
A Lei Federal de nº 12.732/12, que determina o prazo de até 60 dias a partir do diagnóstico para que pacientes com câncer iniciem o tratamento pelo SUS, foi tema de uma audiência pública no último dia 5, na Assembleia. O evento, proposto pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal, através da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), reuniu 19 organizações da rede de câncer.
Para o biênio de 2018/2019, estima-se a ocorrência de cerca de 600 mil novos casos de câncer no Brasil. Entre as mulheres, o tipo mais frequente é o câncer de mama, podendo chegar a 59 mil novos casos.
Presidente da Frente Parlamentar de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, Carmen Zanotto aponta as barreiras geográficas, financeiras e organizacionais como alguns dos fatores que dificultam o acesso de pacientes aos serviços oncológicos. “A ausência de procedimentos e medicamentos, a defasagem dos valores repassados pelo SUS são barreiras de acesso.”
Como encaminhamento da audiência, foram pontuadas as maiores dificuldades a serem levadas a Brasília para serem trabalhada
“Precisamos trabalhar para que tenha, por exemplo, o serviço de São Miguel do Oeste, que ainda está em fase de estruturação física, que funcione o mais rápido possível. Mas não basta colocar em funcionamento, o Estado precisa receber os recursos do Ministério da Saúde para fazer que o serviço ande. O Estado cuida de garantir a estrutura física e nós, em Brasília, trabalhamos para que o Ministério da Saúde habilite o serviço”, afirmou a deputada federal.
Foto: Silviane Mannrich










