prefeita Carmen Zanotto aparecer em vídeos mostrando obras. A resposta curta é: sim, desde que o foco seja a informação e o serviço público. O problema começa quando a ‘prestação de contas’ vira ‘promoção pessoal’. A Constituição é clara: a obra não é da prefeita, é da prefeitura com dinheiro do contribuinte. Em ano eleitoral como 2026, a linha entre informar o cidadão e fazer campanha é tênue, e o Ministério Público está de olho no uso da estrutura pública para gerar ‘likes’.

A questão é distinguir o que é Publicidade Institucional do que é Promoção Pessoal.

A prefeita pode e deve divulgar as obras, mas sob certas condições:

  • Caráter Educativo, Informativo ou de Orientação Social: O vídeo deve focar no benefício para a população (ex: “A nova UBS vai atender X pessoas”) e não no “eu fiz”.

  • Uso dos Canais Oficiais: Se o vídeo for postado no perfil da Prefeitura, ele deve seguir rigorosamente o artigo 37 da Constituição Federal: não pode haver nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos.

O Ministério Público costuma atuar quando a divulgação cruza a linha para a Promoção Pessoal:

  • Uso de recursos públicos para fins privados: Se a prefeita usa a estrutura da prefeitura (cinegrafista pago pelo município, edição da assessoria, tempo de expediente) para fazer vídeos que exaltam apenas a figura dela, isso pode ser considerado improbidade administrativa.

  • Promoção Pessoal desmedida: Se no vídeo ela diz “Eu fiz”, “Eu dei”, “No meu governo”, em vez de “A prefeitura realizou”, ela corre o risco de ser processada por violação ao princípio da impessoalidade.

Aqui está o “pulo do gato” que muitos políticos usam:

  • Se a prefeita faz o vídeo com o próprio celular, fora do horário de expediente (ou em momentos de agenda externa), e posta no seu perfil pessoal (Instagram/Facebook pessoal), a Justiça costuma ser mais flexível, entendendo como prestação de contas do mandato.

  • No entanto, mesmo no perfil pessoal, ela não pode usar servidores em horário de trabalho para filmar ou editar esses conteúdos.

Como estamos em 2026, a vigilância aumenta:

  • Três meses antes das eleições: A publicidade institucional (nos canais da prefeitura) fica proibida por lei, salvo casos de emergência.

  • Abuso de Poder Político: Se a prefeita usar os vídeos das obras para impulsionar candidatos que ela apoia (governador, deputados), o Ministério Público Eleitoral pode intervir.

O Caso de Itajaí (Uso de Cores e Símbolos)

Um caso clássico em SC envolveu o uso excessivo de logomarcas e cores associadas à gestão pessoal do prefeito em obras e vídeos. O Ministério Público entendeu que, ao pintar prédios públicos ou usar vestimentas com cores da campanha em vídeos de obras, o gestor fere o Princípio da Impessoalidade. A justiça catarinense costuma determinar a retirada imediata dos conteúdos e, em casos graves, aplica multas que devem ser pagas com o patrimônio pessoal do prefeito, não com o dinheiro da prefeitura.

Colombo diz que o governo de Jorginho é medíocre

Em entrevista à Rádio Menina, de Balneário Camboriú, o ex-governador Raimundo Colombo afirma que para ele, a política passa por uma transformação profunda e exige mais preparo, estudo e responsabilidade. Colombo diz que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, desponta com potencial, ressaltando sua capacidade de comunicação e de apresentar propostas.

Sobre o cenário eleitoral de 2026, Colombo diz não ter, neste momento, intenção direta de disputar cargos, mas não descarta a possibilidade caso possa contribuir com SC.

O ex-governador critica a possibilidade de candidaturas sem vínculo com o Estado, especialmente para o Senado, como é o caso do ex-vereador Carlos Bolsonaro. “Sou contrário à eleição de representantes que não conhecem a realidade catarinense, porque o Senado exige profundo conhecimento das demandas econômicas, sociais e estruturais de Santa Catarina, que possui quadros políticos qualificados e históricos de lideranças que ajudaram a construir o desenvolvimento. O eleitor precisa refletir com responsabilidade sobre o futuro político, priorizando compromisso, preparo e identidade com o estado. “É um ato de desamor para Santa Catarina.”

Ao avaliar o atual governo de Santa Catarina, Colombo afirma não concordar com a condução da gestão estadual, classificando-a como “medíocre”, com excesso de propaganda e poucos resultados concretos. Essa crítica se estende à divulgação de dados oficiais. Colombo questiona números apresentados pelo governo, especialmente na área da saúde, citando como exemplo a divulgação de mais de 1,2 milhão de cirurgias realizadas. Para ele, o dado não se sustenta quando confrontado com a população do Estado e com a falta de transparência sobre a metodologia utilizada.

Para Colombo, SC enfrenta um profundo desafio de infraestrutura com o aumento populacional. A BR 101, em evidente colapso, é o exemplo. Para o ex-governador Colombo, Santa Catarina mantém indicadores positivos de segurança pública, mas isso não significa que o Estado esteja livre de riscos. Na sua avaliação, justamente por ser um dos estados mais organizados e economicamente fortes do país, Santa Catarina também se torna um dos mais visados pelo crime organizado, que enxerga na região oportunidades de expansão.
Colombo alerta que a criminalidade organizada hoje atua de forma estruturada, extrapolando a violência tradicional e avançando sobre setores da economia, da política e até do Judiciário. Segundo ele, trata-se de um fenômeno nacional e nenhum estado brasileiro está totalmente seguro, o que exige vigilância permanente e políticas públicas firmes.
Ao relembrar sua experiência como governador, Colombo destaca que o enfrentamento ao crime exige planejamento, investimento em inteligência, fortalecimento das forças de segurança e atuação integrada do Estado. Para ele, minimizar o problema ou ignorar sua gravidade é um erro estratégico.
Há ainda uma mudança demográfica profunda e preocupante que precisa entrar com urgência no centro do debate político. Segundo ele, o país caminha para um cenário em que, a partir de 2050, haverá mais pessoas com mais de 65 anos do que jovens com menos de 20, o que altera completamente a lógica das políticas públicas. Na avaliação de Colombo, esse novo perfil populacional exigirá investimentos crescentes em saúde, especialmente em atenção ao idoso, tratamentos de longa duração e estrutura hospitalar adequada.

Ação conjunta na prisão de condenado por estupro

Uma operação coordenada pela Delegacia de Campo Belo do Sul, com apoio das unidades de Cerro Negro e Anita Garibaldi, resultou na prisão de um homem de 22 anos na manhã desta terça-feira (20). O indivíduo foi condenado a mais de 9 anos de reclusão por um crime de estupro de vulnerável ocorrido em 2023. A prisão ocorreu na localidade de Beneditos, interior de Cerro Negro, após o trânsito em julgado da sentença. O condenado já foi encaminhado ao Presídio Masculino de Lages, onde cumprirá a pena.

Nota oficial da Associação Médica Brasileira (AMB)

….sobre os resultados do Enamed 2025 e a qualidade da formação médica no Brasil

O exame, que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país, revela um cenário alarmante, que exige respostas firmes e responsáveis por parte das instituições de ensino e das autoridades regulatórias.

Após a divulgação dos resultados do Enamed 2025 (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a Associação Médica Brasileira (AMB) vem a público demonstrar sua extrema preocupação com os números que foram apresentados, que revelam uma realidade gravíssima na formação médica do país.

O exame, que mede o desempenho dos estudantes e a qualidade dos cursos de Medicina no país, revela um cenário alarmante, que exige respostas firmes e responsáveis por parte das instituições de ensino e das autoridades regulatórias.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC), da Saúde e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  Acreditamos que esta avaliação vem em bom tempo para nos mostrar objetivamente a realidade do ensino de graduação médica em nosso país.

Foram avaliados 351 cursos de Medicina. Desse total, 99 cursos sob regulação federal obtiveram conceitos 1 ou 2, faixas consideradas insatisfatórias pelo Inep. Embora 67,1% dos cursos estejam entre conceitos 3 e 5, a presença de 32,6% de cursos com desempenho abaixo do mínimo aceitável segue preocupante. Entre os 39.258 estudantes concluintes avaliados, apenas 67% demonstraram proficiência adequada, enquanto cerca de 13 mil alunos não atingiram o nível esperado para o exercício seguro da Medicina.

Os cursos de medicina no Brasil são terminais. Ou seja, quando o aluno conclui o curso de graduação, ele recebe o diploma de formado em medicina. Com base neste certificado, vai ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do seu estado, obtém o seu registro profissional e o seu número de inscrição no CRM. Uma vez portador desta documentação, está legalmente habilitado para atender pacientes e exercer a medicina em nosso país.

Nestas circunstâncias, equivale dizer que esses 13.000 médicos apontados pelo Enamed como não proficientes podem, de acordo com a legislação atual, atender pacientes em nosso país. Isso nos permite afirmar, sem sombra de dúvidas, que a nossa população atendida por esse contingente de médicos não proficientes ficará exposta há um risco incalculável de má prática médica.

Esses números apontam claramente para a necessidade de instituirmos o mais breve possível exame de proficiência médica como um pré-requisito para o exercício da medicina. Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos CRM, impedindo-os, desta forma, de atender pacientes.

 

Esta seria uma ação muito bem-vinda em direção a proteção e segurança dos pacientes. Esta não é uma medida contra o egresso de medicina. É uma medida com finalidade voltada única e exclusivamente à boa prática da medicina e a segurança dos pacientes.

Os dados do Enamed também evidenciam uma forte assimetria na formação médica no Brasil. Universidades públicas federais e estaduais concentram mais de 84% de seus cursos nas faixas de excelência, enquanto os piores resultados ocorrem principalmente em instituições municipais e privadas com fins lucrativos.

Estes achados reforçam alertas históricos da AMB sobre os riscos da expansão desordenada de escolas médicas, muitas vezes abertas sem infraestrutura adequada, corpo docente qualificado ou condições mínimas para a formação segura de novos médicos, nem residência médica.

O Ministério da Educação anunciou, na direção correta, sanções para as instituições avaliadas com desempenho insuficiente, incluindo suspensão total de ingresso, redução do número de vagas e restrição de acesso a programas federais como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). As instituições terão 30 dias para apresentar defesa e as penalidades permanecerão em vigor até o próximo Enamed, previsto para outubro de 2026.

Consideramos essas medidas necessárias para proteger a população e garantir padrões mínimos de qualidade no ensino médico e reforça que o Enamed representa um avanço importante para o país ao oferecer um diagnóstico objetivo da formação médica e ao fortalecer a transparência na avaliação das instituições.

Porém alertamos que a questão central não é ampliar indiscriminadamente o número de vagas, mas assegurar que cada futuro médico tenha formação adequada, sólida e compatível com as demandas reais do sistema de saúde. Não se trata de formar mais médicos, mas de formar bons médicos, preparados para atuar no SUS e para responder às necessidades da população brasileira.

A Associação Médica Brasileira reitera seu compromisso permanente com a educação médica de qualidade e com a proteção da sociedade.

Continuaremos trabalhando junto ao MEC, ao Ministério da Saúde, ao Conselho Federal de Medicina, ao Conselho Nacional de Educação e aos órgãos reguladores para aprimorar as diretrizes curriculares, fortalecer os estágios e o internato e estabelecer critérios rigorosos para abertura de novos cursos e ampliação de vagas.

O país precisa de uma política nacional de formação médica pautada pelo rigor acadêmico, pela responsabilidade social e pelo compromisso com a segurança do paciente.

César Eduardo Fernandes
Presidente
Associação Médica Brasileira (AMB)

Ponte Alta terá de exonerar funcionário contratado fora do período vigente do concurso

Contratar um candidato fora do período de validade de um processo seletivo fere a legislação, podendo configurar improbidade administrativa. Mas o Município de Ponte Alta, na Serra, teria ignorado essa regra e nomeado um profissional da área da saúde depois do prazo de vigência do certame, ferindo supostamente os princípios constitucionais da legalidade e da moralidade.  

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou a situação e expediu uma recomendação para que o Município exonere o servidor em até 30 dias e adote todas as providências necessárias para a abertura de um novo processo seletivo visando ao preenchimento da respectiva vaga.  

A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon, que atua na Comarca de Correia Pinto, diz que a medida é necessária para garantir a transparência e a eficiência no serviço público. “A observância rigorosa das regras que regem os processos seletivos é fundamental para assegurar a igualdade de oportunidades, a moralidade administrativa e a correta prestação dos serviços à população. O descumprimento desses prazos compromete a legalidade do ato e fragiliza a confiança da sociedade na administração pública”, explica.  

Segundo consta nos autos, o prazo de validade do processo seletivo se encerrou no dia 25 de junho de 2025 e não foi prorrogado. Mesmo assim, o candidato foi nomeado uma semana depois, ou seja, em 1° de julho daquele ano, o que seria ilegal.  

O Município de Ponte Alta tem dez dias para informar se acata a recomendação. Uma resposta negativa pode acarretar outras medidas mais severas, como o ajuizamento de uma ação civil pública, visando resguardar o ordenamento jurídico. 

Deputado Oscar Gutz destina recursos para Otacílio Costs

O prefeito em exercício de Otacílio Costa, Leonir Ribeiro Silva, recebeu na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, no Gabinete do Executivo, a visita do deputado estadual Oscar Gutz (PL/SC).

Na oportunidade, o parlamentar oficializou a destinação de R$ 350 mil em recursos por meio de emenda parlamentar para o município.

Do total anunciado, R$ 150 mil serão destinados à pavimentação da Rua José Francisco de Souza, no bairro Igaras; R$ 100 mil para a reforma de moradias populares; e outros R$ 100 mil para custeio da Proteção Social Básica, fortalecendo os serviços socioassistenciais oferecidos à população de Otacílio Costa.