Diretor do HNSP não aceitou a transferência do setor de cardiologia para o Tereza Ramos

O secretário executivo da Amures, Walter Manfrói colocou durante a audiência pública da semana passada que a falta de leitos de UTI para a área da Cardiologia do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres está colocando em risco a manutenção do credenciamento na unidade junto ao Ministério da Saúde. O secretário Helton Zeferino explicou que ele conversou com o diretor do HNSP e lhe ofereceu a transferência integral do serviço de cardiologia dentro da nova ala do Hospital Tereza Ramos, “mas ele não quis”.

Zeferino entende que “Não há necessidade de construção de mais leitos de UTI dentro do HNSP se existem lá no Tereza Ramos 28 leitos que somados aos 10 novos leitos de UTI da ala nova somarão quase 40 leitos”, explicou.

Sobre a proposta do deputado Marco Vieira

Para alguns não passa de devaneio do deputado Marcos Vieira (PSDB), mas para outros trata-se de uma proposta sedimentada e possível de realização desde que haja vontade política.

De qualquer forma é uma ideia lançada e se realizada significaria um avanço na estrutura viária do estado e que ajudaria a reduzir a distância entre o oeste e o litoral de SC. Isso sem contar que se transformariam em mais uma atração turística para o estado. Estou falando da construção de um túnel de 5 quilômetros de extensão, cortando a Serra do Corvo Branco ligando Urubici até Grão Pará, pela SC 370. Hoje, pelo caminho da Serra são 56 quilômetros que separam um município do outro. O deputado expôs a ideia durante palestra, no Congresso dos Municípios, na quarta-feira (25).

Falou sobre a grandeza do estado e a necessidade de melhorar sua infraestrutura viária para alavancar o desenvolvimento de SC. Foi neste contesto que citou o ousado projeto do túnel, ligando o Oeste ao porto de Imbituba. “Temos muitos gargalos em Santa Catarina. O Estado avança a passos largos, a exportação de frangos e suínos de SC para o mundo no primeiro semestre cresceu de 22% a 30%. Mas, infelizmente, as rodovias que servem ao escoamento desta produção continuam as mesmas de 10 anos atrás,” disse ele.

Destacou também a necessidade de duplicação das BRs 116, 153, 158 e 163 e de melhorias nas SCs 108, 160, 283 e 412. Considera que são obras prioritárias para desenvolver o estado que dos 295 municípios, 36% têm menos de 5 mil habitantes e 90% tem menos de 50 mil habitantes. Aqui na Serra por exemplo, apenas Lages estaria entre os 10% dos municípios restantes.

“O governo do Estado e o governo federal têm que trazer recursos para recuperar as rodovias estaduais e as federais em Santa Catarina. E aí, sim, modernizar também os portos e criar os complexos intermodais, que já existem na lei”, disse ele.

Hoje, Vieira é uma voz isolada na defesa deste projeto. Será preciso convencer o restante de seus pares para também levantarem esta bandeira, porque se depender das forças políticas serrana é um projeto que já nasceu morto

As mais de 120 obras paradas em SC serão tema de audiência na Alesc

Em Santa Catarina são mais de 120 obras paralisadas ou com o andamento comprometido que resultam em um total contratado de R$ 6,9 bilhões e afetam 66 cidades catarinenses. Esses são os números obtidos após análise dos levantamentos realizados pela FIESC e TCE/SC sobre as obras no estado.
Para debater esse cenário que interfere diretamente na vida dos catarinenses, está marcado para o dia 7 de outubro, às 14h, no Plenarinho da ALESC, a audiência pública proposta pelo deputado Bruno Souza (sem partido).
Os motivos dos atrasos são os mais diversos: falta de repasse de recursos financeiros, problemas nos projetos e estudos, desapropriações, licitação/rescisão contratual e licenciamento ambiental.
“O fato evidente é a falta de planejamento e contribuição para a estagnação da economia e desperdício de dinheiro público”, frisa o deputado.
Chama atenção ainda no levantamento, a grande quantidade de obras paralisadas ou com o andamento comprometido no segmento rodoviário, que responde por R$ 4 bilhões das obras contratadas e é umas das principais vias de escoamento das riquezas geradas no estado.

Nova lei das licitações trará muitas mudanças no sistema

O projeto da nova Lei de Licitações (PL 1292/95) e seus principais impactos para as administrações públicas catarinenses foi apresentado no Congresso de Prefeitos realizado pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), na Arena Petry, em São José, na Grande Florianópolis.

O projeto que está tramitando no Congresso volta agora para o Senado para a última análise antes de ser publicado. De acordo com diretor presidente do Instituto Protege, Murilo Queiroz Melo Jacoby, a lei deverá entrar em vigor na metade do ano que vem.

A nova lei cria modalidades de contratação, exige seguro-garantia para grandes obras, tipifica crimes relacionados ao assunto e disciplina vários aspectos do tema para as três esferas de governo (União, estados e municípios), além de outras modificações.

“Na prática ela irá mudar todas as licitações que são feitas no país, com exceção das estatais. Terá um impacto muito bom para todos os órgãos públicos”, destaca.

Está mesmo na hora de mudar e aprimorar esta lei.

Área Azul estará funcionando em 90 dias, se não houver contestação

Em 90 dias, se não houver contestação, o gerenciamento da área Azul em Lages já estará funcionando.

Pelo edital cuja audiência pública para sua discussão aconteceu nesta quinta, haverá 2.589 vagas de estacionamento em todas as áreas que abrangerão, o centro e na av. Camões, no Coral.

O tempo máximo de uso das vagas do estacionamento rotativo da Área Azul em Lages será de 2 horas. No Edital está previsto o que preconiza a legislação sobre a fração do quarto de hora para pagamento.

O preço máximo estipulado no Edital de Concorrência Pública é de R$ 2,50 a hora.

O serviço será realizado de segunda a sexta-feira das 8h às 19 horas e nos sábados das 8h às 13horas.

 “As dúvidas foram esclarecidas. Agora damos continuidade no andamento do processo para que em breve possamos de fato implantar novamente a Área Azul em Lages. Fazemos isso respeitando todos os trâmites legais e orientações do Tribunal de Contas do Estado para a contratação de um serviço de qualidade e justo para todos”, concluiu o secretário de Planejamento e Obras, João Alberto Duarte.  

Resolvidas as inconformidades do aeroporto levará seis meses para a sua homologação

Consultei o governador Carlos Moisés através do whatsapp a respeito do aeroporto regional de Correia Pinto, para saber a respeito da previsão de entrega ou operacionalização do mesmo.

Leia a resposta que obtive:

“Havia uma série de inconformidades apontadas pela Anac que deveriam ser solucionadas para a homologação do terminal. Essas questões estão em fase de finalização. Após a conclusão das ações será solicitada a homologação do terminal e iniciado o processo para o início das operações, que deve durar 6 meses.”

Sindicância apurou denúncias graves no Tereza Ramos

Em janeiro de 2019 foi instaurada uma sindicância investigativa no Hospital Tereza Ramos, por solicitação da Superintendência dos Hospitais Públicos Estaduais para apurar inconsistências administrativas. Pelas denúncias que chegou até a superintendência, o hospital estaria realizando exames de alto custo através de requerimentos médicos de clínicas particulares, sem o devido faturamento.

Significa dizer que o hospital estaria fazendo exames particulares de graça. O resultado da sindicância foi apresentado em relatório assinado em 17 de agosto último que pode ser encontrado no Portal Externo SGPe, dando conta que restou constatadas as irregularidades.

A sindicância investigativa foi instaurada em 21 de fevereiro deste ano, por solicitação do secretário da Saúde, Helton Zeperino, após avaliação do consultor jurídico, Felipe Melo. As inconsistências foram levantadas pelo então diretor administrativo, Rogério Schutz que levou ao conhecimento da superintendência dos hospitais estaduais em 26/12/2018. Segundo consta “em outubro de 2017, o hospital passou a realizar exames de angiotomografia de caróticas, escore de cálcio e angiotomografia de aorta torácica a pedido de dois médicos cardiologistas servidores efetivos do Tereza Ramos e autorizados pela direção da unidade”.

Um terceiro médico responsável pelo acompanhamento e emissão de laudos dos referidos exames foi contratado nesta mesma data, de forma temporária, como clínico geral, mas suas atividades foram desviadas para o Centro de Diagnóstico por Imagem. Estes exames foram realizados até fevereiro de 2019 quando a atual gestão determinou sua interrupção.

“Na análise de todos os elementos colhidos pode-se concluir que a denúncia inicial quanto à inconsistência do fluxo de exames, não só era totalmente verdadeira, mas muito mais abrangente do que ele próprio (Schutz) tinha conhecimento, envolvendo grande quantidade de servidores, tanto efetivos com contratados e comissionados, em atos que lesionaram o erário”, diz o relatório da comissão de sindicância.

Foram gerados 224 prontuários de atendimento para realização de exames citados de alto custo, a maioria de uma única clínica particular que tem como associados dois médicos efetivos do Tereza Ramos. Nenhum destes exames foi faturado pois não passaram pela regulação do gestor municipal e não seguiram qualquer contrato.

A comissão de sindicância também constatou que o médico responsável pelos laudos não tinha nenhuma escala de horário de trabalho, a ponto de registrar em um único mês o registro de 87 horas supostamente cumpridas de quinta a domingo sem intervalos.

Por conta disso “recebeu consideráveis valores de adicional noturno”, embora os laudos realizados são em número incipiente quando confrontados com a carga horária registrada.

Rapidez nas obras do Fort Atacadista

Olha só com que rapidez estão avançando as obras de construção da unidade do Fort Atacadista.

As fotos são do repórter J. Damasceno que tem acompanhando par e passo o andamento da construção. Inauguração está marcada para o dia 22 de novembro.