
A iminência de um inverno e primavera sob o impacto severo do fenômeno climático El Niño levou a Defesa Civil de Lages a prestar contas e alinhar estratégias com a diretoria da Associação Empresarial (Acil). O secretário executivo da pasta, Sargento Ribeiro, detalhou o plano de contingência montado pelo Grupo de Ações Coordenadas (Grac) para blindar a infraestrutura urbana e proteger a economia local contra intempéries.
O alerta técnico emitido pelo Fórum Climático Catarinense aponta que os efeitos do aquecimento do Pacífico Equatorial vão atropelar o calendário e se fazer sentir já em julho, com temporais e excesso de chuva. Antecipando-se ao pior cenário, a prefeita Carmen Zanotto determinou uma mobilização transversal entre as secretarias. Até o momento, as equipes realizaram a desobstrução e limpeza de mais de 10 quilômetros de leitos de córregos e riachos em áreas vulneráveis de Lages, além de vistorias residenciais preventivas e ações educativas nas escolas.
A estratégia apresentada aos empresários foca na agilidade de resposta. Caso o volume de chuvas dispare entre setembro e novembro — período historicamente crítico para o Sul —, o município já conta com protocolos fixados para abertura de abrigos, suporte de saúde e assistência social imediata. O plano local ganha o reforço do Decreto de Alerta Climático do Governo do Estado, medida inédita que facilita a locação preventiva de equipamentos e compra de insumos humanitários antes mesmo do desastre acontecer, garantindo que Lages não fique desamparada no olho do furacão.




