A instalação da CPI do Cão Orelha está dependendo de apenas uma assinatura

A instalação da CPI do Cão Orelha, coordenada pelo deputado Mário Motta, está por uma canetada. Os articuladores da comissão já conseguiram angariar 13 assinaturas e travam agora uma guerra de bastidores para conquistar o 14º voto necessário. O foco central da pressão migrou para a bancada do MDB.

Operadores do bloco de oposição e independentes concentram esforços para dobrar dos deputados emedebistas Mauro De Nadal e Tiago Zilli. A avaliação interna é de que o gesto de qualquer um dos dois selaria o destino da comissão, tirando o peso das costas de parlamentares de outras siglas que temem represálias do Centro Administrativo.

O deputado Marcius Machado (PL) virou o principal alvo de cobrança de seus próprios eleitores. Conhecido por sua forte atuação e defesa da causa animal.

Governo está preocupado com o assédio sexual dentro das escolas públicas

A Secretaria de Estado da Educação (SED) vai endurecer as regras do jogo e criar uma estrutura inédita para combater os crimes de assédio sexual dentro das escolas públicas de Santa Catarina. Trata-se da criação de uma Corregedoria interna e exclusiva da pasta, que nascerá com superpoderes e autonomia para investigar, processar e punir professores e servidores da rede estadual envolvidos em desvios de conduta. O martelo já foi batido pela secretária Luciane Ceretta, e o lançamento oficial do setor deve ocorrer entre os dias 16 e 18 de junho, dependendo apenas dos ajustes finais na agenda do governador Jorginho Mello (PL).

A medida drástica é uma reação direta ao assustador volume de queixas que chegam aos órgãos de controle. Apenas nos primeiros meses deste ano, o estado já formalizou 21 investigações por assédio, relações consumadas e interações inadequadas de educadores com alunos. Para se ter uma ideia da gravidade, o volume atual está a apenas três casos de igualar a marca de 24 denúncias registradas ao longo de todo o ano passado.

No centro desse debate estrutural, a secretária Luciane Ceretta aponta um ingrediente complexo: a extrema rotatividade dos professores contratados sob o regime de ACT (Admitidos em Caráter Temporário). Com mais de 30 mil profissionais temporários atuando diretamente no dia a dia da rede pública, o monitoramento de perfil e o histórico dos profissionais tornam-se um desafio hercúleo para os diretores. 

Para 2027, a prefeita quer, no mínimo, repetir o sucesso da Festa do Pinhão deste ano

Fazendo uma análise da Festa do Pinhão desse ano, a prefeita Carmen Zanotto observou 

“Para o ano que vem, que no mínimo, se repita o sucesso desse ano. No mínimo!”

Além disso, ela promete resolver as pendências em Brasília que impedem a capitação de recursos para o evento. Existem pendências na prestação de contas da Fundação Cultural que tomou recursos federais e não prestou as contas devidamente e que impedem hoje de tomar novos recursos federais ou captar recursos junto às empresas.

Outra questão que entra na avaliação da prefeitura, por sugestão das pessoas que participaram do Recanto do Pinhão é a possibilidade de construção de um boulevard no calçadão. Carmen também está estudando a possibilidade de se tabelar a cobrança dos estacionamentos, porque em alguns deles chegaram a cobrar até R$ 100,00.

Outra questão que a prefeita levantou foi a cobrança abusivas dos motoristas de aplicativos. Disse que se constatou que eram todos de fora de Lages que vieiram para cá para explorarem a festa.

PL terá a maior participação no chamado Fundão Eleitoral

A Justiça Eleitoral divulgou na última semana como será a distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado “Fundão eleitoral”, entre os partidos. O valor para custear os gastos da campanha das eleições 2026 será o mesmo da última disputa, há quatro anos: R$ 4,9 bilhões. PL, PT e União Brasil, as legendas com mais representantes no Congresso, vão ter as maiores fatias.

Apesar disso, se a participação das candidaturas de SC for a mesma da registrada nas eleições de 2022, os partidos catarinenses podem voltar a receber cerca de R$ 140 milhões. A quantia representou quase dois terços dos R$ 208 milhões gastos, considerando também verbas do Fundo Partidário, doações de pessoas físicas e recursos próprios dos candidatos.

Os partidos que mais destinaram verba do Fundo Eleitoral a SC em 2022

  • União Brasil — R$ 18,6 milhões em SC (2,37% do fundo nacional do partido)
  • PSD — R$ 17,6 milhões em SC (5,02%)
  • PP — R$ 15,9 milhões em SC (4,60%)
  • MDB — R$ 12,6 milhões em SC (3,47%)
  • PT — R$ 11,4 milhões em SC (2,27%)
  • PL — R$ 10,4 milhões em SC (3,62%)
  • Podemos — R$ 9,0 milhões em SC (4,73%)
  • PSB — R$ 8,2 milhões em SC (3,05%)
  • PSDB — R$ 7,2 milhões em SC (2,25%)
  • Republicanos — R$ 6,1 milhões em SC (2,50%)

Quanto cada partido vai receber do Fundo Eleitoral em 2026

    1. PL — R$ 881,6 milhões
    2. PT — R$ 615,3 milhões
    3. UNIÃO — R$ 526,2 milhões
    4. PSD — R$ 421 milhões
    5. PP — R$ 417 milhões
    6. MDB — R$ 400 milhões
    7. REPUBLICANOS — R$ 348,5 milhões
    8. PODE — R$ 245,9 milhões
    9. PDT — R$ 169 milhões
    10. PSB — R$ 152,2 milhões
    11. PSDB — R$ 147,8 milhões
    12. PSOL — R$ 131,5 milhões
    13. SOLIDARIEDADE — R$ 88,5 milhões
    14. AVANTE — R$ 72,5 milhões
    15. PRD — R$ 71,8 milhões
    16. CIDADANIA — R$ 60,1 milhões
    17. PCdoB — R$ 60 milhões
    18. PV — R$ 45,1 milhões
    19. NOVO — R$ 37 milhões
    20. REDE — R$ 35,8 milhões
    21. AGIR — R$ 3,3 milhões
    22. DEMOCRACIA CRISTà— R$ 3,3 milhões
    23. MOBILIZA — R$ 3,3 milhões
    24. PCB — R$ 3,3 milhões
    25. PCO — R$ 3,3 milhões
    26. PRTB — R$ 3,3 milhões
    27. PSTU — R$ 3,3 milhões
    28. UP — R$ 3,3 milhões


Foi aberta a licitação para a construção da cobertura do calçadão conforma a promessa do governador Jorginho Mello, ainda no primeiro ano da atual gestão. A cobertura será bem abrangente, garantindo que os espectadores dos eventos fiquem protegidos das intempéries. Mais de mil metros de cobertura. Quem venceu foi uma empresa de Cascavel, do Paraná.
Mas o que surpreendeu foi o custo: quase R$ 4 milhões. Juro que já perdi a noção do dinheiro porque acho um valor absurdo! Várias empresas participaram da licitação e as duas primeiras foram desclassificadas, ficando a terceira delas.

Laço Comprido como manifestação cultural tradicional

A Câmara de Vereadores de Lages aprovou o Projeto de Lei nº 0034/2026, de autoria do vereador Jonata Mendes, que reconhece o Laço Comprido como prática esportiva e manifestação cultural tradicional do Município de Lages.

“O Laço Comprido não é apenas uma competição, é esporte, é tradição, é família e é identidade. Reconhecer essa prática é valorizar a nossa história e garantir que essa cultura continue viva para as próximas gerações”, destacou o vereador.

Lages está entre as cidades alvo da Operação Desmos desencadeada nesta terça

Uma grande força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sacudiu o setor de segurança pública na manhã desta terça-feira (9). Batizada de Operação DESMOS, a ação mobilizou 207 policiais e integrantes do GAECO e do GEFAC para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. O foco da ofensiva é desarticular os elos de uma facção criminosa fortemente estruturada, com lideranças atuando de dentro e de fora do sistema prisional do Estado.

O mapa das buscas conectou a Serra Catarinense e o Oeste. Viaturas e equipes especializadas cumpriram ordens de forma simultânea nos municípios de Lages, Chapecó, Xaxim, Planalto Alegre, Maravilha e Saltinho. De acordo com as investigações, conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, os alvos da operação têm envolvimento direto em crimes de extrema gravidade, incluindo execuções (homicídios), tráfico de entorpecentes e a comercialização ilegal de armas de fogo. Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas acabaram presas em flagrante por tráfico.

O aparato policial utilizado na operação chamou a atenção dos moradores das cidades afetadas. Pela Polícia Militar, atuaram divisões como o Tático, ROCAM, Cavalaria e Canil; a Polícia Civil deu suporte por meio das Divisões de Investigação Criminal (DIC) e do Serviço Aeropolicial (SAER), além de equipes locais; já a Polícia Penal empregou o Núcleo de Operações Táticas (NOT) e cães farejadores. Todo o material eletrônico e documentos apreendidos foram encaminhados para perícia técnica e, posteriormente, abastecerão os relatórios de inteligência do GAECO.

A DESMOS (termo derivado do grego que significa vínculo ou elo) é um desdobramento direto da Operação Sodalitas Finis e faz parte de uma mobilização nacional do Ministério Público brasileiro. O avanço do caso reflete o novo modelo de combate ao crime organizado adotado pelo MPSC, que ampliou a estrutura da 39ª Promotoria da Capital para dar a ela poderes de atuação em todo o estado com cinco promotores exclusivos de entrância especial. As investigações continuam correndo sob sigilo.

Homem que abusou sexualmente das filhas é condenado a mais de 77 anos de prisão

Em meados de 2010, um morador da região serrana engravidou a própria filha, menor de 14 anos, e foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável. A sequência das investigações revelou que o homem também já havia praticado conjunção carnal e atos libidinosos contra a outra filha e a enteada, também menores de 14 anos. Na época, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e teve a prisão preventiva decretada, mas fugiu antes de ser capturado, tornando-se foragido da Justiça. 

O processo e o prazo prescricional ficaram suspensos por cerca de 13 anos, até que o réu compareceu ao fórum para consultar outro processo e foi identificado como alvo de um mandado de prisão em aberto. Ele foi conduzido ao presídio, teve a segregação mantida na audiência de custódia e, na semana passada, foi condenado a 77 anos, nove meses e 10 dias de prisão pelos atos praticados, sem direito de recorrer em liberdade. 

O Promotor de Justiça Murilo Rodrigues da Rosa diz que a condenação encerra um longo período de espera. “Os crimes apurados neste processo atingiram vítimas que deveriam encontrar no ambiente familiar acolhimento, proteção e segurança. Durante mais de uma década, a fuga do acusado impediu o prosseguimento da ação penal, prolongando a expectativa de julgamento dos fatos. A condenação reconhece a extrema gravidade das violações praticadas e demonstra que a tentativa de escapar da aplicação da lei não foi suficiente para impedir a responsabilização pelos atos cometidos”, destacou. 

Sobre os crimes 

Os atos praticados contra a enteada ocorreram antes de 2009, época em que os atos libidinosos contra menores de 14 anos ainda eram definidos como atentado violento ao pudor. Porém, quando o réu abusou das duas filhas, a Lei n. 12.015/2009, que reformulou os crimes contra a dignidade sexual, já havia entrado em vigor, e ele foi condenado por estupro de vulnerável contra ambas (crime caracterizado pela prática de conjunção carnal ou de outro ato libidinoso com menor de 14 anos). O fato de uma delas ter engravidado foi considerado na dosimetria da pena. 

Embora o Maio Laranja tenha terminado, o combate à violência e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma atuação permanente do MPSC. Além de buscar a responsabilização dos autores desses crimes, a Instituição desenvolve ações de prevenção, conscientização e fortalecimento da rede de proteção em todo o estado. 

 

Júlio e Amin não estiveram presentes

Há que destacar um detalhe do encontro de sábado, do PSD. O senador Esperidião Amin não compareceu. Assim como o presidente da Assembleia, Júlio Garcia, que juntamente com Colombo, também concorre a uma vaga na bancada catarinense da Câmara dos Deputados. Pela análise do partido, o PSD deverá fazer dois deputados federais e são justamente Júlio e Colombo que se elegerão.

Proteção e bem-estar animal em debate nesta quinta-feira

A Câmara de Vereadores de Lages recebe, no próximo dia 11 de junho, às 18h30, uma audiência pública regional voltada ao debate de políticas de proteção e bem-estar animal. O encontro será conduzido pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal da Alesc, Marcius Machado (PL), reunindo autoridades, protetores independentes, entidades da causa animal e a comunidade.

A iniciativa faz parte de uma série de audiências realizadas em diferentes regiões de Santa Catarina com o objetivo de ouvir as demandas locais e aproximar a população das discussões sobre políticas públicas voltadas à causa animal.