Na última quarta e quinta-feira, a CPI do Pronto Atendimento Tito Bianchini realizou às ultimas oitivas antes do relator Jair Júnior (PSD) começar a montar o relatório, pois tem 40 dias para apresentá-lo.
O presidente da comissão, Maurício Batalha (Cidadania) informou na quarta-feira que as oitivas encerram aqui (ontem as oitivas foram todas prestadas de forma sigilosa), a menos que a CPI decida fazer alguma acareação, porque há vários depoimentos que se contradizem.
Na quarta-feira foram ouvidas quatro pessoas: duas enfermeiras do Tito Bianchini e a farmacêutica do Hospital Tereza Ramos. Estes depoimentos foram tomados no sentido de esclarecer o desvio de medicamentos controlados do Pronto Atendimento.
Uma funcionária do Tio Bianchini ligou para o almoxarifado do Tereza Ramos pedindo um medicamento (salvo engano, abortivo) emprestado, certamente para repor o estoque da unidade. Deste episódio e a constatação da falta destes medicamentos no estoque do Pronto Atendimento resultou o registro de um boletim de ocorrência e a investigação policial já em andamento antes do início da CPI.
Também alterou o uso destes medicamentos que agora é controlado pelo prontuário médico. A quarta pessoa ouvida na quarta-feira foi o Sr. Adão que acompanhou o caso da sobrinha e que traz à tona uma questão bem delicada: médico do pronto atendimento cobrando consulta. Uma garota de 17 anos foi ao Pronto Socorro apresentando um caso de depressão e ao ser atendida um dos médicos disse que poderia trata-la. Posteriormente foi até a casa da garota para fazer o atendimento (cobrou R$ 300,00) e disse que o retorno aconteceria no próprio Pronto Atendimento. Alguns dias depois ela foi ao Tito Bianchini e o mesmo médico lhe atendeu de imediato. Dias depois voltou novamente à unidade e desta vez o tal médico não lhe atendeu. Um outro profissional a medicou e, em seguida, começaram as convulsões. Conta o tio da menina que só neste dia ela teve 21 convulsões e mesmo assim foi mandada para casa. Em casa o seu estado se agravou e desta vez foi chamado o Samu que lhe conduziu diretamente ao hospital e hoje ela está na UTI em coma induzida.
Temos então aí dois casos a serem averiguados: a cobrança de consulta feita por um dos médicos e a liberação de um paciente após tantas crises convulsivas. Maurício Batalha adiantou que além de todas as informações levantadas, a CPI também deverá apontar sugestões para melhorar o atendimento e o serviço em geral do Pronto Atendimento. Se bem que, ao concluir o relatório o Pronto Atendimento já estará acontecendo no espaço da UPA, cuja inauguração está prevista para o dia 20 de julho.











