SC possui hoje 339 vinícolas

O número de vinícolas em Santa Catarina cresceu 29% nos últimos seis anos, passando de 263 fabricantes em 2020 para 339 até abril de 2026. O percentual representa um saldo de 76 novas vinícolas no período, reforçando o empreendedorismo no ramo de produção de alimentos e bebidas, mas também no turismo rural. Os dados sobre a evolução do setor são da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc).

O maior número de vinícolas está concentrado na Capital Catarinense do Vinho, o município de Pinheiro Preto, no Meio-Oeste. A cidade tem apenas 3,5 mil habitantes, mas conta com 33 empresas fabricantes de vinho e cerca de 70% da produção estadual da bebida. A segunda cidade com maior número de empreendimentos é São Joaquim, na Serra, com 32 vinícolas. Em seguida aparecem Urussanga (13), Videira (11), Tubarão (10) e Nova Trento (9).

Para o governador Jorginho Mello, o crescimento do número de vinícolas retrata o DNA empreendedor catarinense. “É a prova viva do espírito empreendedor do nosso povo e da força do campo catarinense. Nossos agricultores transformam terra e uva em oportunidades, gerando emprego, renda e orgulho para o estado. É a cara do nosso agro: inovador, sustentável e vitorioso”, destaca.

 

Indignação pela morte de Gabriel

Eu gostaria de deixar registrada a minha revolta e a minha indignação quanto às circunstâncias do acidente que levou meu sobrinho, Gabriel. Infelizmente, ele foi vítima da imprudência e da irresponsabilidade do motorista da Fiorino, para quem trabalhava e ao lado de quem estava, no banco do carona, naquele momento.

Ao tentar uma ultrapassagem em local proibido, o motorista não pensou na própria família e destruiu a nossa com a morte do João, principalmente a da mãe dele, minha irmã, que está arrasada. Além disso, colocou em risco a vida das pessoas que estavam nos outros veículos envolvidos no acidente.

O resultado final de tudo isso não diminui a responsabilidade do motorista, por mais querido que ele fosse por familiares e amigos. A lei é a lei. Quando você opta por não cumpri-la, é você quem paga o preço por essa escolha, ainda que de forma trágica. O que revolta é quando essa irresponsabilidade ultrapassa a própria vida e passa a envolver a vida de terceiros.

Embora não pareça ser o momento mais apropriado, a verdade precisa ser dita, doa a quem doer; é justo. O que não foi justo, foi alguém decidir pela vida de um menino de 20 anos de idade. Repito: de forma irresponsável. 

Jean Carlo Lima

Homicídio dentro do presídio masculino de Lages

Uma ocorrência grave foi registrada na tarde desta quinta-feira (7) no Presídio Masculino de Lages, resultando na morte de um detento. Segundo nota oficial da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), o óbito ocorreu após um desentendimento envolvendo dois internos da unidade. Apesar do acionamento dos serviços de emergência, a morte foi confirmada ainda nas dependências da instituição.

O socorro chegou a ser acionado, mas o interno não resistiu aos ferimentos.

A Sejuri informou que todos os protocolos de segurança foram seguidos e as autoridades policiais foram notificadas imediatamente. Agora, o caso segue em duas frentes: a Polícia Civil conduzirá a investigação criminal para apurar as motivações, enquanto a Corregedoria-Geral da Sejuri instaurará um processo administrativo interno para avaliar as circunstâncias da ocorrência dentro da unidade.

Essa não foi a primeira morte que aconteceu nesse presídio.

Homem que atacou a companheira com uma faca em Lages no Natal de 2023 é condenado

Um lageano denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por tentar matar a esposa com uma faca dentro do carro, no Bairro Maria Luiza, durante o Natal de 2023, enfrentou o Tribunal do Júri na última quinta-feira (7/5). Ele foi julgado com base na legislação que ainda definia os ataques contra a vida de mulheres como uma qualificadora do homicídio, pois o caso ocorreu antes do sancionamento da lei que tornou o feminicídio um crime autônomo. 

Os jurados reconheceram integralmente a acusação apresentada pelo Promotor de Justiça Fabrício Nunes e condenaram o réu por homicídio tentado, qualificado pelo feminicídio, devido ao contexto de violência doméstica, e pelo recurso que dificultou a defesa, pois o ataque ocorreu de inopino, sem que a vítima pudesse esperar tamanha agressão. A pena foi fixada em nove anos e quatro meses de reclusão em regime inicialmente fechado, sem direito de recorrer em liberdade. 

Segundo a denúncia, “a prática homicida somente não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agressor, pois a vítima reagiu e conseguiu pedir socorro”. No depoimento prestado durante o Tribunal do Júri, ela afirmou que, “após os fatos, passou a realizar acompanhamento psicológico e que, durante várias sessões de tratamento, sequer conseguia se expressar, limitando-se a chorar”. 

O réu foi conduzido ao presídio assim que o julgamento terminou para cumprir a sentença. O Promotor de Justiça Fabrício Nunes diz que a condenação é uma resposta firme da sociedade e reforça a intolerância contra crimes cometidos no contexto de violência doméstica. 

Os ataques à vida deixam marcas profundas não apenas físicas, mas também emocionais. A condenação reconhece a gravidade da conduta praticada contra uma mulher e reafirma o compromisso do Ministério Público de Santa Catarina com a dignidade humana”, destaca. 

SC tem hoje 5.686.721 eleitores aptos a votar

A Justiça Eleitoral realizou o fechamento do cadastro eleitoral e começou a consolidação do eleitorado que estará apto a votar em 4 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou os dados prévios registrando um eleitorado superior a 158 milhões de cidadãs e cidadãos. Desse total, cerca de 5,7 milhões* são eleitores e eleitoras de Santa Catarina, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral catarinense. 

Com mais de 138.781 atendimentos nas duas últimas semanas antes do fechamento do cadastro, com 63.770 atendimentos (46%) realizados nos três últimos dias, Santa Catarina atingiu o patamar de 5.686.721 pessoas aptas a votar, com 91,05% com biometria. O número do eleitorado catarinense ainda não é definitivo e o número consolidado será divulgado em julho

Bruna quer vedar contratação de pessoas condenadas por crimes de maus-tratos a animais

Projeto de lei da vereadora Bruna Uncini proíbe que pessoas condenadas por crimes de maus-tratos a animais (com decisão transitada em julgado, ou seja, quando não cabem mais recursos) possam ser nomeadas para:

Cargos em comissão (cargos de confiança).

Funções gratificadas.

Empregos públicos na administração direta e indireta (incluindo autarquias).

A vedação não é perpétua. De acordo com o Art. 1º, a proibição de nomeação começa no momento da condenação definitiva e termina apenas quando houver o comprovado cumprimento integral da pena, o que inclui também eventuais penas restritivas de direitos (como prestação de serviços à comunidade).

26043015593727B523

Deputado pede a retomada do uso de câmeras corporais por policiais

O deputado Marquito (Psol) apresentou o PL 108/2026, que cria a Política Estadual de Transparência e Proteção nas Ações de Polícia Ostensiva e prevê a retomada do uso de câmeras corporais por policiais. O parlamentar também é autor do PLC 13/2026, que revoga a mudança do nome da Região Metropolitana do Vale do Itajaí para Vale Europeu, sob o argumento de que a atual denominação desconsidera povos originários da região, e do PL 296/2026, voltado à criação da Política Estadual de Educação Escolar Indígena.